Joias da poesia
contemporânea

Autoria: Amaral Ornellas

 

Sem ouro


Sem ouro, o céu azul de estrelas se constela,

Quando a noite desdobra o manto de neblina…

E o sol de flâmea luz, poderosa e divina,

Acende no Infinito a deslumbrante umbela.

 

Sem ouro, em pleno vale, a flor humilde e bela

Exalta as mãos de Deus, embora pequenina,

E a fonte canta em paz a graça que a ilumina,

Sobre as pedras do chão que a sustenta e revela.

 

Sem recursos da Terra, o Rei da Excelsa Glória

Trouxe o esplendor celeste à carne transitória,

Eternizando o bem no abismo tredo e fundo!…

 

Da pequenez do verme à Divina Grandeza,

Somente pelo Amor há bondade e beleza

Para a glória da vida e redenção do mundo.


Da obra 
Marcas do caminho, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.


 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita