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Chico Xavier - Coleção Completa
Obras do nº 121 ao 13
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NATAL DE SABINA

Espírito: Francisca Clotilde
Livro - 121 / Ano - 1972 / Editora -
GEEM

 

Página de Gratidão
Leitor Amigo:
Francisca Clotilde não é apenas a irmã que veneramos no Mundo Espiritual. É igualmente a mestra e amiga que nos conquistou pelo coração.
Colecionadora de informes, episódios, ocorrências e anotações, em torno dos contatos de Jesus conosco, as criaturas da Terra, oferece-nos neste livro luminosa dádiva dos conhecimentos e lembranças que lhe enriquecem a vida. Mensagem de consolação e esperança que dispensa apresentação.
Confiamo-lo a você, dentro da emoção e da alegria com que recolhemos as instruções da generosa Autora, a quem devotamos amor e reconhecimento na maior expressão.
Creia. Entregando-lhe este brinde da alma, agimos com o respeito e o carinho de quem transmite uma bênção.

Meimei
(Uberaba, 19 de Março de 1972)


ESCRÍNIO DE LUZ
Espírito: Emmanuel
Livro - 122 / Ano - 1973 / Editora - CLARIM

A Refulgente Luz do Escrínio
Diógenes Laertius em "Biografias de Filósofos Antigos". A felicidade é o exercício da virtude em uma vida completa e perfeita.
Você quer ser feliz!
Todas as pessoas do mundo querem ser felizes!
Não ser feliz é caminhar na escuridão interior!
Se quisermos aprender datilografia, há cursos especializados e, por meio de exercícios calculados, de comprovada eficácia, tornamo-nos datilógrafos. O mesmo se aspiramos ser choferes, cozinheiros, costureiros, contabilistas ou outra qualquer habilitação.
Só não aprendemos, - ou, se aprendemos, sempre às duras provas dos erros a serem reparados, de ilusões desfeitas pela nossa incúria, dos desastres materiais e morais que nós mesmos urdimos mentalmente ou damos execução com nossas próprias mãos, - é justamente aquilo que julgamos 
inseparável do nosso cotidiano: ANDAR DE BRAÇOS DADOS COM A FORMOSA DAMA, POR NOME, FELICIDADE.
É possível até que nem saibamos em que consista a felicidade: o instinto nos diz tratar-se de algo de que carecemos por vezes desesperadamente. E é dó!...Será algo de físico? Exterior? De subjetivo? Interior?
A maioria das pessoas dirá que se trata de uma modificação, necessariamente para melhor. É bom que se insista: para melhor!
Ou largar amarras, ganhar distâncias de qualquer coisa incomodatícia ou alguém que representa o papel de "aguilhão", no dizer de Paulo, o Apóstolo. Pois, não é Sartre, o chefão, quem escreveu que... o inferno da gente é os outros?
Neste intróito, que nos atrevemos a fazer, mostramos que essa "idéia" tem deflagrado como clarões em certas inteligências de escol, ainda encarnadas.
Mostramos que, mesmo esse brain trust, tem apenas o momento da detecção e, em seguida, se revela incapaz de levar o assunto até mais longe.
Com Francisco Cândido Xavier aprendemos que não é aconselhável mostrar que algo ou alguém está errado quando não podemos ou não temos cabedal para explicar como acertar e retificar.
Nas mensagens enfeixadas neste livro, fica patente que, onde as "inteligências encarnadas" são visitadas pelo "clarão" e não conseguem ir além, as "inteligências desencarnadas", neste caso o Espírito de Emmanuel, com sua sabedoria ampla e desenfaixada de um vocabulário esotérico, - SABE e PODE, pela mediunidade única de Francisco Cândido Xavier, - empregando sempre a argumentação do Bem-no-Amor, - conduzir a questão cruciante até onde a compreensão humana, em seu estado atual de assimilação, lhe permite ir.
Verificamos também, que os "pensadores encarnados" consequentemente, mais acessíveis à comunicação-de-massa, muitas vezes levam os leitores a se confundirem de modo lamentável, distanciando-os dos HORIZONTES que esses espíritos passivos, invigilantes e impressionáveis, têm existência justamente para ser alcançadas. Em seus marasmos, eles obscuramente sonham com um Shangri-lá, de James Hilton, a Utopia, de Tomás Morus, a Cidade do Sol, de Companella, a Cidade de Deus de Agostinho, enfim, esses oásis de paz desanuviada, com a sombra das tamareiras e a doce fonte borbulhante, tudo como, principalmente os brasileiros, costumam ambicionar (em sua sabedoria tão semelhante à chinesa quanto a argentina recorda a japonesa!) e mais o complemento do "pijama-largo", verde-e-amarelo.
Ao pé de cada mensagem deste livro, ditado, todo ele, pelo Espírito de Emmanuel, o leitor encontrará, postos por nossa conta, os "clarões" que mencionamos, as pequenas "chaves", (apenas a título de ilustração), visto que os imponentes portões que se abrem para o Caminho, já foram, linhas acima, escancarados pela respeitável Entidade Espiritual à qual, no futuro, se erguerão monumentos pelos levantes serviços prestados ao Amor, à Paz e à Fraternidade real entre os homens.
Todavia, por agora, essa Humanidade-Criança ainda se deixa levar pela mão, tão franqueada aos carismas que estes chegam a parecer um pirolito. E docilmente caminha, - quase sempre cegos arrastados por outros cegos, - conduzida pelas velhas-raposas, sendo ela a Menina-do- Chapeuzinho- Vermelho. E para os raposões, conforme Jung (tão perto de nós!) constatou, os interesses-criados, o PODER, constitui uma questão de vida ou morte.
Conhecem-se as leis dos quanta e desandamos por esses espaços siderais para saber que poeira esdrúxula é essa que cobre as crateras e vulcões extintos dessa velha alcoviteira dos namorados: a Lua.
Mas não procuramos saber que temos ONTENSREENCARNATÓRIOS, anteriores ao nascimento de nossa individualidade atual, e que arrastamos como um lastro. E esse passado é, nas mais das vezes, inglório: se revelado, pouco ou nenhum orgulho nos trará, mas, sem dúvida, teve participação nos processos da História e nos destinos de outros seres. E se dele não nos recordamos é por acréscimo da Divina Providência, que de nós se condói.
Desse processo, - que vem a ser uma das Leis que regem a Vida, - resulta O QUE SOMOS HOJE - por vezes incomodativamente.
E tão pouco nos preocupamos em revesar um minutinho do nosso cotidiano, para conjenturar que as nossas ações atuais são o PROJETO sobre o qual nossa vida será reconstruída no ETERNO AMANHÃ, nesse Futuro Dinâmico, do qual inexoravelmente somos parte constitutiva.
E quem pensa nessa ponte até bem pouco pintada de negro, a MORTE, hoje desmoralizada por esse enfant gaté de apenas 100 anos, o ESPIRITISMO?!
Por isso nos preparamos para ir até ali na esquina, mas estamos em geral distraídos de pensar que tudo isto que nos cerca é apenas uma ESTAÇÃO DE BALDEAÇÃO. De um momento para o outro os ponteiros do enigmático relógio dos nossos "tempos particulares", estarão marcando o momento da "partida".
Todavia esses pensamentos, se levados a sério, arrancarão reclamações de nossa parte: "esquentam a cabeça da gente", "há muito tempo para se pensar nisso!". São as alegações mais comuns.
Inesperadamente o homem-do-apito deixará escapar o aviso e o trem se porá em movimento.
Só nos preocupa que QUEREMOS, que PRECISAMOS ser felizes.
E a Felicidade, onde se enquadra? Na ÉTICA, na MORAL, na RELIGIÃO?
Deveria ser mister da Religião que se diz capaz de SALVAR as criaturas.
Todavia esta se institucionalizou a partir do Concílio de Nicéia e, interessada em fazer seus os esplendores da Terra, esqueceu-se do HOMEM, já prisioneiro de seus dogmas e intimidado por seus artifícios e rituais. Entre a pompa e os ouropéis, o espírito do Cristianismo se perdeu. Este ganhou aliados, comercializou-se, hierarquizou-se, politizou-se, guerreou e matou em nome de Deus, sempre, entretanto, para garantir o PODER, sob quaisquer pretextos.
Pior do que isto, a Religião desviou o HOMEM do eixo de suas responsabilidades, fazendo-o crer (embora sendo ele já consciento de seus vícios, de sua indigência espiritual, de sua recente emersão raciocinal...) - que ele pode, de uma hora para outra transformar em flores os seus espinhos, e isso pela arte "a tantos cruzeiros", de ritos e paramentos. Isso feito, teria entrada imediata nas... verdes pastagens..., onde o próprio Deus tem o seu Camarote Real e permanece perpetuamente a ouvir harpas e liras, prestando-se, até não se sabe onde ou quando, a ser "contemplado" pela multidão anódina que mais e mais se avoluma, com entradas facilitadas 
pelo Admite-se das extremas-unções e encomendas. O despacho fica por conta dos Umbandistas.
Assim, a religião mentiu e caiu em descrédito, a tal ponto que Engels e Marx, ao fazerem o seu début encontraram terreno cuidadosamente preparado para proclamarem ser ela... "o ópio da Humanidade".
Todavia pode-se imaginar que as "Inteligências Superiores", que comandam a Humanidade, já previam tal desenrolar, e que seja até mesmo um mal necessário o que temos por objeto de responsabilização - por exemplo, um treino para a libertação pela Verdade, da conscientização dos homens rumo à razão que deverá estar a seu lado em todas as épocas da Humanidade.
Cristo, a Culminância, asseverou que iria partir mas não deixaria o Homem só. Ele próprio alçou-o ao primeiro degrau da escada do conhecimento. Mais tarde, em exato momento, mandaria o Espírito de Verdade.
Nesse entremeio sucedeu à Humanidade a epopéia de uma tomada de consciência progressiva, a libertação dos grilhões do PODER e do DOMÍNIO que se supunham definitivamente instalados.
O Homem antevia horizontes e queria se movimentar para eles.
Foi quando Allan Kardec se apresentou, perfeitamente sintonizado com a "tropa-de-choque" do Paracleto. Onde os pseudo-sábios falharam, eles iam erguer o monumento do triunfo do Espírito mortal.
Ensinaram que, tão ou mais importantes que as leis periféricas descobertas nos laboratórios do Mundo, existem aquelas que regem o maior dos tesouros: a EVOLUÇÃO. E soube-se, - se não tudo pelo menos o necessário, - sobre a Reencarnação, as leis de Ação-e-Reação, de Causa-e-Efeito, da Comunicabilidade do Espírito, das Muitas Moradas. E deu-se a interação entre os dois mundos: um denso (este em que vivemos encadernados na carne), outro invisível e inapercebido pelos nossos sentidos ainda embrutecidos, instrumentos de cordas enferrujadas, mas que já se afinavam para o Sublime Concerto.
Percebeu-se que, basicamente, a Felicidade consiste em o ser-humano conhecer essas Leis e a elas conformar-se. Não se trata subjulgação mas de uma consciente auto-disciplina à qual Jesus denomina "jugo suave".
E a grande Universidade recebeu o nome de Espiritismo. Nela, se os "Maiores do Paracleto" têm as cátedras, mesmo os espíritos-encarnados, aqueles que se distinguem pelo estudo espontâneo, posto em prática de modo a que dia-a-dia, se renovem intimamente para melhor, - podem ser assistentes e monitores.
E é assim que o homem ganhou um curso para aprender a ser feliz! O currículo contém matérias sobre as multiformes modalidades de AMAR E SERVIR. Nessa Divina Pedagogia, esteve, desde o princípio, estabelecido que o Espiritismo caminharia passo a passo com as Ciências. Ora, entre elas, uma existe, extremamente juvenil: A COMUNICAÇÃO-DE-MASSAS.
Acontece que, no estudo científico da Comunicação-de-massas, o elemento primordial é a COMUNICAÇÃO, isto é, o estudo científico das relações entre pessoas que selecionam essas MENSAGENS (fontes) e as pessoas que as interpretam e são por elas afetadas (receptadores).
Não é singular que, desde há tanto tempo, venham sendo chamadas MENSAGENS às lições que os Orientadores Invisíveis, a serviço de Cristo, nos endereçam através da mediunidade e, principalmente, pela psicografia?
Este ESCRÍNIO DE LUZ contém MENSAGENS de um dos mais hábeis Mestres, filtradas por um dos mais apurados médiuns de que se tem notícia em toda a história da Humanidade: Emmanuel (o Espírito) e Francisco Cândido Xavier ( o médium).
É quase um dever espiritual das a conhecer ao público que vai aprender neste livro, um breve resumo do que seja a COMUNICAÇÃO e o que seja a MENSAGEM no domínio da ciência da Comunicação-de-Massa, visto que empregamos os dois vocábulos, COMUNICAÇÃO e MENSAGEM gratuitamente, sem nos darmos conta de quanto exigiriram dos Mestres Invisíveis, de há muito integrados nesta nova área do conhecimento humano, a COMUNICAÇÃO-DE-MASSAS, tendo em vista a informação e consequente evolução da população gregária desta choça humilde, a Terra, entre os Palácios de Luzes da esteira cósmica.
Vamos, depois disto, para o nosso MOBRAL. Dissemos que COMUNICAÇÃO é o estudo científico das relações entre pessoas que selecionam MENSAGENS (fontes) e pessoas que as interpretam e são por elas afetadas (receptadores).
Este estudo abrange:
a - O processo de comunicação humana em todos os seus aspectos - os significados desejados e os fatores que afetam as relações entre a intenção, o conteúdo e OS EFEITOS DA COMUNICAÇÃO;
b - os problemas de natureza teórica e prática, estudados, digamos, em livros, ligados ao uso da comunicação (por exemplo, este livro);
c - quaisquer aspectos do comportamento e da experiência humana que afetem a comunicação ou são afetadas por estes (aqui lembramo-nos das sessões de desobsessão, nas quais os assistentes tomam conhecimento de certas experiências humanas e são por elas afetados);
d- quaisquer aspectos do comportamento (reconhecereis o espírita pela sua modificação interior) e da experiência humana ( o comportamento do espírita na sociedade, na família ou sua atividade espontânea, não afetada e gratuita em benefício das comunidades) que afetam a comunicação ou são por esse comportamento afetados.
De modo geral, esta é a área que tem sido predominantemente identificada com o estudo dos meios de comunicação-de-massa ou coletiva (aqui não nos referimos ao Espiritismo): livros, revistas, jornais (não-espíritas, mas que também valem para os espíritas) e seus efeitos no público, assim como o estudo da COMUNICAÇÃO face-a-face, em grupos (na Inglaterra é muito comum a reunião de pessoas para estudos espíritas e aqui no Brasil ganha amplidão o Culto do Evangelho no Lar) e o interpessoal, diálogo (experiência que a Federação Espírita do Estado de S. Paulo vem fazendo com os mais animadores resultados).
Nos últimos anos, entretanto, ganhou ampla aceitação entre os especialistas (e os espíritas intuitivamente os seguiram), o ponto-de-vista do que os fenômenos de comunicação-de-massa e comunicação-interpessoal, apresentam muito em comum.
A expressão COMUNICAÇÃO é, hoje, considerada mais conveniente para designar, tanto no terreno da MENSAGEM escrita (pode ser o produto da psicografia), quanto no terreno do diálogo (pode ser de encarnados para com encarnados, ou destes com desencadernados, se virmos do ponto-de-vista espírita), a TEORIZAÇÃO E A PESQUISA nesta área, quer se refiram à Comunicação-de-Massa, à COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL ou a AMBAS;
Nós, espíritas, não podemos ficar alheios a esta questão, tirando partido da MENSAGEM e da COMUNICAÇÃO simplesmente como recursos de consolo pessoal ou fonte de emoção mística, uma vez que isto é cometer um equívoco em relação ao Espiritismo que é CIÊNCIA, FILOSOFIA e RELIGIÃO. 
Não pode haver dissociação, mesmo porque, considerando-se o aspecto científico (tão mal compreendido e visto com tão indolente perpassar de olhos) no sentido em que estamos desenvolvendo estas considerações de abertura, o aparecimento da Comunicação-de-Massa como área de conhecimento, campo de pesquisa, disciplina acadêmica e conjunto e aplicação de leis e princípios, a processos sociais, está profundamente associado a:
a - progressos tecnológicos realizados neste século;
b - contribuição das ciências humanas, particularmente da Psicologia, da Sociologia, da Ciência Política e do próprio Espiritismo (quando os técnicos no assunto tiverem olhos de ver essa fascinante contribuição) proporcionam instrumentos de COMUNICAÇÃO altamente flexíveis e que atingem grande número de pessoas.
Simplesmente a título de informação, é bom que se diga que quatro cientistas são geralmente citados como pioneiros no estudo científico da COMUNICAÇÃO: Lasswel, Lazarsfeld, Lewin e Hovland. Lasswel, professor de Ciências Políticas na Faculdade de Direito da Universidade de Yale, interessou-se pelo estudo de problemas de COMUNICAÇÃO ligados à propaganda política e ideológica e contribuiu especialmente para o desenvolvimento da Técnica de análise de conteúdo.
Suas obras World Revolutionary Propaganda (1939), Psychopatology and Politics (1930), Power and Personality (1948) e The compative Study of Symbols (1952) são de grande importância e poderão ser um ponto de partida para quantos estiverem ligados à divulgação dos conceitos doutrinários do Espiritismo.
Lazarsfeld, Lewin e Hovland atêm-se mais particularmente à área da Psicologia. O primeiro, vienense de nascimento, transferiu-se para os Estados Unidos em 1933, dedicando-se à pesquisa e ao ensino da Psicologia Social e Sociologia (ambos ramos do conhecimento de maior interesse para nós, espíritas, visto que a Psicologia Social poderá, no capítulo da Atitude, auxiliar muito no reconhecimento dos processos obsessivos), leciona em Princeton e Colúmbia. Na década dos 40, Lazarsfeld dedicou-se à pesquisa da COMUNICAÇÃO, tendo o rádio por ponto de referência. É de notar que, 10 anos antes, Hubert Forestier, na França e Caibar Schutel, no Brasil, embora guiados apenas pela intuição, já haviam iniciado a COMUNICAÇÃO dos postulados espíritas pelo rádio.
Kurt Lewin é natural de Viena. Na década dos 30, transferiu residência para os Estados Unidos, exercendo grande influência sobre os jovens pesquisadores da Universidade de Massachusetts. 
Dedicou-se à investigação de relações interpessoais em pequenos grupos, nos quais observava a influência da COMUNICAÇÃO. Seu nome está ligado principalmente ao movimento de "dinâmica de grupo". Nos Estados Unidos e Inglaterra já se iniciaram estudos semelhantes, isto é, grupos  espíritas dinâmicos, embora falte-lhes monitoria científica. É difícil saber até quando, nos arraias espíritas, dominarão empirismo. O "poder jovem"certamente acertará a situação levado pela inexorável tecnologia.
Hovland orientou um extenso e importante programa de investigações psicológicas sobre a Comunicação-de-Massa, na Universidade de Yale,fundamentando-se nas formulações de outros pesquisadores como Clark Hull, Miller, Dollard,Mower, Lewin e Festinger. O resultado desses estudos foram publicados em numerosos artigos e em livros como Communication and Persuation(1953), Personalily and Persuability ( 1959) e Atitude, Organization and Change(1960), sem, entretanto, despertar as atenções de quaisquer denominações religiosas,e é possível que este livro seja pioneiro no assunto.
Nesses estudos é preciso destacar o seguinte:
a) QUEM
b)DIZ O QUE
c)ATRAVÉS DE QUE CANAL
d)PARA QUEM
e)COM QUE EFEITO?
Especialmente Lasswel associa as várias atividades dos especialistas em Comunicação a cada um destes cinco itens. Assim, pessoas que estudam o primeiro item, o QUEM, isto é, a fonte ( o Comnicador), interessam-se pelos fatores que iniciam e orientam o Ato de Comunicação. Pode-se chamar essa subdivisão de campo de pesquisa como Análise de Controle.
Especialistas preocupados com o segundo item, "Diz o Que", dedicam-se à análise do conteúdo.
Aqueles que se concentram no rádio, na imprensa, no cinema e em outros canais de comunicação, realizando análizes de meios, abrem caminho para a tropa-de-choque que vai acrescentar a esses ítens: o rádio, a imprensa, o cinema, outros canais no contexto espírita, acrescentando ainda o mais importante: A COMUNICAÇÃO MEDIÚNICA pelos CANAIS DA MEDIUNIDADE. Certo, isso é para o futuro, mas esse futuro já começou.
Prosseguindo: quando a preocupação principal se refere às pessoas atingidaspelos meios, fala-se em ANÁLISE DE AUDIÊNCIA.
Se o problema estudado é o impacto da Comunicação-de-Massa sobre a audiência,defrontamos ANÁLISE DE EFEITO (Laswell, 1948)Hovland e colaboradores ( 1963) preferem definir COMUNICAÇÃO como um processo psicologico: é o processo por meio do qual um indivíduo, o COMUNICADOR,transmite
estímulos para modificar o comportamento de OUTROS INDIVÍDUOS, ou AUDIÊNCIAS. Essa definição 
específica a tarefa de pesquisa, consistindo em análise de queatro fatores:
a) o COMUNICADOR retransite a COMUNICAÇÃO
b) os ESTIMOLOS TRANSMITIDOS pelo COMUNICADOR
c) A AUDIÊNCIA respondendo à COMUNICAÇÃO
d)a RESPOSTA dada pelas AUDIÊNCIAS à COMUNICAÇÃO
No passado era comum conceber a AÇÃO e os EFEITOS dos meios de COMUNICAÇÃO-DE-MASSA é, em primeiro lugar, um seletor ativo de mateirais. Parece-nosque isso é especialmente do interesse espírita, destituído de dogmas de fé e que, pelo contrário, visa tornar o homem até hoje acrítico em - o quanto mais possível, - CRÍTICO. Mesmo durante a exposição com a qual nos ocuparemos em seguida, vale aguçar uma atenção atenção seletiva, variando em função do seguinte.
a) O QUE o indivíduo é capaz de lembrar
b) O QUE o sujeito assimila
Essa assimilação depende e está em função do nível pré-existente, o qual, visto de uma enquadratura espírita pode ter sido adquirido nesta existência mas pode, também, ser herança das múltiplas encarnações já vividas pela criatura na fieira evolutiva das reencarnações.
Pesam também a NATUREZA DAS NECESSIDADES do indivíduo dA QUALIDADE DE SEU AJUSTAMENTO À SUA SITUAÇÃO DE VIDA. Sem a compreensão destes dois itens, - os quais a doutrina da reencarnação explica tão bem, auxiliando o indivíduo mais do que outra qualquer coisa-, é pura enfatuação a tentativa de COMUNICAÇÃO visando a recuperação do indivíduo ou de grupos de indivíduos. 
Não é demais insistir em que a Lei da Reencarnação, tão lógica e tào pura, poderia ser de especial valor-o futuro vai provar isto!
Em vista do que foi exposto, não se deve colocar a questão dos efeitos da COMUNICAÇÃO-DE-MASSA em termos de ... existência ou não desses efeitos, mas sim, em termos de QUANTO efeito, em QUE TIPO de sujeitos e sob QUE CIRCUNSTANCIAS, tais efeitos se manifestam.

Até hoje nós, os encarnados, que publicávamos a MENSAGEM espírita, cometíamos a falta de ser simplistas. Tomávamos a MENSAGEM, elaborada pelos espíritos e, distraidamente, calculando quantos mil exemplares poderíamos vender passávamos-la para a letra-de-forma. Não se tinha, em realidade, noção de seus aspectos científicos, de que faziam parte de um aspectro científico, e, questão mais importante, que constituiam mais do que uma esperança nos momentos de crise, significavam EDUCAÇÃO. A MENSAGEM era então, distribuída em sueltos ou reunida em livros. E a tarefa era dada por concluída. Mas, o Espiritismo é uma ciência, e este é um dos seus novos aspectos científicos, e não simplesmente literário.
Tudo isto é difícil, mas é real até onde pudemos chegar. Só por esforços da inteligência esta se dilata, abrange mais da verdade e liberta o homem cada vez mais e mais.
Leiamos com nova disposição a obra dos Mensageiros do Alto, sobretudo André Luiz e Emmanuel e descobriremos, agora, que ela se impregnou melhorem nós e que estamos com melhor instrumental para transmiti-la outrem.
Muitas pessoas perguntam por que motivo a produção psicográfica destinada à criança, é tão parca. Devidas às mãos mediúnicas de Francisco Candido Xavier, ela pode ser contada nos dedos.
Imaginemos o seguinte: aqui na Terra, onde a metodologia destinada à criança. Inúmeros ensaios têm sido e estão sendo feitos. COMUNICAÇÃO-DE-MASSA X CRIANÇA é um problema: mais do que um problema, um enigma.
Em 1961, Schramm e outros pesquisadores lembravam que... "para algumas crianças, sob certas condições, a COMUNICAÇÃO-DE-MASSA é prejudicial. Causa admiração, mas é fruto de pesquisa e há é lógico, exceções...Para outras crianças, sob as mesmas condições, ou para as mesmas crianças, em outras condições, a Comunicação-de-Massa pode ser benéfica.
Mas, como fazer a diferenciação se a evangelização da criança ainda não é vista como algo de mais sério, é feita às pressas, por professores pegos-a-laço? No pé em que estamos e de acordo com Schramm e sua equipe de pesquisadores, para a maioria das crianças, na maioria das condições a maioria dos veículos de COMUNICAÇÃO-DE-MASSA é anódina: nem paticularmente prejudicial, nem particularmente benéfica.
Se nós, espíritas, fizermos uma estatística rigorosa, verificaremos que os adeptos do Espiritismo crescem dia a dia, incontivelmente, ENTRE ADULTOS. A percentagem de crianças que frequentam nossos "Cursos de Moral Evangélica", ao se tornarem adolescentes, se deslastram dos Centros Espíritas. Embora não se filiem a outras seitas e se digam espíritas, só raramente levam avante a frequência e o estudo da doutrina. E se se enamoram de jovens e de outras denominações religiosas, sempre lançam mão de um desculpismo vasto para se casarem e batizarem seus filhos de acordo com o desejo do companheiro ou da companheira. Dizem que assim procedem por espírito-de-tolerância, mas acontece que também precisamos dar aos filiados em outros credos religiosos a oportunidade de exercer essa virtude, que não é apanágio do Espiritismo.
Isto significa que os Cursos de Moral Evangélica e a frequência às Mocidades Espíritas, quando a criança ou o jovem ainda dependem do respeito paternal, deixam ainda a desejar, ao menos do ponto de vista da COMUNICAÇÃO-DE-MASSAS.
No início de nosso prólogo, tomamos a liberdade de dizer que precisamos incessantemente, encontrar no Espiritismo, o lugar em que se podem incorporar os progressos anunciados dia a dia. 
O momento em que se instala uma civilização tecnocrata convida a novos exames, avaliações e um aproveitamento final. A COMUNICAÇÃO COM A CRIANÇA ESPÍRITA precisa ser reexaminada, a fim de que, já emplumada, ela não bata vôo das caatingas áridas em que se constituem certos Cursos de Moral Evangélica.
Para terminar queremos lembrar a argumentação sintetizada de Katz em 1959, o estudo que se refere à abordagem dos usos e gratificações.
A pergunta principal é esta:
a) O que os meios de COMUNICAÇÃO-DE-MASSA fazem ao público para se converter.
b) o que o público faz com os meios de COMUNICAÇÃO-DE-MASSA.
Essa constatação pode provar o que dissemos quanto à tendência atual de reforçar comportamentos, opiniões e atitudes, ao invés de produzir modificações.
A abordagem deste setor principia com a admissão de que a MENSAGEM, até mesmo dos mais poderosos meios de comunicação, é capaz de influenciar um indivíduo que não tem um USO para tal MENSAGEM, no contexto social e psicológico em que vive.
Se os técnicos têm razão e a sociedade tecnológica em que vivemos está gerando uma "personalidade neurótica", nesse caso a doutrina espírita, se tomada em sua pureza, tal como a desejou Allan Kardec, poderá ser considerada o USO por excelência.
Esta, repetimos, é a hora e a vez da MENSAGEM ESPÍRITA, visto que a abordagem dos USOS admite que os valores das pessoas, seus interesses, suas representações sociais, suas associações (todos esses valores prepotentes e modelados seletivamente: o que vêem e ouvem no círculo de seus interesses), não são refratários à MENSAGEM ESPÍRITA visto a lógica que a comanda e o seu caminhar pari-passu com o progresso das Ciências.
Poderá haver dificuldades. Dexter e White (1964), lembram que... "o efeito de qualquer comunicação não pode ser visto como o efeito direto de um estímulo sobre um objeto. Seres humanos não são bolas de bilhar, manipuladas por pistas externas".
Para nós, espíritas, como foi dito, o ser humano possui um passado composto por uma fieira de reencarnações - são membros de grupos, muitas vezes reunidos desde há séculos e isso pode significar que interpretam e modificam o significado dos estímulos; e são capazes de integrar suas respostas aos vários estímulos mais ou menos simultâneos, de modo que a ação resultante pode ser, - e quase sempre é, - muito diferente daquela que a simples adição ou subtração sugeriria.
A evidência experimental e também a empírica, convergem nesta direção e, também assim, o desenvolvimento teórico da ciência social.
Não se pode assimilar o processo da COMUNICAÇÃO-DE-MASSA sem compreender a comunicação de pessoa para com pessoa ou em grupos. Isso já se faz nos arraiais espíritas. Não sabemos quem, como ou quando alguém teve a inspiração de promover, no decorrer da semana, noites para o diálogo ou o estudo e troca de pontos de vista, de temas espíritas e evangélicos, sorteados, seja no "Evangélho Segundo o Espiritismo", em "O Livro dos Espíritos" ou em algumas das obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier. É possível que este livro também tenha tal função.
Um dos mais influentes investigadores do problema quanto à COMUNICAÇÃO-DE-MASSA e a COMUNICAÇÃO  INTER-PESSOAL, Elihu Katz, lembramos que... "uma audiência de massa não é desconexa e atomizada, conforme se pensava antigamente... Numerosos estudos indicaram que as pessoas não são facilmente persuadidas a modificar suas opiniões e comportamento. A procura das fontes de resistência à mudança, assim como das fontes efetivas da influência quando as mudanças efetivamente ocorrem, levou à descoberta do papel das relações inter-pessoais".
Os fatores compartilhados em grupos de família (no Espiritismo, o Evangelho no Lar) amigos e companheiros de trabalho (a aplicação da MENSAGEM espírita nas condutas do cotidiano) e as redes de COMUNICAÇÃO que são sua estrutra, a decisão de aceitar ou resistir a novas idéias (no caso as idéias espíritas) - todos são processos inter-pessoais que intervêm entre os meios de COMUNICAÇÃO-DE-MASSA e o indivíduo visado pelos mesmos.
Estas descobertas recentes, desfazem a imagem tradicional das audiências individualizadas (Katz, 1969).
Tudo isto, - embora possa parecer cansativo ou dispensável, dar-lhe-á, leitor, uma visão mais veraz daquilo em que consiste a MENSAGEM, - exatamente quando se começa a dizer que o mercado livreiro está se saturando com obras contendo "mensagens psicografadas".
Por outro lado, quando Você ler este livro, as diversas abordagens do Espírito de Emmanuel, tão prudentes, meditadas e judiciosas, já terão tornado este grupo de páginas realmente em um ESCRÍNIO DE LUZ. Pode ser que Você sinta o impulso de percorrer suas linhas com displicência de quem lê uma novela ou um romance. Entretanto neste prefácio temos o breaking-point. Você terá um descortínio maior, que lhe dará alguns centímetroso a mais em sua estatura moral, e esse benefício se estenderá inegavelmente àqueles que tiverem a felicidade de ter com Você COMUNICAÇÕES INTER-PESSOAIS.
Agora Você sabe. E, sabendo, se libertará com mais facilidade, muito embora a sua responsabilidade esteja duplicada ou triplicada.
E a caravana vai passar!
François de La Rochefoucauld, em "Maximes 227", assegura que: "Les gens hereux ne se corrigent quère; ils croient toujours avoir raison quand la fortune soutient leurs mauvaises conduite. As pessoas felizes jamais se corrigem; elas sempre crêem ter razão quando a fortuna material sustenta-lhes a conduta deplorável.
Isso dá muito em que pensar.
Tomemos "Maximes et anecdotes" de Chamfort para ouvi-lo exclamar: "Le plaisir peu s'appuyer sur I'illusion, mais le bonheur repose sur la vérite". O prazer pode se apoiar sobre a ilusão, mas a felicidade repousa sobre a verdade.
E aqui está o "Social Staticts" de Herbert Spencer. No capítulo XXX: "No one can be perfectly happy til all are". Ninguém pode ser perfeitamente feliz enquanto todos os homens não sejam perfeitamente felizes.
Miguel de Cervantes, em "Numancia", sai-se com uma consideração que poderia ter sido tirada de uma obra espírita: "Cada qual se fabrica su destino; no tiene aqui fortuna alguna". Cada um de nós fabricamos o nosso destino; nessa questão nada intervém e de nenhuma forma.
O mesmo se poderia dizer de Edouard Pailleron que, em "Noel", assim se exprime: "Le seul bonheur qu'on a , vient du bonheur qu'on donne". A única felicidade que temos, advém da felicidade que damos aos outros.
Mas J. Joubert, em "Pensés V. 31", escreve que "II entra dans la composition de tout bonheur I'idée de l'avoir mérite". Entra no contexto da felicidade a idéia de tê-la merecido.
Isso complica e desassossega - pois não é mesmo, leitor?
E Jean de La Bruyere, em "Les Caractères" agrava essa sensação com o seu escrúpulo: "Y il a une certaine honte d'être hereux à la vue de certaines miseres". À vista de certas misérias, sentimos vergonha de ser felizes!
Tudo se torna mais difícil.
Todavia essas cogitações não estão apenas nas estantes das bibliotecas, vêm, através de gerações deslizando na montanha-russa da massa cinzenta do "homem-plural": dO POVO. Há um provérbio alemão que diz: "Glück und Regenbogen sieht man nicht über dem fremden". A felicidade, como o arco-íris, nunca é visto sobre a casa-própria e, sim, sobre a alheia.
E aquele poeta brasileiro lembrando que a "árvore de doirados pomos (a felicidade), existe sim, só que nunca nós a botamos onde nós estamos".
Foi talvez por isso que o nosso Coelho Neto - prolífico autor brasileiro cuja coroa bibliográfica Francisco Cândido Xavier arrebatou com o Niagara Falls de sua mediunidade ilimitada - surge tão apressado nas páginas do seu "Pelo Amor" e, pressuroso, célebre, empurra para o lado pensares e meditações, aconselhando de arrepio: "Não perguntes à Felicidade quem ela é nem de onde vem: abre-lhe a porta, deixe que ela entre e feche-a, bem aferrolhada para que não fuja".
Mas... desçamos outros livros das prateleiras, uma vez que o assunto não tem a quem deixe de interessar. Aqui está Holderlin, em "Musen-Alman": "Schwe ist zu tragen das Unglück, aber scwerer das Glück. Difícil não é suportar a desgraça; muito mais difícil é suportar a felicidade!
Haverá como contestá-lo?
E Channing Pollock nas páginas de "Mr. Moneypenny": "Happines is a way-station between to little and too much". A felicidade é um ponto-de-parada entre o mínimo e o demasiado! Já Michael Drayton chega verde-esperança no seu "Mooncalf, work 11, 511": "Good luck never como to late!" A felicidade nunca chega demasiado tarde.
Em épocas inumeráveis, inumeráveis pessoas pessoas em centenas de situações, correm, sonham com essa borboleta rutilante. E a sua ansiedade se deixa ver, indisfarçável, amarga, doce, esperançosa, tímida ou arrojada, cálida de fé ou fria de quem tenta com o coração fundido no chumbo da desilusão ou da descrença.
E haveria muito a ser examinado, mas, de modo geral, é como se disséssemos:
- Vai para Passárgada!
E não esclarecêssemos se fica ao Norte, Sul, Leste ou Oeste; não déssemos um mapa ou uma bússola; ou informássemos que ônibus, trem ou carroça chegam até lá; ou o preço da passagem; ou - conforme o caso, - o dinheiro para as despesas.
- Vai para Passárgada!...
Todavia, agora já não há tantas dúvidas. Vai para Passárgada. E já sabemos como e quando ir.

Wallace Leal V. Rodrigues
(Araraquara, abril de 1973)


SEGUE-ME
Espírito: Emmanuel
Livro - 123 / Ano - 1973 / Editora - CLARIM

O Misterioso Poder
O desenvolvimento espantoso que o Espiritismo conhece no Brasil e que, ainda recentemente, foi posto às claras quando milhares de pessoas se postaram arentas diante do vídeo - até a madrugada - para ver e ouvir o médium Francisco Cândido Xavier ( livros traduzidos até mesmo para o japonês) nos já célebres programas “Pinga Fogo”, da Tv Tupi, e quem bateram todos os recordes de IBOPE no Brasil, capitalizando as atenções com o mesmo febril interesse de especiais acontecimentos, que empolgaram a Humanidade, como o primeiro astronauta pisando no solo lunar; ou nacional, quando o Brasil trouxe para nós a ambicionada Taça Jules Rimet.
E depois vem esse fenômeno, essa catarata de ofícios que o médium recebe, partindo dos executivos de centenas de municípios brasileiros, desejosos de ofertar ao sensitivo-apóstolo o título-honorário de suas cidades...
As culminâncias de um diálogo coletivo entre o homem bom-de Pedro Leopoldo e os cadetes da fechadíssima Escola Superior de Guerra . . .
Os milhões de livros espíritas editadas no Brasil, entre os quais cinco milhões e setecentos e setenta e cinco mil exemplares do Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, e perto de 150 obras devidas às mãos de Francisco Cândido Xavier, algumas das quais traduzidas para o esperanto, o Inglês, o Francês, o Espanhol e o Japonês, num cômputo geral que se aproxima de 3 milhões de exemplares . . .
A torrente humana que fez parar o Rio de Janeiro quando Francisco Cândido Xavier foi feito cidadão honorário do Estado da Guanabara . . . 
A perplexidade dos livreiros estrangeiros quando, no decorrer da II Bienal Internacional do Livro, realizado no Ibirapuera, ocasião em que Chico Xavier autografou cerca de 10 mil livros num período que mediou entre 14 horas da tarde do domingo e 4 da madrugada da segunda-feira, atendendo a uma fila obstinada de milhares de pacientes e incansáveis candidatos a um autógrafo pessoal . . .
O sucesso madrugador do livro lançado pelo Promotor Público, Dr. Djalma Lúcio Gabriel  Barreto, que viu esgotar-se em dias a primeira edição de Parapsicologia, Curandeirismo e Lei”, com o qual abre a primeira brecha na muralha do Código Penal Brasileiro, buscando defesa e conceituação para os verdadeiros médius-curadores - um interesse que tomou, no mundo inteiro, o reino de Esculápio . . .
O título de cidadão paulistano, ou outorgado pela Câmara Municipal de São Paulo, e que justifica este livro comemorativo, pois se o Brasil é o país mais espírita do mundo, o Estado de São Paulo é o Estado mais espírita do Brasil . . . O interesse de homem de ciências que aportam anciosos ao nosso país, a sós ou em equipes, representando organizações de conceito universal, como a “Belk Foundation”, a Life Energies Research Inc”...
O Dr. Hamendra Banerjee, Diretor de Pesquisas do “Instituto Indiano de Parapsicologia”, de Jaipur...
O Dr. Lyn Cayce, Presidente da “Association for Research an Enlightenment’de Virginia Beach, USA.
O Dr. Andrija Puharich, da “New York University Medical Center”, e que recentemente permitiu fosse publicada na revista “Medicine” uma sua conferência acompanhada de slides, pronunciada na Stanford University”, USA, confirmando a autenticidade das faculdades psíquicas de José Arigó, investigadas por ele e toda uma equipe de médicos, engenheiros, biofisicistas etc...
Toda essa provocação à investigação, não apenas por cientistas voltados para a denominada “Cinderela das Ciências’a Parapsicologia, mas também por parte de antropólogos, de modo que o ilustre professor Cândido Procópio Ferreira de Camargo defendeu tese com uma obra mais terde publicada pela “Biblioteca de Ciências Sociais” sob o título de Kardecismo e Ubanda”...
E estamos passando por cima de o Governo do Brasil ter selos comemorativos de Allan Kardec, um recordando Luíz de Matos e outro Luís O. Teles de Menezes, fundador da imprensa espírita no Brasil . . . 
Vem a propósito perguntar: quem esteve e está dando o “recado” do Espiritismo - e tão bem dado, com tão alto poder de se expressar -, de um lado - e de aprender, de outro -, de modo a que toda gente entendeu e entende, se entusiasmou e se entusiasma cada vez mais, a ponto de um fenômeno esdrúxulo estar em andamento: o país que se diz o mais católico do mundo é, igualmente, o mais espírita do mundo???
E dizemos esdrúxulo porque o catolicismo tem sido, na história da Humanidade, uma espécie de gigante Golias - tal como a Bíblia o pinta - infenso a pedir e acostumado a mandar, exigir, impor. E veio esse garotão de 100 anos - o que representam 100 anos na história da Humanidade? - sem querer brigar e se desviando das bordoadas para, usando do deu estilingue certeiro, arremeter como frutos de entendimento, flores de amor e de tolerância???
Quem foi o autor dessa estratégia? Quem foi?
Quem compreendeu o trabalho renovador de Kardec e soube transmiti-lo de modo tão eficiente? Quem foi que deu a esses “90 milhões em ação” (*) uma obra que, sucinta a 5 volumes básicos, f^-la tão entendível, tão capaz de convencer, sem insistência, sem imposição fazendo sorrir e chorar como se tudo no mundo, até a dor, a dificuldade, se tornem em glória, de maneira tão acessível, tão lógica, tão pertinente, tão respeitosa das liberdades individuais, tão distante do melífluo bizantinismo das ortodoxias que, passado tão pouco tempo, podem ser contadas a dedo as cidades do Brasil onde nào exista, sob a bandeira do Espiritismo e absolutamente sem discriminações de raça, religião ou cor, o seu albergue, a sua creche, o seu Hospital Psiquiátrico, a sua sopa aos pobres, as suas casas de orações, nas quais a atmosfera é o AMOR e a finalidade ensinar a viver ou a ministrar misteriosos fluidos do homem em favor do alívio do sofrimento humano?
Quem criou esse exército de simãos-cirineus que, invariavelmente, se encontram para estudar os Evangelhos legados por Cristo, magnetizar a água pura e providenciar o possível para os corpos e os espíritos?
Quem tormou a literatura brasileira notável na história da Humanidade pelo fato inédito de um único homem ser capaz de produzir, através de uma faculdade que se conhece em sua manifestação, porém em seus modus operandi, centenas de milhares de páginas, em prosa ou  em verso, escritas por mãos que, de acordo com o “senso comum”, estão incapazes de prosseguir em suas tarefas literárias pelo fato de se terem imobilizado e enregelado pelo frio da morte?
Quem foi? Quem foi?
Diz-se que no Brasil cada vez lê-se mais.
E, sem sombra de dúvidas, naturalmente pondo-se de lado as Faculdades com seus seminários, estudos em grupo etc, os espíritas constituem nas comunidades as platéias que, com maior boa vontade e mais habitualmente, se reúnem para o adentramento de temas, a pesquisa, a análise, o diálogo inagressivo, e isto porque o Espiritismo é, essensialmente, “algo para ser discutido e não para ser pregado”, uma vez que, conforme o dizer de Kardec, ele caminha com as ciências, sem dogmas nem artigos de fé, impostos sob quaisquer ameaças de pena. Desse desfastio de mistérios já sucedeu de assistirmos - tendo sido sorteado para o estudo da noite o “Não julgueis para não serdes julgados”, na reunião de estudos da Comunhão Espírita Cristã, de Uberaba -, aos esforços e à argumentação cadente que um juiz experiênte e que sentia, “pour cause”na obrigação de defender o “direito”e a “necessidade”do julgamento, mas tendo pela frente uma serena e discordante opinião, contrapondo-lhe as injunções inabituais do criticismo e do acriticismo.
Em quase toda a sua maioria, essas pessoas tinham lido, pois o Espiritismo, sendo Filosofia, Ciência e Religião, empurra gentilmente as criaturas e adquirem recursos para “enfrentar a razão face a face, em todos os tempos da Humanidade”. E sendo aqueles argumentadores, em sua maioria, saídos das classes médias ou pobre - e por isso obrigados às jornadas legais de 8 horas para o ganha-pão -, tinham necessidade de ler através de um método de assimilação rápida que lhes oferecesse o máximo no menor espaço de tempo possível, aprendendo, por compensação, muito mais depressa do que os leitores comuns ou os membros de outras de outras dnominações religiosas - aquele grupo, gigo, servia de amostragem a uma multidão que cresce dia-a-dia e chega a construir, para certos “ interesses criados”, uma espécie de alarme, conforme bem o demonstrou num domingo de certo mês nos fins do ano passado (*) um jornal paulista antigo e teso como um bastão de vidro: o “Estadão”. 
Ora, voltamos a perguntar: quem foi que soube e pôde manipular, transferindo-a, essa maneira de assimilação tão rápida, antecipar esse método que hoje se tem por “moderno”- antecipando-o desde os idos de 1937 - levando os leitores a uma assimilação tão imediata e, mais do que isto... como diremos?... contagiante?
O alarme do Jornal citado e, além dele, de certas individualidades e instituições, aconteceu porque, inesperadamente, tomou-se conhecimento da existência do Professor Franóis Richaudeau, Coordenador do Centro de Estudos e Promoção da Leitura, de Paris, e de seu trabalho na revista Comunicação e Linguagem, e de um seu livro, de fundamental valor na história da percepção dinâmica: “A Legibilidade”. Ele fez entender que as elites serão comandadas pelas pessoas que SOUBERAM O QUE LER, que souberam COMO LER, mesmo pondo de lado que o façam em velocidades diferentes.
Ora, já alguns anos, “alguém”sabia como manipular essa metodologia de assimilação; “alguém” que antecipou esse método “moderno”, levando os leitores a uma assimilação tão rápida quanto possível.
Diz-se no organismo fundamental do Espiritismo, que o verdadeiro espírita é aquele que se distingue por sua modificação íntima. Essa modificação íntima - ousamos dizer - que vem “de fora para dentro” como um doloroso parto às avessas, e se expressa partindo “de dentro para fora”, em agradáveis e felizes demonstrações, em parte é fruto do exemplo assistido ao vivo, àudio visual, mas a “leitura que faz aprender rapidamente” tem um fator preponderante e que leva os espíritas como que intuitivamente a se entretizerem: “Estudai! Estudai!”
Todavia, quem foi que soube fazer correr as peças desse jogo de xadrez, esse método de assimilação tão rápido e oferecendo resultados tão imediatos. Quem foi?
Em 1931 é possível que ninguém no Brasil cogitasse em “leitura ou escrita psicodinâmica”. E se tal ocorria nos meios intelectuais dos grandes centros, o que se esperaria de uma pequenina cidade perdida entre as montanhas de Minas, distanciada milhas e milhas de Paris? Dentro das idéias que nós espíritas, hoje laboramos, podemos admitir que - vamos dizer, havia-se “idealizado”( em termos platônicos) - um Centro de Estudos e Promoção da Leitura que poderia existir no denominado Mundo Espiritual. Todavia, a notícia dessa existência - se por alguém poderia ser dada, seria pelo espírito André Luiz. Essa entidade, entretanto, ainda não fizera o seu glorioso “début” e ainda, em sentido platônico, a ninguém ocorreria que um Centro de Estudos pudesse ser guindado para a superfície terrestre.
Mas, o trabalho havia começado e alguém estava a postos. Francisco Cândido Xavier, médium brasileiro de fama universal, “viu-o”. A narrativa chegou aos pósteros da seguinte maneira:
“Lembro-me de que, em 1931, numa de nossas reuniões habituais, vi o meu lado, pela primeira vez, o bondozo espírito Emmanuel”. ( F. C. Xavier, “Emanuel”- Discertações Mediúnicas - FEB, 1938, 2. edição, pag. 15 ).
“Desde 1933 - depõe Francisco Cândido Xavier -, Emmanuel tem produzido por meu intermédio as mais variadas páginas sobre os mais variados assuntos. Solicitado por confrades nossos para se pronunciar sobre esta ou aquela questão, noto-lhe sempre o mais alto grau de tolerância, afabilidade e doçura, tratando sempre todos os problemas com o máximo respeito pela liberdade e pelas idéias dos outros”.
Há anos estamos colecionando mensagens do Espírito Emmanuel, psicografadas por Francisco Cândido Xavier e que se encontram neste volume por estarem ainda sem publicação em livro. Colecionava ou o volante a cada vez que, com maestria e singular inteligência, totalmente despido de qualquer sofisticação, o admirável espírito abordava um ângulo interpretativo do caleidescópio da vida.
Eis, porém, que o livro “A Legibilidade”, de François Richadeau e alguns números da revista “Comunicação e Linguagem”, me vieram ter às mãos. E minha suepresa foi indescretível ao verificar que, já nos idos de 1937, o Espírito Emmanuel empregava a metodologia descoberta por Richaudeau, levando, conseguintemente, o leitor à leitura dinâmica, que, por sua vez, motivou os surtos crescentes de progresso que o Espiritismo apresenta em nossso país, e que não podem ser comparados a nenhum, em qualquer outra nação da terra, inclusive a própria França.
Quando contei o fato ao médium Chico Xavier, o choque de surpresas que ele recebeu não foi menor do que o meu. Não achou mais do que a sua expressão honesta e inocente de criança, “às quais pertence o Reino dos Céus”, para exclamar:
- Oh! Gente! Mas que isso?!
Expliquei-lhe por alto do que se tratava, e agora que tenho a oportunidade de publicar este livro lindo, que marca um momento na bibliografia psicográfica do médium através do aproveitamento de fleches de Gustavo Doré, o genial artista francês, julgo por bem deixar que o leitor também estude as lições contidas em cada mensagem, confiando em sua inteligência para a fixação do quanto de portuno e indispensável Richaudeau-Emmanuel nos têm a oferecer.
Antes de ir mais longe, devo explicar ao leitor que a escolha dos flagrantes de Doré interessou-nos vivamente porque eles contêm a atmosfera psíquica, os personagens e os cenários que tão habilmente o artista soube captar à leitura dos Evangelhos, cujas pequeninas “chaves” imensas em sabedoria, o autor-espírito desdobra ao entendimento humano.
Quanto a Richaudeu, é preciso dizer que a sua obra é fundamental na história da Percepção Dinâmica - o que vem provar, como foi previsto, que o Espiritismo vai caminhando passo a passo com os avanços da ciência.
A proliferação dos computadores, dos aparelhos eletrônicos de sistematização, certamente provocará uma diversificação no proceso da leitura. Richaudeau diz o seguinte: “Nossos olhos, comandados pelo cérebro, se tornarão instrumentos de uma pequena caixa de velocidade. Existirão textos para serem lidos com primeiro interesse, com segundo interesse, e assim por diante. Os mais hábeis, como os automóveis mais potentes, conseguirão ampliar sua potencialidade até seis ou sete estágios de leitura”.
Em última análise, o leitor do futuro regularizará seus olhos de acordo com suas necessidades, com a importância de cada mensagem, e, principalmente, com o tempo.
Em 1830 Lamartine disse que a proliferação do jornal e o desenvolvimento de sua distribuição representavam o fim do livro, da cultura do livro. Há 20 anos se anuncia a morte do livro e da palavra imprensa, sob todos os pontos-de-vista.
Ora nunca se venderam tantos livros, seja nos Estados Unidos, na União Soviética, seja no Brasil - como nestes 20 anos. Quem defende a civilização da imagem e, conseqüentemente, do som, se esquece de um detalhe muito simples e fundamental: mesmo que o homem consiga falar à velocidade de 9 mil palavras por hora sempre conseguirá ler à razão de 27 mil palavras por hora - três vezes mais depressa. Um leitor rápido dobra facilmente essa marca.
Melhor ainda, esses números se refere à leitura integral.
Numa leitura seletiva, a taxa de informação se multiplica por dois ou três. Assim, parece evidente que a leitura deva se manter como meio de aquisição, aprendizado, assimilação, por mais tempo, e num tempo de duração superior a qualquer sistema audiovisual.
O Espírito André Luiz já nos conta que, em certas esferas do Mundo Espiritual, o Processo de Leitura, em alguns casos, é uma verdadeira tela de TV, mosaico capaz de englobar, ao mesmo tempo, informações simultânes de toda uma sociedade em ação.
Um encontro mais intimo com a prosa ou o verso do Espírito Emmanuel, nos faz ver que a leitura, pelo contrário, requer sobretudo uma certa formação cultural, que pode ser patrimônio até de outras vidas transcorridas na Terra ou estágios em certas instituições do Mundo Invisível. E as pessoas que sabem adquirir seu  conhecimento através dele têm condições de acumular dezenas de vezes mais informações do que as que apenas usam os audiovisuais. Desse modo, aqueles que já sabem como ler permanecerão sempre mais cultos e mais preparados do que os partidários dos audivisuais - e a trágica segregação intelectual e cultural, entrevista em um filme de ficção cientifica, “Fahreinheit 8”, talvez já exista em nossa sociedade de consumo, em nossa civilização da abundância.
Depois disso, o leitor poderá querer saber em que consiste a “leitura” e o que acontece quando se lê.
Os ciêntistas especializados nos informam que se conhece muito pouco sobre o mecanismo da visão. E alguns deles chegam a avançar para o domínio ainda misterioso da visão extra retiniana, ou a desconfiar que a pele humana é dotada de células fotoelétricas. E o que menos se sabe é acerca das relações entre a visão e as funções mentais. A retinina, que envolve o fundo do olho e percebe as imagens, pode ser considerada como uma excrescência do cérebro - que se projeta e é sensível à luz. Ela conserva células cerebrais típicas que, colocadas entre as células receptivas da luz e o nervo óptico, modificam grandemente a atividade dos centros receptivos: os “cones”, que permitem a percpção das cores, e os “bastonetes”, que autorizam a visão monocromática ( os tons de preto, cinza e branco).
Somente a parte central da retina garante uma visão detalhada e precisa do objeto observado. Na parte posterior do cérebro, numa zona chamada “área estriada”, os neurólogos localizaram a “área de projeção visual” : quando um eletrodo estimula alguma parte dessa região acredita-se ver um clarão.
Alguns estudiosos acreditam que o olho percebe um grupo de letras, sinais, símbolos e seleciona o que lhe interessa através de uma percepção global, comparável à projeção de uma imagem  qual uma tela de cinema. Outros pensam que seja como a percepção detalhada que se tem diante da TV, permanentemente percorrida por um pincel de elétrons, cujo movimento faz reconstituir as imagens transmitidas. E há ainda quem pense que os neurônios da “área de projeção visual”estejam diretamente ligados aos 10 bilhões de neurônios que compõem todo o cérebro, principalmente os que fazem os circuitos da memória. No fim das contas nem mesmo os pesquisadores mais avançados encontraram respostas melhores que as suposições, ou que as hipóteses, ainda completamente aleatórias.
O Espírito Emmanuel, entretanto, parece já saber que o processo visual de um leitor não é contínuo. Pode-se acreditar que ele siga um caminho normal : primeiro, na primeira linha, depois na segunda e assim por diante. O olho usa, para ler, movimentos bruscos : fixa-se em média durante um quarto de segundo sobre um trecho de texto; lê efetivamente durante outro quarto de segundo, iniciando um novo ciclo.
O olho do leitor rápido não segue esse processo mais rapidamente do que o olho do leitor lento. Ao contrário, o ponto de fixação é sempre constante.
Emmanuel parece conhecer que o que distingue realmente os leitores rápidos dos lentos é que, durante essa fixação de um quarto de segundo, o olho e os prolongamentos nervosos dos rápidos  aprendem, decifram, lêem uma quantidade maior que a dos lentos.
Richaudeau chamaria a isso de “transformação de rapidez”.
Esta é, por exemplo, a leitura integrtal que se faz de um romance, de uma obra literária qualquer. Mas existe também a leitura seletiva, a leitura de um jornal, de uma revista técnica. Nesses casos, o olho percorre mais rapidamente o texto, restringindo-se a verificar se ele está ordenado, limitando-se a reter as informações que lhe interessam momentaneamente. Essa leitura seletiva sempre existiu - e foi qualificada como “leitura seletiva sempre existiu - e foi qualificada como “leitura diagonal”.
Mas ainda existem pessoas, lentas, que lêem em voz alta ou sussurrando o texto. A velocidade de leitura dessas pessoas é exatamente igual à sua velocidade de palavras : em média, 9 mil palavras, 50 mil sinais por hora. Um processo evidentemente ineficaz: um leitor rápido pode decifrar até 60 mil palavras por hora. Além disso, quando se soletra o texto em voz alta, palavra por palavra, no fim da frase já se esqueceu o começo da proposição - não se podendo compreendê-la e muito menos gravá-la. A leitura rápida, todavia, domina uma continuidade importante de palavras e até de frases, assimilando melhor as ligações entre as informações  sucessivas. Ela penetra melhor no pensamento do autor e dele deduz idéias encadeadas, mas coerentes, como é o caso das mensagens inseridas neste livro.
Como já está provado que não se retém senão associações de noções ligadas entre si por um fio condutor, o leitor rápido memoriza melhor. Transformação de rapidez é exatamente a potencialidade que um leitor tem para ler dinamicamente e ao mesmo tempo assimilar o que leu, coordenando as frases e as idéias expressas. Sem isso, é melhor ler em voz alta e não aprender nada.
O Espírito Emmanuel parece cuidar mais especialmente da seletiva, consistindo esta em procurar certas palavras ou certas frases que possam interessar mais particuilarmente o leitor. Quando procuramos um número na lista telefônica, por exemplo, nossos olhos correm sobre os nomes, sem ler nenhum deles. Eles não se deixam preender senão por um grupo de letras ou por um amontoado de nomes familiares. Outro exemplo : nós estamos interessados por grupos de palavras, aqueles que os lingüisticas chamam “palavras-chaves”, essencialmente os sujeitos, os verbos, secos e breves, indefectíveis. De qualquer forma o bom leitor é o que possui um bom rendimento entre as informações que deseja conseguir reter.
É o caso das mensagens serem sempre breves e sintéticas.
Mede-se esse rendimento fazendo com que uma pessoa leia textos dos quais foi eliminada uma palavra sobre cinco.
Quem consegue ler dinamicamente um texto e apreender, no mínimo, 50% de seu sentido estará no caminho certo. O resto é apenas treinamento. Em outras palavras, um bom leitor dinâmico consegue entender um texto passando os olhos apenas por uma palavra em cada duas.
Isso no plano da Informação pura. Ninguém pode pensar que essa medida sirva, por exemplo, ao “Ulysses”, de Joyce, montando basicamente sobre as palavras e não sobre um conjunto delas.
Outra pergunta que pode ser levantada é a seguinte :
Há em relação ao Espiritismo no Brasil, um escopo tão alto que, encontrado o médium em Chico Xavier, pôde-se, no Além, proceder quase científico permitindo ao leitor reter somente o útil, deixando de lado o supérfluo?
É quase certo que sim. Essa técnica só é comparável à filtragem de sons feita pelos técnicos de rádio e discos, tal o refinamento do médium. Extraiamos a mensagem de um trecho de música e eliminemos os sons agudos e os graves. Apenas quando conseguirmos perceber perfeitamente a marcação rítmica reconheceremos os últimos restos da harmonia eliminada. E, nesse caso, a música perde todo o caráter estético. É o mesmo caso do “Ulysses”.
Dia virá em que os editores e impressores - é possível que tal se faça, por exemplo, na França - façam questão fechada de saber como compor as páginas de cada livro, para que o leitor tome conhecimento das idéias comtidas nele com um máximo de eficácia e prazer.
Estamos tentando aplicar o Gestalt em Matão, mas a legibilidade parece ser uma escala à parte, a aptidão que um texto possui para se comunicar com o leitor num amplo índice de assimilação.
Esse cuidado, a bem da verdade, não é preciso termos em relação à obra do Espírito Emmanuel. Nas demais, todavia, a eficácia, a assimilação englobam muitos fatores: a noção de fadiga, por exemplo; a noção de tempo disponível; a noção de tempo disponível; a noção de compreensão; e, sobretudo, a noção de memorização. Nada adianta compreender um texto que se esquece cinco minutos depois. Principalmente em se tratando da mensagem espírita. E a eficácia engloba também a noção de afetividade: é preciso que a maneira pela qual o texto é escrito e composto não seja enfadonha para o leitor.
As experiências comprovaram que, com exceção dos estilos tipógrafos não costumeiros, como o gótico por exemplo, não se constatam diferenças de velocidade entre os textos compostos com caracteres diferentes - sejam tipos magros ou gordos, modernos ou tradicionais, com saliência nas bases ou não.
O olho do leitor não sente as diferenças das múltiplas variações de desenho de cada letra. Os técnicos acham que deveria existir um estilo tipógrafo para os leitores rápidos.
O exame das mensagens contidas neste livro confirma um fato que já foi comprovado pelos técnicos : que só a parte superior do texto impresso traz efetivamente a mensagem que deve ser lida. Então, perguntam, e entre eles o próprio Richaudeau, por que não criar letras novas, onde só sobrevivem os pontos essenciais de cada uma?
Richaudeau ensina que o que existe de importante na  leitura não é o que esta escrito, mas o que deve ser lido.
Nos Estados Unidos já se fazem cursos especiais nas escolas de jornalismo, onde os especialistas em leitura rápida analisam os textos dos futuros profissionais da Imprensa, sugerindo novas construções e novas técnicas.Eles constataram, por exemplo, que o início da mensagem e o início da primeira subfrase - aqui convidamos o leitor ao exame das mensagens publicadas neste livro - são mais bem retidas na memória do que os finais. Ou seja, constataram que as informações essenciais devem ficar, sempre, no começo de cada sentença. Pode ser que, literariamente, a melhor informação caiba melhor no fim da página. E o leitor pensará : “Que bonita construção literária!” Mas, pelo menos uma vez em quatro, ele se esquecerá rapidamente da informação que tal frase continha.
Isto não significa que as leituras sejam simplesmente de fatos, sem rodeios ou enfeites. Não é preciso exagerar.
Quando os floreios, as variações, os enfeites são escritos por homens de talento, o texto marca um estilo. Todavia, nas publicações técnicas, e em 75% da vida cotidiana, é preciso ser realista, ou fatual.
Na literatura, e em alguns casos até mesmo na Imprensa, os profissionais criadores de talentos não precisam ser rígidos. Embora seja conveniente que eles tenham noção de certas regras básicas. Um autor que não admite limitações psicolingüisticas, para Richaudeau, é como um arquiteto que faz casas seguindo regras geométricas. Por não perceber as qualidades estéticas de sua obra, ele construirá gigantescas escadarias de mármore róseo, onde os degraus terão mais de um mero cada um.
E, para entrar na casa, o proprietário será obrigado a levar pranchas, tijolos, transformar a própria escada. Em outras palavras : uma vez que os autores se recusam a tomar conhecimento de regras básicas, o mesmo fenômeno se reproduz - o leito não consegue ler, fica psicologicamente impedido de assimilar as informações que o texto apresenta. Ou, quando consegue ler, o que entende é muito diferente do que está escrito.
Poderia isso originar uma confusão literária? 
Não existem conseqüências, mas sim traição. E o responsável por essa traição é precisamente o autor. Há muitos anos Richadeau vem falando em leitura dinâmica - e seus compatriotas franceses passaram todos esses anos chamando-o de iconoclasta, destruidor de cultura.  Hoje, porém os próprios membros dos corpos de ensino das escolas francesas reconhecem a validade do método. Ele foi testado, aprovado, e por sua defesa Richaudeau ganhou louvores do Instituto Pedagógico Nacional da França. Foi o primeiro editor a publicar princípios de leitura dinâmica em livros de bolso, aliás muito bem vendidos. Nos Estados Unidos a leitura dinâmica é ensinada corretamente nas escolas, e muitos especialistas confirmam que o seu aprendizado é extremamente valioso para os adultos.
Melhor ainda com as crianças, pois elas são maleáveis, infinitamente mais aberta a novas experiências.
As experiências demonstram que entre 8 e 12 anos o aproveitamento da leitura dinâmica é, praticamente, integral. Aos 15 anos, nos cursos vocacionais, nos períodos de preparação para os vestibulares às Universidades, chega o tempo de se ensinarem as vantagens da leitura seletiva. Não é absolutamente preciso aprender, ao mesmo tempo, a leitura dinâmica integral e a leitura simplesmente seletiva.
Para Richaudeau e para muitos especialistas em comunicação de massa a leitura rápida é uma técnica indispensável ao homem moderno, pois ela é a única maneira de se resolver o problema da concorrência entre os processos audiovisuais de comunicação e o livro e o jornal.
E o que pode ser mais básico, mais elementar, na formação cultural e espiritual de um homem do que o livro, com seu retrato detalhado da história passada, ou o jornal com o seu flagrante instantâneo e permanente da própria sociedade em ação?
Este livro, acompanhado pela nossa despretenciosa visão de um tão largo espctro, vem provar, através da leitura da psicografia de Emanuel, que se no Alto o Espiritismo caminha com as ciências, melho e maior cuidado é dispensado ao homem-novo, que caminha rasgando os falsos véus do Templo, muito lhe é dado, e, com extremo cuidado. E muito bom seria que ele soubesse tirar o máximo partido de quanto os portadores do Mundo Maior lhe põem entre as mãos, pois só agora estão aprendendo a segurar bem firme a evangélica rabiça do arado.
Desencarnado em 13-09-1988.

Wallace Leal V. Rodrigues
(Araraquara, de setembro 1973)


ENCONTRO DE PAZ
Espírito: Diversos
Livro - 124 / Ano - 1973 / Editora -
CEC

Freqüentemente, anseias por segurança e tranqüilidade, no entanto, é forçoso não esquecer que paz e estabilidade estão em ti e se irradiam de ti.
Se o tumulto te rodeia, envia pensamentos de harmonia aos que se emaranham nele, desejando-lhes reajuste.
Ante conflitos que surjam, silencia projetando vibrações de entendimento a quantos se lhe fazem vítimas, aspirando a vê-los repostos na luz da fraternidade.
À frente de companheiros entregues à desesperação, imagina-te a envolvê-los em serenidade, reticulando-lhes o otimismo e a esperança.
Perante o desequilíbrio de alguém, auxilia a esse alguém com os teus votos íntimos de recuperação e repouso.
Se te vês ao lado de um enfermo, detém-te meditar em melhora e restauração, augurando-lhe saúde e alegria.
Diante de irmãos abatidos e tristes, canaliza para eles a tuas mais amplas idéias de reconforto.
Quando ouvires uma pessoa imatura ou portadora de conversação menos feliz, busca socorrê-la sem palavras, encaminhando-lhe mensagens inarticuladas de compreensão e simpatia.
Se te recordas de amigos ausentes, mentaliza apoio e bondade, relativamente a eles, a fim de protegê-los e animá-los na execução dos compromissos que abraçam
Este livro é um encontro de paz.
Saibamos suprimir de sentimentos, idéias, atitudes, palavras e ações tudo o que relacione com ressentimento, perturbação, ódio, azedume, amargura ou violência e, trabalhando e servindo no bem de todos, procuremos agir e pensar em paz, doando paz aos que nos compartilham a vida.
O Reino dos Céus é luz de amor em refúgio de paz e não nos será lícito olvidar que Jesus, a cada um de nós, afirmou, convincente: - "Não procures o Reino de Deus aqui ou além, porque o Reino de Deus está dentro de ti."

Emmanuel
(Uberaba, 05 de junho 1973)


NA ERA DO ESPÍRITO
Espírito: Diversos
Livro - 125 / Ano - 1973 / Editora - GEEM

Ante a Era do Espírito

Senhor Jesus!
Ante a Era do Espírito, clareia-nos a razão, a fim de compreendermos a tua palavra em dimensões mais altas.
Agora que os homens erguem o facho da indagação, além dos conhecimentos habituais, concede-nos os meios precisos para caminhar com eles ao encontro da verdade em luz de amor que lhes honorificará o futuro, segundo os teus destinos.
A inteligência terrestre fixa hoje elevada perspectivas na conquista da Consciência Cósmica.
A cultura científica abre novas áreas de trabalho e perquirição.
A Psiquiatria, a Psicologia e a Análise examinam a vida extra-somática.
A Física Nuclear apresenta recursos destinados à elucidação de muitas das ocorrências paranormais.
A Fotografia requinta processos de observação e consegue deter imagens do corpo espiritual.
O Motor encurta distâncias.
A Eletrônica altera a experiência comunitária e aperfeiçoa o relacionamento entre os povos.
A Astronáutica cria engenhos que controlam a gravidade e partem na direção de outros mundos.
Quando a era tecnológica exige conseqüentemente a Civilização do Espírito, ampara-nos o diálogo com os homens - nossos irmãos encarnados - de modo a nós todos - eles e nós - venhamos a responder construtivamente aos desafios dos tempos novos, sem que a pedra do exclusivismo, seja na Religião ou na Ciência, nos obstruam as sendas iluminadas à frente do progresso.
Livra-nos: da ignorância; do orgulho; do ilogismo; da divisão; do fanatismo; da vaidade; da intolerância; do ódio; do farisaísmo; da prepotência e consente, Senhor, que possamos humanizar-te as lições na Doutrina Espírita, a fim de que a imortalidade seja reconhecida na Terra, estabelecendo o teu reino de paz e amor nos homens, com os homens, pelos homens e para os homens, agora, hoje e sempre.
Assim seja.

Emmanuel
(Uberaba, 21 de julho de 1973
)


ROSAS COM AMOR
Espírito: Diversos
Livro - 126 / Ano - 1973 / Editora -
IDE

Ei-los, os amigos do Além, página a página, E te oferecem trovas, Semelhantes às rosas, - Rosas de amor com muito amor. Meimei.

Caro leitor
No limiar deste livro,
À maneira de alguém
Que se incumbe da porta
De um lar acolhedor,
Cuja luz nos aquece e reconforta,
Compete-me dizer
Que os amigos do Além
Desejam receber-te
No recinto do próprio coração...
E a fim de te abraçarem,
No jardim da emoção,
Com os melhores pensamentos
Que lhes traçam a vida,
na Vida Superior,
Ei-los: página em página,
E te oferecem trovas,
Semelhantes à rosas
-Rosas de amor com muito amor.

Meimei
(Uberaba , 02 de setembro de 1973)


BEZERRA, CHICO E VOCÊ
Espírito: Bezerra de Menezes
Livro - 127 / Ano - 1973 / Editora -
GEEM

Ponto de Encontro
Prezado leitor:
Palavras de apresentação neste livro não devem ser muitas. Apenas aquelas com que se designa o ponto de encontro com um amigo generoso e paternal.
Esse companheiro dispensa adjetivos. Bezerra de Menezes é apóstolo e mentor que todos nos habituamos a respeitar na Seara do Cristianismo Redivivo.
Estruturado com instruções e respostas do venerável orientador evangélico, pelo veículo mediúnico, em ocasiões diversas, este volume foi organizado pelo próprio autor, na feição com que se define.
Bezerra destacou trechos e notas de seus próprios comunicados - verdadeiras aulas de elevação e burilamento íntimo, através do tempo - e formou o livro que passamos às suas mãos, sem o critério de cronologia, quanto às páginas que o integram, pautando-se pela ordem dos assuntos que ante a conveniência da construção espiritual.
Aqui temos, em suma a parte mais importante de um diálogo. Você, caro leitor, tal qual sucedeu com os irmãos que nos antecederam, está encontrando a palavra de nosso admirável amigo diante dos problemas que nos solicitam serenidade e trabalho, observação e discernimento. E Bezerra aqui nos responde com o amor e a compreensão de todos os dias.
Realmente, todos nos empenhamos, na Terra e no Mundo Espiritual, pela edificação da Vida Melhor.
Aproximemo-nos do respeitado amigo de Jesus, consultando-lhe os roteiros. 
Nestas páginas transbordantes de paz e entendimento, você pode buscar-lhe a companhia, a fim de ouvir-lhe o coração.
Não apenas você, mas também nós.

Batuíra
(Uberaba , 08 de setembro de 1973)


ASTRONAUTAS DO ALÉM
Espírito: Diversos
Livro 128 / Ano - 1973 / Editora - FEB

De Outras Dimensões
Leitor amigo:
Mensageiros de outras dimensões (1), aqui estamos nas páginas deste livro, de mãos entrelaçadas com os amigos 
corporificados na Terra, a fim de entregar-te ao coração fraterno os informes da vida que tumultua e brilha além da morte.
Tão só porque sejamos portadores de boas-novas, isso não quer dizer que estejamos em condições de angelitude.
Somos apenas teus irmãos, carregando o buril do aperfeiçoamento sobre nós mesmos e fitando novas luzes sem que essas mesmas luzes brotem puras de nós.
Caminhamos igualmente, qual te acontece, em demanda ao Mais Alto.
Ainda assim temos um privilégio:
Tanto quanto sucede aos carteiros do mundo que te buscam o endereço entregando-te notícias de bênção e esperança, também nós, os viajores de outras estradas, alcançamos a porta de teu coração para dizer-te em palavras de paz que Deus é amor e luz em tudo quanto existe, que a morte é vida nova, que a justiça nos rege, que a dor nos aprimora, que o trabalho nos guia para além de nós mesmos, e que a alegria imperecível a todos nos espera, no infinito do Tempo e nas forças do Espaço, para sermos, um dia, na suprema união, plenamente imortais, ante o esplendor sem sombra da grandeza de Deus.

(1) Por "outras dimensões" desejamos dizer "outros mundos", compreendendo-se que a matéria pode viajar ao infinito, em graus de densidade, em relação aos temas fundamentais do progresso e do burilamento do Espírito, de 
plano a plano da evolução ou de mundo para mundo.

Emmanuel
(Uberaba, 3 de outubro de 1973)


ENTRE DUAS VIDAS
Espírito: Diversos
Livro - 129 / Ano - 1973 / Editora - FEB

Não apresentamos aqui um livro para discussões, em torno da sobrevivência da alma.
Será, sim, um volume de estudos. Acima, porém, de quaisquer perquirições, este livro se organizou para consolo de quantas perquirições, este livro se organizou para consolo de quantos se vejam sitiados na angústia, diante da perda de pessoas amadas na desencarnação. E para aqueles outros companheiros da Humanidade que anseiam por instruções, quanto à Vida Espiritual.
Aos comunicantes que conseguiram articulá-las, através do médium Francisco Cândido Xavier, pertencem estas páginas.
Certamente, não obedecerão a preceitos de literatura. Escreveram-nas com o coração fremente de amor. Muitos esculpiram frases de carinho e reconhecimento. Outros gritaram de saudade e acenaram aos entes queridos com advertências que nos servem a todos.
Assistimos, pessoalmente a muitas dessas psicografias que vieram até, de improviso, em reuniões públicas da Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, Minas, nas quais, por vezes, se achavam congregadas centenas de pessoas. E, em várias ocasiões, vimos aqueles a quem se dirigiam, quase todos eles desconhecidos de nós, incluindo o próprio médium, a quem viam pela primeira vez, recebê-las, em pranto convulsivo, ao encontrarem nesses comunicados aqueles mesmos seres amados dos quais se despediram pelas vias da morte.
De muitos deles, os amigos aos quais se dirigiam, registramos informações e confirmações, que tornam esses documentos palpitantes de realidade indiscutível.
Reunimos as páginas dos comunicantes e as súmulas das entrevistas organizadas pelo autor destas e formamos o Entre Duas Vidas que passamos à consideração dos amigos que, porventura, nos estejam honrado com a sua atenção.
Não nos delongaremos em elucidações outras.
Este livro fala por si mesmo.
Que ele possa cooperar, de algum modo, na extensão da luz que dissipe as trevas do materialismo, despertando-nos a consciência e o coração para a Vida Maior, são os nossos votos.

Elias Barbosa
(Uberaba, 2 de janeiro de 1974)


RETRATOS DA VIDA
Espírito: Cornélio Pires
Livro - 130 / Ano - 1973 / Editora - FEB

Imaginemos neste livro uma sala de confraternização para diálogo e entendimento.
Cornélio, o amigo, é o companheiro que nos recebe.
Dispensável a apresentação. Construtor do bem, que todos conhecemos para a nossa própria felicidade, saibamos ouvi-lo, através das aulas de amor e verdade que nos oferece e estaremos aprendendo com a bondade e com a vida, em nome do Cristo de Deus, para a nossa própria edificação.

Emmanuel
(Uberaba, 22 de março de 1974)


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita