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por Waldenir A. Cuin

 

Se soubessem...


“Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem.”
 (Jesus)


A vida devolve a cada criatura aquilo que dela recebe; nisso não há novidade alguma. Portanto, cada qual colherá o reflexo dos gestos praticados e das ações desenvolvidas.

Dessa forma, o homem bom viverá no centro da sua bondade, e o homem mau, no núcleo da sua invigilância. Assim, até por uma questão de bom senso e inteligência, bem melhor será viver no clima da fraternidade e do equilíbrio, que trarão o retorno de situações da mesma natureza.

Se o que rouba soubesse que não está ludibriando as leis divinas, não ousaria apropriar-se do que não lhe pertence, pois, perante a contabilidade da consciência, um dia terá de devolver aquilo de que se apossou indevidamente.

Se o preguiçoso soubesse que, no futuro, deverá trabalhar em dobro, pois as suas tarefas deverão ser realizadas mais cedo ou mais tarde, não deixaria para depois o que pode fazer agora.

Se o agressor soubesse que as marcas da violência ficam gravadas em si mesmo, para posterior acerto de contas com as leis naturais, não se atreveria a ferir quem quer que fosse, e por razão nenhuma.

Se o assassino soubesse que, pela lei de causa e efeito, responderá na Terra e no mundo espiritual pelo delito cometido, com graves consequências para si mesmo, pensaria muito antes de desferir qualquer golpe fatal.

Se o guloso soubesse os prejuízos físicos que o excesso de alimentação causa à sua saúde, certamente seria comedido à mesa, para que sua vida pudesse desenvolver-se de maneira mais saudável.

Se os pais que abandonam os filhos soubessem a gravidade de tão nefasto comportamento, cuidariam com dedicação e amor daqueles que a bondade divina lhes colocou nas mãos, pois a indiferença para com a prole gera criaturas desequilibradas, que comprometem a vida social.

Se o trapaceiro soubesse que a habilidade para fazer negócios não significa enganar os irmãos do caminho, e que um dia encontrará alguém mais esperto que ele, causando-lhe tantos prejuízos quantos os que proporcionou aos outros, atuaria com mais honestidade e critério, na ambiência da dignidade.

Se o caluniador soubesse que a fofoca fere mais que uma lâmina afiada, gerando intrigas e reconhecidos conflitos em detrimento da ordem social, não ousaria falar mal da vida de ninguém, mesmo porque em nenhum momento receberá com alegria os comentários infelizes que, porventura, façam dele.

Se o egoísta soubesse que ninguém vive feliz sozinho, trataria de agir pensando que a sua felicidade somente será completa se aprender a semear a alegria na vida alheia, pois é dando que se recebe.

Se o viciado soubesse as consequências desastrosas do consumo de substâncias químicas, para si mesmo e para aqueles que o cercam, trataria logo de vencer tais obstáculos.

Se o religioso desonesto e aproveitador soubesse que a profanação do que é divino lhe causará terríveis desilusões e comprometimentos morais, não usaria os ensinos do Cristo para fins escusos e interesses infelizes.

Enfim, para um roteiro seguro de vida, é importante que reflitamos maduramente sobre o que estamos fazendo, procurando saber se nossas ações estão contribuindo para a solução dos problemas do mundo ou se estão sendo mais problemas para o mundo.


 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita