Avó, conheces a minha amiga?
Parece um caso “do outro mundo”, mas não é. É tão comum,
que a maioria das pessoas não liga, não se apercebe do
que está em jogo. Se a comunicabilidade dos Espíritos
para uns é ficção científica, para outros é algo
ignorado e desconhecido. Outros, ainda, negam a pés
juntos, afirmando que “nunca ninguém veio do Além para
dizer como é”. Na realidade, é precisamente o oposto.
Ora leia este caso!
Maria tem uma netinha com 5 anos de idade que faz as
delícias da avó babada, qual segunda mãe com ternura a
duplicar. Cada sorriso infantil é como um raio de luz
que lhe penetra a alma. Maria é espírita, conhece a
doutrina dos Espíritos que nos demonstra
experimentalmente a imortalidade do Espírito, a
comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação e a Lei
de causa e efeito.
A
netinha, esperta e vivaça como tudo, tem, por vezes,
atitudes “estranhas” … Fala sozinha, parecendo estar a
falar com outra pessoa.
Maria aproveitou uma dessas situações e perguntou à sua
netinha: “Com quem estás a falar?”
A resposta foi pronta e espontânea: “Com esta senhora
(que a avó não via). Sabes, ela aparece muitas vezes e
agora somos amigas”.
A
avó nada disse, ficando a pensar se aquilo seria
imaginação da netinha ou se esta estaria a ver algum ser
espiritual, o que é comum nestas idades.
O
caso passou, a avó regressou à sua casa e a vida seguiu,
acabando por não mais se lembrar da situação. Afinal,
para ela, adepta do Espiritismo, era algo perfeitamente
banal e natural.
Numa outra visita familiar, enquanto os presentes iam
confabulando, a páginas tantas, a avó pegou no seu
telemóvel e, a netinha, muito vivaça, pediu para ver o
aparelho. Mostrando à neta o seu smartphone, esta
demonstrou uma grande surpresa e com entusiasmo disse à
avó: “Avó, também conheces a minha amiga? Não sabia
que a conhecias”. Perante a estranheza de Maria, que
interpelou a neta, esta apontou para o smartphone cuja
imagem de fundo era uma fotografia da mãe (falecida) da
Maria e disse-lhe alegremente: “Esta é a minha amiga,
que me vem visitar muitas vezes, não sabia que também a
conhecias…” e saiu disparada, nas suas brincadeiras
em casa, não dando mais importância ao assunto.
Afinal a netinha da Maria não falava sozinha, falava com
um ser espiritual que nunca conhecera enquanto no corpo
de carne, que era a sua bisavó, mãe da Maria.
Perante este caso real de que tivemos conhecimento
recentemente, ficamos a cogitar no facto de algo tão
importante para a Humanidade - saber que somos Espíritos
imortais – ser para uns algo banal, corriqueiro, quase
diário, mas, para a maioria ser apenas um acaso sem nexo
nem lógica, que rapidamente é esquecido, perante o
permanente apelo da matéria que nos absorve a atenção
quase por completo.
Estudando o Espiritismo (“O que é o Espiritismo”
e “O Livro dos Espíritos”, ambos de Allan Kardec)
percebemos que afinal…” nascer, morrer, renascer
ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”.
José Lucas reside em Óbidos,
Portugal.
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