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por Nilton Moreira

 

Cara-metade


Buscamos constantemente a nossa “cara-metade”, a “alma gêmea”. Desde a adolescência, começamos a procurar algo afetuoso que nem sabemos exatamente o que é, e enxergamos, nos mais diversos semblantes, silhuetas que despertam sentimentos que não conseguimos decifrar, mas que nos fazem crescer por dentro e fazem o coração bater mais forte, com palpitações e arritmias. Quando chegamos perto de alguém que julgamos especial, o suor toma conta de nós, as pupilas nos denunciam, falta-nos o fôlego, a boca seca, a voz embarga e trememos de cima a baixo.

Quando esses sintomas se assenhoreiam de nós, podemos acreditar que estamos em vias de encontrar o amor verdadeiro, pois não se trata de simples atração ou desejo sensual, mas de algo mais profundo, que nem todos sabem definir. Trata-se de almas que se reconhecem, fazendo eclodir a paixão. Sentimos, então, que é algo profundo e que vem de outras vidas, pois, em verdade, “quem ama é o espírito, e não o corpo”. Certamente, quando isso acontece, é porque já vivenciamos algo semelhante em outras existências.

Reclamamos, em muitas ocasiões, que nossos relacionamentos não dão certo e, às vezes, parece que irão durar; porém, passado algum tempo de convivência, a relação se torna impossível e nos separamos. Isso ocorre porque a união não partiu de um amor verdadeiro, mas de interesses. É claro que precisamos da atração carnal para facilitar as aproximações e despertar a atenção um do outro, mas, se não existir o amor verdadeiro em ambos os espíritos, a relação não durará.

O amor transcende a vida e é o principal objetivo do ser humano. É ele que possibilita a evolução em direção ao Criador. Não devemos reclamar das separações ou das uniões que não dão certo ou que não perduram por muito tempo; certamente, não eram para ter existido.

É possível que venhamos ao mundo para viver sós, e, se assim nos conformarmos e procurarmos oferecer nosso amor de outra maneira sublime, seremos felizes da mesma forma. Lembremos sempre: “O espírito é que ama, e não o corpo”.

Portanto, nesta semana dedicada aos namorados, que perdure o amor verdadeiro. Parabéns a todos os namorados, incluindo aqueles que vivem juntos, pois são os eternos namorados.

Jesus os abençoe a todos.
  
    

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita