Espiritismo
para crianças

por Marcela Prada

 

Tema: Egoísmo; lei de sociedade


Os Três Gatinhos


Mariana era a tutora de três gatinhos: Farofa, Bolota e Tom. Ela adorava animais e cuidava deles com todo carinho.

Farofa e Bolota eram muito amigos. Estavam sempre juntos. De manhã, gostavam de tomar sol. Depois do almoço, deitavam-se numa almofada confortável para cochilar. No fim da tarde, ficavam mais animados, brincavam, corriam e subiam em árvores.

Tom era um pouco diferente dos outros dois. Não gostava de se misturar nem que encostassem nele. Também não queria dividir suas coisas. Era egoísta e ciumento.

Queria os carinhos de Mariana só para si. Quando estava no colo dela, batia com a pata nos outros gatos, se eles se aproximassem.

Um dia, Mariana deu uma comida diferente para eles. Os três gatinhos começaram a comer, animados. A comida estava deliciosa e havia bastante para todos. Farofa comeu o quanto quis e, quando ficou satisfeito, parou. Bolota, ao contrário, tinha mais apetite e continuou comendo.

Tom já tinha comido muito e estava satisfeito, mas, vendo a disposição de Bolota, continuou comendo também, só para não deixar aquela comida tão gostosa para ele.

O resultado foi que Tom acabou passando muito mal. Mariana precisou até levá-lo ao veterinário. Só depois de alguns remédios amargos e de algumas espetadas de injeções é que ele se recuperou.

Mariana ficou chateada com isso. Ela sabia que a comida estava boa, pois os outros dois também haviam comido. Conhecia seus gatos e percebeu que o problema havia sido mesmo o temperamento de Tom.

Sua mãe já havia sugerido que ela levasse o gato egoísta e encrenqueiro para morar na casa da vovó, para que ele não brigasse mais com os outros dois. Mas a menina gostava de Tom e queria continuar cuidando dele.

Então, decidiu fazer o contrário. Em vez de separar os gatinhos, propôs-se a ajudar Tom a conviver melhor com os companheiros.

Quando ele vinha para o seu colo, ela pegava também Bolota ou Farofa e, mesmo que Tom não gostasse, no começo, insistia em agradá-los ao mesmo tempo.

Se dava comida gostosa para eles, cuidava para que não disputassem por ela. Tirava as tigelinhas quando já tinham comido o suficiente.

Mariana reprimia os comportamentos errados de Tom e incentivava os bons com agradinhos e petiscos. Ela também inventava brincadeiras, procurando fazer Tom se divertir junto de Farofa e Bolota.

Tom não mudou seu comportamento “da noite para o dia”, mas, como tudo pode ser aprendido, principalmente viver conforme as Leis de Deus, aos poucos foi mudando. A cada dia, tendo experiências construtivas, acostumava-se mais com a presença dos dois companheiros e percebia que a vida era bem melhor quando partilhada com eles.

Num dia de muito frio, Mariana ficou contente, pois encontrou seus três gatinhos dormindo juntos. Tom estava encostado neles, dormindo aquecido e confortável.

Com a ajuda de Mariana e também dos outros gatos, Tom estava aprendendo a obedecer a uma lei de Deus chamada Lei de Sociedade, segundo a qual todos devem conviver bem, respeitando-se e ajudando-se mutuamente.

Farofa e Bolota já haviam aprendido que o egoísmo afasta as amizades e a verdadeira felicidade. Agora, estavam ajudando Tom a aprender isso também.
 


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O Consolador
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