|
Esperança e renovação
“Tenho ainda outras ovelhas que não são deste
aprisco; é preciso que também a essas eu conduza; elas
escutarão minha voz, e não haverá senão um só rebanho e
um só pastor...”. (Jesus, João, cap. X, v. 16)
Uma alegria vem aos nossos corações ao nos lembrarmos
destas palavras de Jesus: “As minhas ovelhas ouvem a
minha voz. Um dia haverá um só rebanho e um só pastor.”
Seremos os irmãos da Terra, seres do mundo, filhos de um
mesmo Deus, sem diferenças, sem discriminações, sem
nações — mas na Terra! Que beleza!
Quando vemos, em Obras
Póstumas, as referências sobre as novas
gerações, o grande amor de Deus se revela ao nosso
olhar. Muitos se referem à nova geração com certa
preocupação, mas os Espíritos superiores nos ensinam
que, a cada encarnação, o ser vem melhor do que antes.
Um espírito que não se nomeou escreve em Obras
Póstumas: “A Terra estremece de alegria!
Aproxima-se o dia do Senhor! Todos quantos vivem no
espaço disputam um lugar na lição. Já os espíritos de
alguns encarnados agitam os corpos, como se quisessem
deixá-los; a carne interdita não sabe o que pensar;
devora-a um fogo desconhecido. Serão libertos, porque
são chegados os tempos; uma eternidade está quase a
expirar, uma eternidade gloriosa está quase a despontar,
e Deus conta o número de seus filhos.”
O reinado do ouro dará lugar a outro mais puro: o
pensamento será, em breve, soberano, e os espíritos de
eleição, que, vindos de remotas eras, já iluminaram o
século, voltam para nova encarnação. Que digo? Muitos já
estão encarnados. Sua palavra, cheia de sabedoria, será
a chama destruidora dos velhos abusos.
Estamos vendo muitas aflições no mundo, violência, mas a
esperança não cessa.
Nós, que fomos agraciados pelo conhecimento espírita,
devemos nos manter a postos, esperançosos em um amanhã
melhor que virá. Estamos no alvorecer de uma nova era,
uma era em que a fraternidade reinará na Terra.
As gerações se sucedem. Estamos vendo um grupo
surpreendente de crianças sendo classificadas como
superdotadas, com o coeficiente de inteligência (QI)
muito alto, conseguindo acesso às universidades em idade
precoce. O Brasil, que até há pouco tempo não
diferenciava essas crianças, que passavam ignoradas,
começou a descobri-las, e elas estão brilhando. Aliado o
QI ao QE (coeficiente emocional), tornam-se cativantes,
quando demonstram empatia e amor ao próximo, aos
animais, às plantas, à vida.
Há cerca de um ano, conversamos com um menino assim,
entre inúmeros que entram em contato conosco. Com 4
anos, um lindo sorriso, comunicativo. Tinha aprendido a
ler sozinho aos 2 anos. Aos 4, mostrou-nos seu
conhecimento. Já sabia o nome de todos os planetas do
sistema solar e suas características. Conhecia todas as
cores em inglês.
Essas crianças estão surgindo. Aprendem, na maioria das
vezes, a ler sozinhas muito cedo. Algumas falam várias
línguas; outras demonstram interesse na medicina;
outras, na matemática. São vivas, alegres,
comunicativas, cativantes.
O querido médium, desencarnado no ano passado, Divaldo
Pereira Franco avisou-nos, em muitas palestras e nos
escritos dos desencarnados por sua psicografia, que
seria assim. Espíritos vindos da constelação de Touro,
mais precisamente de Alcíone, estariam chegando, a
pedido de Jesus, para acelerar o desenvolvimento do
planeta, trazendo de volta o amor, a generosidade, a
beleza nas artes, a honestidade, o valor do bem. Seriam,
para nós, irresistíveis, cativantes, disse-nos ele, pois
esses espíritos já são evoluídos, amam. Vêm até nós em
missão sacrificial, deixando seu mundo de luz para nos
auxiliarem.
Estamos vendo crianças — velhos espíritos reencarnados —
demonstrando, em suas atitudes, como são. Umas, como
citamos, amorosas e comunicativas; outras ainda trazendo
a violência, a agressividade do passado. As flores da
esperança estão desabrochando, mas há ainda muito joio
em meio ao trigo. Pelo comportamento amoroso e belo,
serão reconhecidas em sua evolução, mais do que pela
inteligência.
A verdade é que nos encantamos com as crianças. Deus é
infinitamente sábio e as faz pequeninas, necessitadas de
cuidados e de amor, para despertar o melhor de nós.
Temos observado o comportamento: muitos rebeldes, muitos
dóceis, muitos violentos, muitos amorosos. É o espírito
se revelando nas atitudes. Compete aos adultos
orientá-los no rumo do bem.
Um dia antes de escrever estas linhas, conversamos com
um menino de 8 anos. Estávamos em nosso trabalho, e ele
chegou com a avó. Uma alergia generalizada, placas de
urticária por todo o corpo. Ele, comunicativo, respondia
a tudo corretamente, com um português excelente, que até
sua avó surpreendia. Sua avó nem precisava falar por
ele. Observou que a alergia lhe fora provocada por uma
bolacha cor-de-rosa, que ele nunca havia comido. Era o
corante, entendeu ele após explicarmos. Ficamos
encantados com sua inteligência e capacidade de
comunicação.
Quando estava indo embora com a avó, fingiu ter ficado
aborrecido porque seu atestado era de apenas um dia,
devido ao quadro que o afastou da escola.
Brincamos com ele, dizendo que era muito inteligente,
que precisava estudar muito, que não deveria faltar à
escola. Quem sabe, perguntamos, você pode ser alguém que
vai ajudar a melhorar o mundo? Ele sorriu lindamente e
concordou, sem palavras, apenas levantando o polegar da
mão direita.
Essas crianças estão no mundo, cada vez melhores, e, com
pais ou avós que as eduquem no bem, despontam com
facilidade.
Somos um imenso rebanho, e o amor deve conduzir nossos
passos.
Jesus, o Divino Pastor, nos chama. Não mais podemos ser
surdos aos seus chamados. Precisamos ouvi-lo e segui-lo.
Um dia, o rebanho será único: uma só ovelha, um só
pastor. Todos caminhando no princípio da fraternidade,
da compaixão, do respeito. A religião do Cristo acenderá
suas luzes para toda a Terra.
Até lá, sejamos servidores humildes, fazendo o melhor ao
nosso alcance para melhorarmos a nós mesmos e termos paz
interior.
|