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por Waldenir A. Cuin

 

Evitar os maus espíritos


“Por que meio se pode neutralizar a influência dos maus Espíritos?
— Fazendo o bem e colocando toda a vossa confiança em Deus, repelis a influência dos Espíritos inferiores e destruís o império que desejam ter sobre vós.” (Questão 469 de O Livro dos Espíritos – Allan Kardec.)


Em verdade, os Espíritos não criam o mal em nós, e sim aproveitam o mal que ainda hospedamos em nosso coração.

Somos livres para direcionar nossos passos, para tomar nossas decisões e para escolher caminhos, deliberando sobre o que mais nos interessa e, naturalmente, de acordo com a vida que levamos, abrimos sintonia com os Espíritos que Paulo de Tarso sabiamente definiu como a “multidão de testemunhas” que nos envolve constantemente.

Assim, estar bem ou mal acompanhado será sempre uma proposta absolutamente nossa. Na Terra é assim, pois vivemos com as criaturas que nos são afins. Com relação à convivência espiritual, não é nada diferente: homens bons atraem Espíritos bons; homens maus sintonizam com Espíritos maus.

E a recomendação, sempre válida e extremamente oportuna, é a de constantemente fazer o bem, somente o bem.

Espírito perverso, malfazejo ou inferior não aprecia a iniciativa de quem deseja ajudar uma criança carente;
não concorda com a decisão de prestarmos horas de trabalho em instituições assistenciais que cuidam de diminuir o sofrimento de famílias necessitadas;
não tolera criaturas que usam preces e orações com regularidade, buscando, através dos pensamentos positivos e elevados, uma maior aproximação com Jesus Cristo e com os Benfeitores da Humanidade;
despreza homens determinados e corajosos, que não temem os desafios, buscando ajudar a construir uma sociedade mais justa, fraterna e humana, onde os reais valores da decência e da moralidade possam servir de norte e bússola para todos;
abomina mulheres valorosas e sensíveis, que conseguem dimensionar as dores alheias e lançam-se a desenvolver mecanismos, propondo aliviar os padecimentos e a solidão de idosos sem lar;
mantém distância dos jovens estudiosos, idealistas, que assumem, conscientes, as responsabilidades pela edificação de um mundo com menos violência, egoísmo, ganância e orgulho, chagas nefastas que causam tantos prejuízos às comunidades e fazem correr rios de lágrimas no contexto das famílias;
não aprecia líderes firmes e altruístas que pensam sempre no bem-estar do povo, com reconhecidos sacrifícios pessoais, principalmente zelando pelas camadas populacionais menos aquinhoadas pela sorte ou menos favorecidas pelas oportunidades;
fica contrariado com criaturas que não fazem uso de componentes tóxicos, como cigarro, álcool e outras substâncias que criam dependência, aviltam o caráter e destroem o organismo físico, transformando as pessoas em farrapos humanos.

Como podemos observar, com bastante força de vontade, arrojo e perseverança, não será difícil escolher caminhos e tomar decisões que nos mantenham à distância dos Espíritos inferiores e, ao mesmo tempo, nos coloquem em sintonia com os Espíritos bons.

Somos livres para decidir... pensemos bem...


 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita