Cinco-marias

por Eugênia Pickina

 

Cultivar a fé é tarefa dos pais


Não descreias do bem.
 Emmanuel


Nasci em uma família católica. Desde cedo, vi meus pais cultivarem a fé através de atitudes cotidianas, mas que me marcaram de modo profundo: as orações no dia a dia, o respeito aos ritos religiosos, o temor a Deus, o reconhecimento de Jesus como o único Mestre e guia, a devoção a Nossa Senhora. O coração agradecido pela guiança do Anjo da Guarda, o fiel amigo.

É importante ensinar nossos filhos a cultivarem a fé. Como uma planta, ela precisa ser regada, atendida, cuidada. E isso desde a infância.

Tal qual o crescimento físico ou a autorregulação emocional, no começo da vida, o nosso desenvolvimento espiritual precisa ser estimulado, e a experiência diária da fé é uma maneira segura de favorecer esse desenvolvimento.

As crianças são curiosas e espontâneas. Elas, então, aceitam sem barreiras os ensinamentos espirituais, acolhem as histórias bíblicas com um coração aberto. Ou seja, absorvem as mensagens essenciais de amor, compaixão, bondade, fé, esperança, caridade.

A família, preocupada com a prática espiritual, pode criar um ambiente doméstico onde sempre caiba a oração, a leitura do Evangelho, as histórias que deem reconhecimento a bons cristãos, exemplos que ressaltem o respeito às leis divinas (não mentir, agradecer, trabalhar de forma honesta, tratar com respeito as pessoas etc.), e tudo isso para nutrir na criança o gradual fortalecimento do hábito de Deus.

Quando ensinamos nossos filhos a buscar Deus, a pôr em prática os valores cristãos, damos a eles a oportunidade de se tornarem resilientes do ponto de vista espiritual e, com isso, mais guiados e inspirados para dar sentido e direção às suas vidas.

Educar para Deus faz parte da missão dos pais. E, de acordo com a religião de cada família, cabe aos pais a tarefa de ensinar suas crianças a cuidar para que a fé não esmoreça nos dias difíceis e, nos momentos bons, se revele alegre e naturalmente companheira… Com Jesus,  somos mais fortes e nossos filhos, desde pequenos, merecem saber disso também.


 
 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita