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Como
candidato ao Nobel, Chico Xavier voltava a ser notícia.
E, dez anos depois do Pinga-Fogo da TV Tupi, surpreendia
o público com revelações estapafúrdias. Do alto de seus
setenta anos e sob o peso de sucessivas crises
coronarianas, ele exibia a coragem de quem sente a morte
cada vez mais próxima. Já não pensava tanto antes de
confessar sua crença em discos voadores ou antes de
contabilizar a “população flutuante desencarnada” da
Terra: 20 bilhões de Espíritos espalhados por diversas
áreas invisíveis em torno da crosta terrestre, à espera
de voltar ao planeta e resgatar as dívidas de
existências anteriores. Os repórteres aproveitavam a
disposição do líder espírita para falar e buscavam a
polêmica.
Do livro As
Vidas de Chico Xavier, de Marcel
Souto Maior.
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