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Crônicas e Artigos

Ano 6 - N° 301 - 3 de Março de 2013

CLAUDIA GELERNTER
claudiagelernter@uol.com.br
Vinhedo, SP (Brasil)
 

 


Carnaval e problemas sociais


Dentre os muitos assuntos que o espírita comprometido com a Doutrina que abraça deve estudar com afinco, o carnaval é, sem dúvida, temática de grande importância, por ser, devido às muitas imperfeições que carregamos em nosso íntimo, combustível que facilita o processo de desequilíbrio daqueles que ainda não conseguem se desviar de seu chamado sedutor.

Não nos demoraremos em relatos sobre as origens da festividade, por já ter sido comentada em artigo anterior [Obsessões Carnavalescas, 2009] de nossa autoria. Desejamos, no entanto, lançar um olhar diferente, com a intenção de proporcionar alguma reflexão ao caro leitor.

Você consegue se imaginar encarnado em outro planeta, de ordem superior, onde o padrão fosse talvez mais elevado que o de Nosso Lar, a famosa cidade que recepcionou o Espírito André Luiz? O que acha que veria por lá? Com um rápido exercício da razão, podemos imaginar que neste local, onde se reúnem Espíritos amorosos, preocupados com o bem, com o equilíbrio, em fazer acontecer o Reino do Pai junto às criaturas, inexista qualquer manifestação do mal. Quando falamos em mal, leia-se "pensamentos ou ações que promovam o desequilíbrio de outros e de si mesmo". Podemos ainda supor que, sendo este local um campo de trabalho e de harmonia, seus habitantes são, por consequência, exemplos a serem seguidos por todos nós, Espíritos ainda imperfeitos.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo aprendemos que "nos mundos felizes, (...) o homem não procura elevar-se sobre o seu semelhante, mas sobre si mesmo, aperfeiçoando-se. Seu objetivo é atingir a classe dos Espíritos puros, e esse desejo incessante não constitui um tormento, mas uma nobre ambição, que o faz estudar com ardor para igualá-los. (...) Em uma palavra, o mal não existe".

Tais mundos são detalhados, por exemplo, na Revista Espírita, organizada por Allan Kardec. Espíritos que foram pessoas voltadas ao bem na Terra e que agora estão encarnadas nestes lugares retornaram de tais planetas para, através de seus relatos, darem mostras das alegrias que estão reservadas àqueles que buscam seguir por estas trilhas.

Agora, imagine uma festa popular em planetas como este. Como seria? Se imaginou anjos tocando harpas enquanto as pessoas seguem em contemplação da natureza, sentados ao lado de um trono dourado, creio que sua mente ainda guarda muito do imaginário bíblico. Se fosse assim, certamente não seria festa popular, mas evento voltado ao tédio. Por outro lado, também não veríamos a escola de samba "Unidos do Planeta Superior", com carro abre-alas recheado de mulheres seminuas e homens batendo tambores, ajoelhados enquanto elas rebolam. Certamente não.

Quanto mais moralizada uma população, mais voltada às festividades saudáveis, com confraternizações legítimas, regadas de amor, sem ferramentas que alterem o estado de consciência, muito ao contrário. Lúcidos, a alegria está no encontro entre as almas irmãs, que enxergam beleza na música elevada, na arte legítima, nos contos que retratam o bem, o amor, Deus.

Se alguma pessoa apresenta determinada necessidade, a alegria estará em vê-la melhor.

E o que vemos por aqui?

O carnaval traz gastos enormes para os cofres públicos no Brasil inteiro.  Claro que em SP e RJ os valores são maiores. Somente na região de Ribeirão Preto (SP) são gastos R$ 1, 5 milhão de reais (!). Aqui cabem algumas perguntas: E a fome das pessoas? E a educação? A saúde? A segurança? O Carnaval acaso está em primeiro lugar? Seria ele mais importante que tudo isso?

No Maranhão, se somarmos apenas oito anos de gastos com esta festa, chegaremos ao valor de R$ 59.902.831,00 – dinheiro suficiente para se construir 4 hospitais com 100 leitos! E, tenho certeza, não há ser humano nesta Terra que possa negar a necessidade de hospitais por lá.

Certo é que exemplos fantásticos estão surgindo no cenário, como é o caso da prefeitura de Petrópolis, que decidiu cancelar a festividade, “desviando” a verba para a saúde. Ótima iniciativa! Claro que seria ainda melhor [ideal, eu diria] se decidissem abdicar da festa para sempre, priorizando outras necessidades, muito mais urgentes e reais. Porém, tamanha lucidez exige coragem e determinação, além, é claro, de apoio popular, o que nem sempre se vê.

Se carnaval fosse bom, a literatura Espírita traria esta informação. Mas o que vemos é o contrário. Não, carnaval não é bom. Nesta época, verdadeiras falanges das trevas surgem no cenário, atraídas pela sintonia com aqueles que creem seja lícito enlouquecer em determinados dias. Junto desta catástrofe mental, vem a catástrofe material, uma vez que os hospitais trabalham dobrado, atendendo os acidentados, os alcoolizados, os drogados etc. Lembremos ainda que a quantidade de abortos criminosos aumenta consideravelmente após este período.

Famílias sofrem, profissionais da saúde se desdobram, a Espiritualidade Superior trabalha, incansável. E tudo isso por quê? Porque existe um acordo social que permite, segundo os olhos do mundo, que as pessoas saiam de seu cotidiano, em nome da descontração, entrando em verdadeiros turbilhões dos sentidos, causando enormes prejuízos a si e a muitos outros.

Acordemos! Mesmo aqueles que relatam brincar nestas festas de forma saudável, saibam que só pelo fato de estarem nela é o mesmo que compactuar para que continue existindo, embora seja preciso sanar tantas outras necessidades sociais antes de gastarmos com brilhos, serpentinas e holofotes!

Divertimento responsável só ocorre quando o mal não está envolvido. O resto é problema que mais adiante terá de ser resolvido.

        

 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita