A carne e o homem
Clamou a Carne ao Homem: — “Foge à lida!
Embriaga-te e sonha! Tudo é nada…
A Terra é a nossa vinha iluminada
E eu sou a tua noiva apetecida…”
E o pobre cavaleiro, em desabrida,
Sobre o corcel da mente incontentada,
Gozou, riu-se e fugiu à luz da estrada,
Procurando o prazer, de alma insofrida.
Mas veio um dia o Tempo e disse: — “Para!”
E alterando-lhe a face nobre e rara,
Deu-lhe a velhice, amargurosa e dura.
E, ofegando na Carne, quase morta,
O Homem triste caiu vencido, à porta
Do jazigo abismal da sepultura.
Da obra Nosso
livro, psicografada
pelo médium Francisco
Cândido Xavier.