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Chico Xavier - Coleção
Completa
Obras do nº 341 ao
350 |
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A VERDADE RESPONDE
Espírito:
Emmanuel / André Luiz
Livro - 341 / Ano - 1990 / Editora -
IDE |
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As indagações sempre se renovam, em toda parte. Inquirições da vida no mundo, especialmente as respostas, em todas as circunstâncias foram baseadas nas interpretações pessoais daqueles que as formulam.
Sábios de todos os tempos e procedências se manifestam no assunto para reconhecer que as suas teorias ou análises sofrem alterações em suas estruturas, o que nos compele a declarar que o mesmo nós, os amigos desencarnados, ás vezes, modificamos informes e concepções no desdobramento das tarefas individuais ou nos eventos evolutivos. Chega, porém, um dia em que a verdade nos surge na vida íntima, esclarecendo-nos preparando-nos para novos passos, no rumo do Conhecimento Superior.
Não acreditamos exista em metro para medi-la e continuamos na caminhada para diante.
Não temos, porém, essa pretensão de definir o que seja a verdade, mas sabemos que a verdade é a bússola de nossa marcha e que aparece inevitável nos caminhos em que ela nos responde, acrescida sempre de mais luz, em nós mesmos, respondendo-nos ás indagações, em nome de Deus.
Emmanuel
(Uberaba, 21 de junho de 1990) |
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FULGOR NO ENTARDECER
Espírito: Diversos
Livro - 342 / Ano - 1991 / Editora -
UEM |
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Conhecidos e inspirados poetas oferecem-nos, pela mediunidade de Chico Xavier, magníficas trovas de belo conteúdo espiritual, convocando-nos a construtivas reflexões em face da vida. Emmanuel, com sabedoria de sempre, prefacia o livro com admirável narrativa. |
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AÇÃO, VIDA E LUZ
Espírito:
Diversos
Livro - 343 / Ano - 1991 / Editora -
CEU |
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Amigo Leitor
Sintetizando os assuntos, somos induzidos a considerar que a ação construtiva, dentro da vida, é o caminho mais objetiv o para a assimilação da Luz Espiritual.
Propositalmente, alguns companheiros e nós mesmos registramos neste volume três épocas diferentes, no entardecer do presente século, tentando emoldurar as nossas afirmativas com a demonstração dos eventos que nos sensibilizaram no pretérito e ainda hoje nos ameaçam a paz.
Procuraremos estudar ligeiramente algumas observações quanto aos fatos e ocorrências das duas primeiras épocas a que nos reportamos, para justificar as nossas anotações em face dos momentos históricos que atravessamos na atualidade.
Assim agimos para apresentar aos nossos amigos da Terra quanto nos cabe realizar diante do Cristo, na edificação da Nova Era.
Os eventos a que nos referimos engloba dificuldades e desentendimentos que nos surpreenderam a vida planetária, culminando nas duas grandes guerras, de 1914 a 1918 e de 1939 a 1945, conflitos esses que nos apontaram desilusões e pesadelos, desequilíbrios que ainda, por enquanto, não nos foi possível solucionar e superar.
É possível que a crítica nos reprove o esforço da retrospectiva, no entanto fomos obrigados a isso atendendo-se aos imperativos da Lei de Causa e Efeito e à necessidade de esclarecimento nas áreas da evolução.
Convém asseverar que reconhecemos a simplicidade de nosso pequeno esforço, com a certeza de que a migalha do Bem, onde apareça, de forma limitada, tem o poder da pequenina chama da vela acesa, extingüindo a potência das trevas.
A terceira época de nossas referências é a própria atualidade do mundo, conclamando-nos ao retorno da vida cristã no contexto de nossas existências, voltando-nos para os ensinamentos de Cristo com a reformulação de nossos conceitos e preceitos de que necessitamos para a instalação de uma vida nova.
A Terra, repleta das inquietações, como que nos adverte, com relação à tempestade provável que as nuvens de nossos erros e deserções geraram contra nós mesmos.
Analisemos os acontecimentos do nosso tempo e ajustemo-nos à Lei do Bem, da qual Jesus, o Nosso Divino Mestre, nos espera para usufruirmos todos juntos a paz e a alegria que assinalam o Reino da Luz.
Emmanuel
(Uberaba, 29 de novembro de 1990) |
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ASSUNTOS DA VIDA E DA MORTE
Espírito:
Diversos
Livro - 344 / Ano - 1991 / Editora -
GEEM |
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A morte para as criaturas terrestres terá um dia exato e virá aos homens pelos desígnios de Deus? Ousamos afirmar que a desencarnação tem dia certo, no tempo; no entanto, é justo comentar o problema na pauta da lógica: quando a pessoa humana recebe com paciência as dificuldades passageiras que precedem o fim do corpo de que se utilizou para o estágio, no mundo físico, encontrando a morte em ocorrências ou moléstias com as quais não contava, poder-se-á concluir, com razão, que o desenlace se verificou conforme as determinações das Leis Universais que, a rigor, sintetizam a Lei Divina.
Nesses casos, é razoável declarar que a desencarnação se verificou, em nome de Deus, no dia certo.
Não sucede o mesmo quando a morte se debita à conta dos desequilíbrios ou à imprudência dos homens que trocam a própria vida por atos conscientes e aventuras outras, abusando do seu próprio livre-arbítrio.
Compreendamos, pois, que desencarnação tem o dia certo, segundo a Lei Divina, e o dia exato, conforme o comportamento do homem.
Entendamos, assim, que a morte na Terra age em conexão com a Lei Divina ou com as diretrizes errôneas das criaturas quando se tornam irresponsáveis.
Eis porque considerarmos que a desencarnação se nos apresenta em aspecto bilateral: a cessação da vida no corpo de matéria densa de acordo com os Propósitos Divinos ou conforme os desajustes dos homens.
Dia certo para a morte, em nome de Deus ou dia certo para o desenlace, em nome das criaturas humanas.
É natural que venhamos a considerar que o homem em qualquer lugar respondem por si próprio.
Que dizer do homem que fugiu da instituição em que lhe foi concedida a bênção do trabalho para não observar as consequências dos seus próprios deslizes dentro dela? daquele que não quer enxergar as próprias dúvidas que ele mesmo criou? da jovem que se entregou ao suicídio, alegando paixão por alguém, indiferente ao sofrimento dos pais desolados? da mulher que parte para o Mais Além em vista da afeição possessiva com que estimaria prender o homem amado? da pessoa que não se conforma com as circunstâncias da própria existência? daquele outro que prefere a morte para não conviver com os parentes enfermos, junto dos quais foi chamado a viver? do homem ou da mulher que se encharcam de alcoólicos, esquecendo o compromisso que assumiram e daquele outro que prepara ciladas contra irmãos indefesos nos caminhos da vida?
Sem dúvida, a morte não será um ninho de rosas para aqueles que olvidam a própria responsabilidade.
Digne-se o caro leitor, lendo as páginas deste livro simples despretensioso, que concordará conosco que, em toda parte, encontraremos as Leis Imutáveis de Deus.
Emmanuel
(Uberaba, 12 de setembro de 1990) |
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CARMELO GRISI, ELE MESMO
Espírito:
Carmelo Grisi
Livro - 345 / Ano - 1991 / Editora -
GEEM |
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- Pai, era um exemplo de trabalho e retidão para a família, que lhe foi motivo para respeito e entendimento.
Com semelhante comportamento, deixou na Terra filhos admiráveis pela nobreza de caráter, que lhe honram a memória.
- Cidadão, foi um padrão de paz e serviço ao próximo. Exerceu atividades diversas, distinguindo-se na execução dos compromissos que assumia e pelo máximo esforço que efetuava para fazer o melhor.
- Enviuvando muito cedo, consagrou-se inteiramente aos familiares que lhe retribuíam o afeto. Em companhia dos filhos e de alguns amigos, fundou o Lar da Irmã Elvira, na cidade de Votuporanga, Estado de São Paulo, pois, era o nome da companheira que havia partilhado com ele as dificuldades e alegrias da vida, sempre interessado na obra do bem que lhe falava dela ao coração.
O lar da Irmã Elvira se transformou em abrigo para todos os necessitados, especialmente para as crianças carecedoras de amparo.
- Era alegre sem imprudências, edificando esperança e otimismo em todos aqueles que se lhe faziam ouvintes.
- Era particularmente o homem das boas obras, sempre pronto a servir.
- Amigo, foi um servidor leal e devotado, agindo, onde estivesse, em favor dos outros.
- Com estas características, Carmelo Grisi era sincero e espontâneo, aquecendo qualquer conversação e qualquer diálogo com os companheiros, no seu calor e no seu imperturbável ânimo.
- Era forte na fé em Deus e correto na apreciação dos homens de bem.
- Foi humilde sem subserviência; corajoso na travessia das provações do mundo; digno sem orgulho ou vaidade, em nos referindo ao bem que lhe espalhava incessantemente.
Compreensivelmente não era um ativista da morte mas dedicado cultor da vida, como se depreende das comunicações que nos tem trazido até agora, através da mediunidade, confortando e levantando almas que as tribulações da existência venham a ferir.
Eis alguns dos traços do amigo que nos propomos apresentar com o respeito e o carinho que ele sempre fez por merecer.
Lembrando-lhe o trabalho constante e a bondade sem lides, pedimos a Jesus o engrandeça na Vida Maior e o abençoe sempre.
Emmanuel
(Uberaba, 10 de janeiro de 1991) |
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NOVO MUNDO
Espírito: Emmanuel
Livro - 346 / Ano - 1991 / Editora -
IDEAL |
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Leitor amigo
De início, notificamos que este livro é formado por nós, com a mediunidade de Francisco Cândido Xavier, e se destinando aos nossos estudos e pesquisas mútuas.
Se alguém dirigir uma indagação sobre o Novo Mundo de hoje, que poderíamos responder?
Dizemos isso em consideração a cada viajor do caminho evolutivo, que fará a resposta com o que sabe e silenciará ou discutirá quanto ao que não aprendeu.
Que diremos das minudências da intercomunicação entre as almas e os mundos; das conexões magnéticas entre eles; das agregações e desagregações atômicas; da saúde física e moral dos monopólios celulares; dos ensinamentos iniciantes da tecnologia; do fenômeno das guerras; das nossas dificuldades de relacionamento; dos desafios da Natureza; das revelações da matéria cósmica; dos poderes da luz; da ciência do bem e dos desequilíbrios do mal; da perenidade do tempo?
Estaremos respondendo razoavelmente, anotando o que sabemos e respeitaremos a todos os companheiros que se contentem com a ótica de que se servem para a contemplação da Vida Universal. Amigo, este livro nada tem a ver com as nossas presunções particulares.
Não é nosso. É um reflexo da nossa sede de conhecimentos; sede que nos atinge a todos na Terra na viagem para a nossa integração com Jesus, o nosso Divino Mestre, na Vida Espiritual.
Emmanuel
(Uberaba, 20 de abril de 1991) |
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LUZ NO CAMINHO
Espírito: Emmanuel
Livro - 347 / Ano - 1991 / Editora -
CEU |
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Desde épocas imemoriais o Homem luta com os desafios da Natureza entendendo, intuitivamente, que o Criador lhe ofertou uma habitação repleta de belezas e facilidades que lhe tornavam o estágio terrestre, por um período de tempo, à feição de promissora escola de aperfeiçoamento.
Dominou a fome, corrigiu as águas, combateu doenças, eliminou as distâncias, apagou o fogo desatado, criou a água potável, domesticou animais agressivos, aprendeu a fazer artificialmente o frio e o calor, regulamentou os caminhos aéreos, descobriu plantas e elementos outros que lhe favoreceram a conquista de medicamentos que lhe conservam a saúde, criou os poderes da anestesia e outros recursos que lhe são necessários à vida.
Um inimigo lhe pareceu quase indomável: a escuridão da noite.
Em todos os tempos algumas nobres inteligências sonhavam e trabalhavam para decifrar o segredo da luz artificial, a fim de que as comunidades terrestres se libertassem da treva noturna, até que Edson em sua prodigiosa inspiração conseguisse enriquecer o mundo com o benefício da lâmpada elétrica.
Até que isso acontecesse, porém , à noite na Terra era o ponto habitual de malfeitores e piratas, que se prevaleciam da sombra densa para delitos e furtos incontáveis.
A matança de São Bartolomeu, em 24 de agosto de l572, na França, ficou no calendário humano por marco indelével da crueldade, que a escuridão favoreceu.
O Homem não descansava.
Criou a tocha que o auxiliou através de séculos. Inventou a vela, a iluminação a gás, sempre contando com a colaboração do fogo, entretanto, todos esses recursos eram deficitários, ante o desenvolvimento contínuo das populações.
É preciso encarecer, no entanto, que desde o princípio da Civilização as criaturas humanas tinham à frente o flagelo da guerra, que a inteligência e a habilidade do Homem até hoje não lograram dominar.
É que além da claridade exterior necessitamos da luz espiritual que conseguirá liquidar as tramas do ódio e da ambição que ainda hoje revivem no Homem da tecnologia avançada de nosso tempo.
Em vão a Diplomacia suscita processos de conciliação, no intuito de preservar a paz entre os povos do Planeta.
Quando os ímpetos da caverna retornam à mente do espírito excitado dessa ou daquela nação e declara-se a contenda com objetivos francamente inferiores, os povos afiam de novo as armas, promovem o aniquilamento das cidades que eles mesmos construíram e combatem-se entre si, reconstituindo os horrores do passado remoto, ao modo de animais ferozes, enlouquecidos no campo.
Leitor amigo, este volume despretensioso é migalha do nosso esforço em favor da paz, que te colocamos nas mãos, com a finalidade de despertarmos todos para o amor que o Cristo nos ensinou, conscientes que estamos de que só a luz espiritual no íntimo da individualidade humana pode renovar o caminho das criaturas.
Reconhecemos a simplicidade de nossas relações, mas sabemos que a chama de uma vela, conquanto pequenina é capaz de rechaçar as forças da escuridão.
Emmanuel
(Uberaba, 28 de junho de 1992) |
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PÉROLAS DE LUZ
Espírito: Emmanuel
Livro 348 / Ano - 1992 / Editora -
CEU |
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Descansávamos, por minutos, na grande varanda de uma hospedaria, onde foram nos visitar um amigo, quando Felício, um companheiro na pequena excursão, e eu, tivemos nossa atenção voltada para um grupo de seis crianças, que brincavam cortando papel que enrolavam caprichosamente, fazendo bolinhas, com as quais competiam entre si, num jogo infantil de força para medir as distâncias.
Notamos que o papel utilizado estava repleto de letras e dispomo-nos ambos a ir ao encontro dos pequenos jogadores para saber as minudências do que tratavam, já que o papel em utilização era abundante e teria custado alto preço.
Os meninos se espantaram com a nossa presença pessoal e nos atenderam as perguntas com atenção.
Dirigimo-nos ao rapazote de provavelmente doze janeiros de idade, que nos pareceu o chefe da turma e pedimos a ele nos desse uma daquelas folhas e notamos que ali estavam gravadas dezenas de sentenças notáveis que, para logo, reconhecemos serem de autoria do nosso amigo Emmanuel.
Quem teria sido o autor do impresso que não trazia o nome da própria origem?
Perguntamos ao dono da hospedaria, a um companheiro que freqüenta as reuniões de uma das casas espíritas da cidade, a outros amigos e ninguém souberam responder coisa alguma, quanto à procedência do interessante documentário.
Na noite daquele dia, selecionamos cinqüenta pensamentos da lista e na manhã seguinte, fomos para São Paulo, onde nos acharíamos de passagem.
Reunimo-nos à noite e verificamos, em companhia de vários companheiros,alguns deles médiuns experientes, e para nós foi fácil descobrir as fontes dos apontamentos e vimos que pertenciam aos livros de nosso prezado Emmanuel (*).
Oramos pedindo-lhe colaboração e em breves momentos, ei-lo conosco. Aprovou-nos, então, o desejo de reunir em um livro, as sentenças que havíamos destacado, dedicando-as aos irmãos da nossa confortadora Doutrina.
Foi assim que nasceu este livro, que te ofertamos, alegremente, à feição de pequeno escrínio, contendo pérolas de luz.
(*) Livros da Federação Espírita Brasileira:
1 - Caminho, Verdade e Vida.
2 - Pão Nosso
3 - Fonte Viva.
4 - Vinha de Luz.
5 - Palavras de Vida Eterna.
Emmanuel
(Uberaba, 27 de janeiro de 1992) |
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LEVANTAR E SEGUIR
Espírito: Emmanuel
Livro - 349 / Ano - 1992 / Editora -
GEEM |
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Leitor amigo
Levantar, erguer, içar, altear são verbos sinônimos; no entanto, cada um, quando vocalizado, pede o objetivo para o qual se dirige, indicando para que, onde, como e quando.
Quando Jesus atendeu o paralítico disse claramente:
- "Levanta-te e segue.
Em síntese, o Divino Mestre convidava-o a erguer-se e seguir adiante, devidamente renovado, auxiliando os outros, qual estava sendo auxiliado.
É que, de modo geral, grande número de criaturas humanas jaz sentada ou acomodada em suas próprias vantagens passageiras.
Ao toque do ensinamento ou da influência de Jesus, se modificam, no íntimo, aceitando a lição do Divino Mestre ou magnetizadas pelo encantamento da oração.
No conceito delas próprias, espiritualmente se levantaram para a fé que não possuíam, adquirindo uma postura de confiança em Deus que se lhes mantinha ignorada. Sentem-se erguidas a novas concepções da vida ou em novos pensamentos, mas que se esquecem da ação que lhes complementaria a libertação dos males ou imperfeições que ainda carregam.
Levantam-se, entretanto, prosseguem na rotina a que se habituaram.
Alteiam-se no campo emotivo, mas não se movimentam para o trabalho do bem ao próximo.
Quem recorre ao Cristo, extasia-se com a suavidade imensa que lhe caracteriza a presença no próprio coração, entretanto, não basta essa forma de encantamento para lhe alterar a vida pessoal.
A inteligência se altera na maneira de ser das pessoas, mas prossegue acomodada nos seus próprios interesses de ordem material.
Levantar e seguir, na lição do Senhor, significa movimentar-se buscando o caminho que Ele mesmo trilhou, trabalhando quanto lhe seja possível a benefício dos nossos irmãos, sejam que sejam, esquecendo-lhes as deficiências e erros, encorajando-lhes a renovação para o bem, olvidando-lhes quaisquer ofensas, ignorando-lhes, voluntariamente as fraquezas e amparando-lhes as necessidades, perdoando e amando, instruindo, sobretudo com os próprios exemplos, e doando-lhes o conhecimento da vida, soerguendo-lhes as forças quando as provações ou problemas lhes marquem os dias, sem esperar compensação de qualquer natureza.
Em suma, erguendo-se e acompanhando os passos do Divino Mestre que nos deixou essa fórmula inesquecível:
- "Quem procura encontrar-me, negue a si mesmo, tome a cruz que lhe cabe e siga-me os passos.
Emmanuel
(Uberaba, 5 de junho de 1992) |
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CENTELHAS
Espírito:
Emmanuel
Livro - 350 / Ano - 1992 / Editora -
IDE |
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Muitos leitores e amigos nos solicitam em cartas confortadoras:
- “Por que não nos escrevem livros de tamanho menor para a aquisição rápida de conhecimento?”
- “Dispomos de tempo estreito e estimaremos receber volumes que se assemelhem a resumos dos ensinos da Espiritualidade...”
E, muitas vezes, meditamos no valor de um diálogo entre amigos num traço de caminho; numa viagem ligeira em que se possa fazer a leitura de alguns pensamentos educativos; numa hora de reconforto recíproco; em alguns momentos de paz e meditação e produzimos este livro com o desejo de corresponder aos nossos companheiros.
Eis como e porque nasceu este livro a que denominamos “Centelhas”.
Sabemos que uma centelha de luz é capaz de acender uma vela ou fazer o fogo construtivo que aqueça o lar.
Assim, leitor amigo, oferece a vocês este volume de trechos pequeninos.
Que estas páginas consigam auxiliar-vos de alguma forma beneficiando-vos os pensamentos, são os nossos votos.
Emmanuel
(Uberaba , 10 de setembro de 1992) |
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