Espiritismo
para crianças

por Marcela Prada

 

Tema: Evolução


A princesa Preciosa


 

A princesa Preciosa era muito amada por seu pai e por isso recebera esse nome. O rei exigia que ela fosse muito bem tratada e cheia de mimos.

Preciosa cresceu

sendo o centro das atenções. Ela se tornou uma moça vistosa e vaidosa, que gostava de ser notada. Mas, de tanto ser mimada, a princesa se acostumou a ser elogiada. Queria ser admirada por tudo e quando não era, reclamava para seu pai, que ninguém a tinha elogiado.

Os servos do palácio e até os membros da corte, já conhecendo o temperamento da princesa, se adiantavam em reparar e enaltecer tudo o que podiam.

Enquanto ela ainda era bem jovem isso funcionava e evitava problemas para todos. Mas Preciosa era inteligente. Com o passar do tempo ela começou a perceber que a maioria dos elogios que lhe faziam eram exagerados e sem sentido.

Um dia, chorando, ela foi se queixar para o rei.

- Papai, estou cansada de todas essas pessoas falsas. Elas só falam coisas para me agradar. Mas são mentiras e isso está me aborrecendo!

O rei, que amava muito sua filha e queria sua felicidade, conversou com ela e explicou.

- Minha filha Preciosa, as pessoas recebem elogios sinceros conforme os mereçam. Ao invés de ficar triste, por que não se esforça para melhorar, em algo que seja importante para você? Se você se destacar, receberá elogios verdadeiros.

A princesa Preciosa percebeu que seu sábio pai estava certo e como ela era determinada, depois de pensar um pouco, decidiu que queria ser como seu pai, uma pessoa admirada por sua cultura e sabedoria.

Então, Preciosa passou a se dedicar mais aos estudos, a fazer aulas de artes e de línguas e a se interessar pelos assuntos do reino.

No começo não foi fácil. De vez em quando ela se cansava e queria parar, mas depois pensava: “ninguém vai me admirar se eu não for melhor”. E assim, continuava se dedicando.

Com o tempo, as pessoas passaram a perceber o novo comportamento da princesa Preciosa e os elogios sinceros começaram a surgir:

- Como a princesa é estudiosa! Muito disciplinada! Ela é inteligente e aprende rápido!

Quando ouvia esses comentários a princesa se alegrava e se motivava a estudar ainda mais.

Após alguns anos, a princesa Preciosa já tinha lido muitos livros, compreendia várias línguas e conversava sobre vários assuntos. Ela sentia-se feliz ao perceber que seus esforços tinham valido a pena. Sabia que os elogios que recebia agora eram verdadeiros.

Mas veio um tempo de muita dificuldade para todo o reino. Uma doença contagiosa se espalhou e levou a vida de muitas pessoa.

O rei, como um governante sábio e bom, que ele era, tomou várias providências para tentar ajudar seu povo. Muitas pessoas adoeceram e não conseguiam trabalhar. Vários serviços foram interrompidos. Os alimentos começaram a faltar. As famílias estavam ficando desesperadas.

Mas certo dia, o rei sentiu-se mal. Ele havia sido contaminado também. Os médicos foram chamados e o rei, enfraquecido, necessitava ficar em repouso absoluto.

A princesa Preciosa, aflita, entrou correndo nos aposentos do pai.

- Papai! Meu querido pai! O senhor não pode ter pego a doença! Eu não posso ficar sem o senhor! Nem o reino pode! Por favor, seja forte e sare papai!

- Preciosa, minha filha, o que mais quero é permanecer junto de você e do nosso povo, mas meu destino está nas mãos de Deus! Você também tem que ser forte, filha! Eu preciso da sua ajuda! Está na hora de você utilizar seu conhecimento para ajudar todos nós!

Preciosa sentiu forte a responsabilidade que estava recebendo, mas percebeu que seu pai confiava nela e, apesar de muito abalada, prometeu a ele que faria tudo o que estivesse ao seu alcance.

A princesa, então, chamou os conselheiros do reino, os médicos e até representantes de reinos vizinhos, para traçarem estratégias de combate à terrível doença.

Preciosa conseguia compreender bem o que os médicos explicavam e prescreviam, tanto para os cuidados com seu pai como para todo o povo. Ela conversou com os conselheiros e foram tomadas medidas de isolamento dos doentes e de higienização das mãos e objetos.

Ela, que dominava também outras línguas, ouviu os relatos dos habitantes dos povos vizinhos e soube de remédios que eram lá usados, com eficiência, ordenando que fossem buscados e distribuídos também para todos os enfermos do seu reino.

Preciosa tinha boas noções de economia, de administração e até de culinária, e junto com os conselheiros, determinou a melhor maneira de conseguir alimentos e distribuí-los para o sustento emergencial dos súditos.

Com bastante trabalho, em poucas semanas o surto diminuiu e a doença, finalmente, foi vencida. O rei, recebendo a medicação e muitos cuidados, foi se fortalecendo pouco a pouco até que conseguiu recobrar a saúde.

Quando tudo passou, a princesa sentiu-se aliviada e muito feliz.

Seu pai estava saudável e o reino voltava à paz.

A dedicação e a capacidade da princesa Preciosa eram reconhecidas e elogiadas com sinceridade por todos, inclusive por seu pai, que ela tanto admirava.

No entanto, depois de tudo que a princesa passou, ela se modificou. Ela não se importava mais em receber elogios. Ela percebeu que não eram eles que a faziam feliz. Mas sim o fato de poder ter ajudado seu pai e seu povo em um momento de tanta necessidade.

A princesa Preciosa havia crescido espiritualmente e não precisava mais de elogios. O que ela queria agora era continuar melhorando, para poder ter, cada vez mais, condições de ajudar.


 


Material de apoio para evangelizadores:

Clique para baixar: Atividades

marcelapradacontato@gmail.com


 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita