
Breve histórico d’O CONSOLADOR, que
completou neste mês 19 anos
Diretor de redação da revista eletrônica O CONSOLADOR,
fundada em 18 de abril de 2007, Astolfo Olegário de
Oliveira Filho foi diretor da Editora Leopoldo Machado.
Atualmente, ocupa-se com a EVOC - Editora Virtual O
Consolador e é também diretor de redação do jornal O
IMORTAL (Cambé, PR).
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Nascido em Astolfo Dutra (MG), está radicado na cidade
de Arapongas (PR). Aposentado, é |
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casado com Célia Maria Cazeta de Oliveira e tem
4 filhos e vários netos e bisnetos. |
A gazeta PENSADOR conversou com ele sobre o
histórico da revista que fundou em parceria com José
Carlos Munhoz Pinto. A entrevista foi publicada na
edição da gazeta referente ao bimestre março-abril de
2026.
A seguir, reproduzimos o inteiro teor da conversa que
realizamos, manifestando desde logo nosso pensamento de
que a revista eletrônica O CONSOLADOR “é uma das
melhores escolas de jornalismo espírita que conhecemos”.
PENSADOR - Qual
foi a necessidade específica dentro do movimento
espírita que motivou o senhor e amigos a criar a revista
O CONSOLADOR em 18 de abril de 2007?
Nossa experiência anterior – iniciada em 1983 como
editor do jornal O IMORTAL – indicava a inviabilidade de
insistir no modelo de jornal ou revista impressos e sua
distribuição via Correio, custosa e sobretudo morosa. O
custo de impressão e o preço pago ao Correio eram
altíssimos e algo praticamente sem controle, devido à
inflação. Motivou-nos também a vontade de termos
autonomia total na condução do trabalho jornalístico.
PENSADOR - Na
época do lançamento, o formato estritamente digital
ainda enfrentava certas resistências. Quais foram os
maiores desafios técnicos e de aceitação do público para
estabelecer uma revista semanal sem uma edição impressa?
O sucesso que obtivemos foi tão rápido e surpreendente,
que nem tivemos de pensar em dificuldade. Os números
mostravam isso – veja os resultados obtidos 2 anos
depois de circulação da revista clicando em O
Consolador-edição 102 –.
O único receio que tínhamos no início era com respeito a
conseguir matérias – artigos, reportagens, entrevistas e
noticiário – para suprir 4 edições em cada mês, mas isso
logo foi dissipado porque a adesão dos colaboradores se
deu de forma rápida e espontânea.
PENSADOR - Ao
longo desses 19 anos, como o senhor descreve a evolução
da linha editorial da revista e quais critérios foram
sendo aprimorados na seleção de articulistas e temas
abordados?
A linha editorial jamais foi alterada. Ela segue o que
foi colocado na Carta ao leitor da 1ª edição da
revista – clique
aqui
PENSADOR - A
revista é conhecida por se manter fiel à codificação de
Allan Kardec. Como o senhor equilibra a manutenção
desses princípios doutrinários rígidos com a abordagem
de temas contemporâneos filosóficos e científicos que
surgem a cada semana?
Excetuados, com razão, os assuntos de natureza política,
como proposto pelo codificador do Espiritismo, a revista
não tem fugido aos temas que foram suscitados ao longo
dos anos. Para isso concorreu, sem dúvida, o preparo
intelectual e doutrinário dos nossos articulistas e
demais colaboradores. A partir de 2016, com a
polarização política que se instalou no País, tivemos
dificuldades, sim, mas tomamos a medida preventiva
necessária, com a qual todos concordaram.
PENSADOR - Sendo
uma publicação com escritório e redação no Paraná, mas
com alcance global, qual é o balanço que o senhor faz da
penetração da revista em outros países de língua
portuguesa e como isso influenciou o conteúdo produzido?
O balanço tem sido positivo, o que é demonstrado pela
crescente participação de articulistas radicados no
exterior, especialmente de Portugal, o país que,
excetuado o Brasil, apresenta o movimento espírita mais
atuante.
PENSADOR - Olhando
para o histórico da revista até os dias atuais, qual o
senhor considera ser a maior contribuição de O
CONSOLADOR para o jornalismo e a divulgação espírita, e
quais são os planos nas próximas décadas?
Entendemos que a maior contribuição de nossa revista e
de nossa editora virtual – a EVOC – é haver mostrado que
é possível oferecer ao público acesso gratuito ao
conhecimento espírita, tanto por meio da revista quanto
por meio do livro, bastando para isso somente a boa
vontade. Quanto ao prosseguimento do trabalho,
entendemos que no momento oportuno nossos sucessores
aparecerão, porque nossa equipe é muito grande e todos
dela participam com real empenho e entusiasmo, como uma
verdadeira equipe.