Figurino
À medida que se lhe alteia o padrão cultural,
preocupa-se a pessoa humana com o próprio aspecto.
É preciso impressionar de maneira agradável. E a moda
entra em ação para solucionar-lhe o problema.
Movimentam-se alfaiates e modistas, lojas e gabinetes,
agulhas e trenas para o mister da costura.
Confecção simples e alta confecção. Surgem as criações
para inverno e verão, outono e primavera, em linhas
especiais segundo as sugestões de tempo e clima.
Combinações e negócios felizes, no mundo, quase sempre
se realizam conforme as credenciais do figurino e, por
isso, homens e mulheres capricham no concurso de
esbeltez e elegância que levam a efeito, cotidianamente,
nas ruas.
Não nos esqueçamos, porém, de que somos igualmente
observados no reino da verdade, através do porte
espiritual que adotamos.
Nossos pensamentos são as criações de que se nos veste a
personalidade autêntica e, por eles, somos conhecidos,
vistos, ouvidos e analisados na Vida Superior,
cabendo-nos o dever de buscar em Jesus o modelo das
nossas atitudes e decisões.
Nos círculos terrestres, os requerimentos à autoridade
humana, para serem considerados, reclamam primor de
apresentação. E, no Mundo Espiritual, muitas vezes,
depois dessa ou daquela petição aos Administradores
Celestes, temos ouvido, de coração opresso: — “Filha,
repare seu figurino”.
Do livro Mãos marcadas, obra
psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
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