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por José Lucas

 

Avó, conheces a minha amiga?


Parece um caso “do outro mundo”, mas não é. É tão comum, que a maioria das pessoas não liga, não se apercebe do que está em jogo. Se a comunicabilidade dos Espíritos para uns é ficção científica, para outros é algo ignorado e desconhecido. Outros, ainda, negam a pés juntos, afirmando que “nunca ninguém veio do Além para dizer como é”. Na realidade, é precisamente o oposto. Ora leia este caso!

Maria tem uma netinha com 5 anos de idade que faz as delícias da avó babada, qual segunda mãe com ternura a duplicar. Cada sorriso infantil é como um raio de luz que lhe penetra a alma. Maria é espírita, conhece a doutrina dos Espíritos que nos demonstra experimentalmente a imortalidade do Espírito, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação e a Lei de causa e efeito.

A netinha, esperta e vivaça como tudo, tem, por vezes, atitudes “estranhas” … Fala sozinha, parecendo estar a falar com outra pessoa.

Maria aproveitou uma dessas situações e perguntou à sua netinha: “Com quem estás a falar?
A resposta foi pronta e espontânea: “Com esta senhora (que a avó não via). Sabes, ela aparece muitas vezes e agora somos amigas”.

A avó nada disse, ficando a pensar se aquilo seria imaginação da netinha ou se esta estaria a ver algum ser espiritual, o que é comum nestas idades.

O caso passou, a avó regressou à sua casa e a vida seguiu, acabando por não mais se lembrar da situação. Afinal, para ela, adepta do Espiritismo, era algo perfeitamente banal e natural.

Numa outra visita familiar, enquanto os presentes iam confabulando, a páginas tantas, a avó pegou no seu telemóvel e, a netinha, muito vivaça, pediu para ver o aparelho. Mostrando à neta o seu smartphone, esta demonstrou uma grande surpresa e com entusiasmo disse à avó: “Avó, também conheces a minha amiga? Não sabia que a conhecias”. Perante a estranheza de Maria, que interpelou a neta, esta apontou para o smartphone cuja imagem de fundo era uma fotografia da mãe (falecida) da Maria e disse-lhe alegremente: “Esta é a minha amiga, que me vem visitar muitas vezes, não sabia que também a conhecias…” e saiu disparada, nas suas brincadeiras em casa, não dando mais importância ao assunto.

Afinal a netinha da Maria não falava sozinha, falava com um ser espiritual que nunca conhecera enquanto no corpo de carne, que era a sua bisavó, mãe da Maria.

Perante este caso real de que tivemos conhecimento recentemente, ficamos a cogitar no facto de algo tão importante para a Humanidade - saber que somos Espíritos imortais – ser para uns algo banal, corriqueiro, quase diário, mas, para a maioria ser apenas um acaso sem nexo nem lógica, que rapidamente é esquecido, perante o permanente apelo da matéria que nos absorve a atenção quase por completo.

Estudando o Espiritismo (“O que é o Espiritismo” e “O Livro dos Espíritos”, ambos de Allan Kardec) percebemos que afinal…” nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”.


José Lucas reside em Óbidos, Portugal.


 
 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita