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Se o
inferno existisse, seria
obra de terrorista
O título deste artigo
deveria ser assim: “Se o
Inferno existisse mesmo
do jeito que ele foi e é
entendido errônea e
milenarmente, ele seria
obra de um terrorista”.
Mas tal título seria
impróprio para uma
revista.
Deus é onipotente,
onisciente, onipresente,
amorável, imutável,
justíssimo, de
misericórdia infinita,
sempiterno, incriado,
todo-poderoso e tudo
mais de bom que possamos
imaginar!
E vamos a um exemplo
desses atributos, o de
que Ele é onisciente,
sabedor, pois, de tudo
sobre os seres que Ele
cria, e até mesmo antes
de os criar. Quando Ele,
então, já sabendo, pois,
antecipadamente, de um
futuro de condenação
sempiterna, ou para
sempre, para um de seus
filhos que Ele quer
criar com amor infinito,
teria tal final de
terríveis sofrimentos
infernais por todas as
eternidades, esse Deus
de misericórdia e amor
infinitos jamais o
criaria. E assim, o
Inferno, tal qual foi
imaginado pelos
teólogos, de sofrimento
sempiterno ou sem fim,
que cheira a terrorismo,
e que não pode ter sido
criado por Deus, não
existe mesmo, pois é
incompatível com a
grandeza da misericórdia
e do amor infinitos de
Deus, sem acepção para
com todos os seus
filhos, segundo São
Pedro em Atos 10:34-35,
e São Paulo em Romanos
2:11.
Ademais, Deus não sofre
com nossos pecados, e
Ele não seria, como se
diz, “besta” de dar-nos
o livre-arbítrio para
cometermos pecados que
resultassem em “pedras”
em seus “sapatos”. Mas,
de fato, nenhum pecado
atinge Deus, já que Ele
é um Ser como que
vacinado contra qualquer
mal. “Se pecas, que mal
lhe causas tu?” (Jó
35:6-8; Isaías 59:1-2).
E Deus nos proíbe de
cometermos pecados, pois
eles, de acordo com a
Lei Moral Divina de
Causa e Efeito ou do
Retorno, além do mal ao
nosso semelhante, nos
fazem sofrer também,
pois colhemos o que
semeamos. “A cada um
será dado segundo suas
obras.” (Mateus 16:27).
E vejamos que essa
colheita é temporal e
não sempiterna ou para
sempre, pois, quando se
paga o último centavo
(Mateus 5:26), não vamos
pagar mais nada.
E isso nos demonstra que
aquele inferno
sempiterno, ou para
sempre, durando por
todas as eternidades e
que até cheira a
terrorismo, não existe
mesmo, e menos ainda
como se fosse criação de
Deus, que jamais seria
um terrorista! Uns
teólogos ensinaram que
os pecados, por serem
contra um Ser de Amor
Infinito, Deus, merecem
também penas de um
Inferno sempiterno com
seus dolorosos
sofrimentos. Mas, como
vimos, os nossos pecados
não atingem Deus. Eles
atingem os nossos
semelhantes e, por
consequência, pela
citada Lei de Causa e
Efeito ou do Retorno,
atingem também os
autores dos pecados!
Como se vê, Deus condena
o pecado porque ele é um
mal para alguém e para
seu autor!
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