WEB

BUSCA NO SITE

Edição Atual Edições Anteriores Adicione aos Favoritos Defina como página inicial

Indique para um amigo


O Evangelho com
busca aleatória

Capa desta edição
Biblioteca Virtual
 
Biografias
 
Filmes
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English    
Mensagens na voz
de Chico Xavier
Programação da
TV Espírita on-line
Rádio Espírita
On-line
Jornal
O Imortal
Estudos
Espíritas
Vocabulário
Espírita
Efemérides
do Espiritismo
Esperanto
sem mestre
Divaldo Franco
Site oficial
Raul Teixeira
Site oficial
Conselho
Espírita
Internacional
Federação
Espírita
Brasileira
Federação
Espírita
do Paraná
Associação de
Magistrados
Espíritas
Associação
Médico-Espírita
do Brasil
Associação de
Psicólogos
Espíritas
Cruzada dos
Militares
Espíritas
Outros
Links de sites
Espíritas
Esclareça
suas dúvidas
Quem somos
Fale Conosco

Crônicas e Artigos

Ano 6 - N° 298 - 10 de Fevereiro de 2013

VLADIMIR POLÍZIO
polizio@terra.com.br
Jundiaí, SP (Brasil)

 
 

“A História do Brasil”,
por um inglês


Uma situação especial é narrar fatos que aparentemente uma pessoa não presenciou, mas que poderão estar intimamente ligados ao sentimento pessoal, que chamamos de processo medianímico, relativo à própria alma, qual seja a faculdade que proporciona ao médium exteriorizar seu universo pessoal, regredindo no tempo e no espaço, dependendo da profundidade em que se ache em sintonia, do que propriamente com o outro plano, o espiritual. Considera-se assim a faculdade empregada por médium que não sintoniza o plano espiritual além de sua esfera psíquica. Não podemos esquecer que animismo é manifestação cognitiva, isto é, exposição do próprio médium que externa seu inconsciente e pode ser produzido por uma ação, também inconsciente, do homem vivo. É o que vamos ver. 

O título deste trabalho refere-se à obra de Robert Southey (1774-1843), que editou na Inglaterra (Londres), seu país de origem, HISTÓRIA DO BRASIL, entre os anos de 1810 e 1817. O detalhe de maior importância não é a obra propriamente, mas sim o fato de que esse trabalho com vários volumes e milhares de páginas referenciando e detalhando um país e um período que vai do colonial até à chegada de D. João VI, em 1808, não ter absolutamente nada a ver com um inglês, que nunca esteve no Brasil. 

De conformidade com relatos do próprio Senado Federal, que promove a publicação de edições especiais, “... em 1862, a Livraria Garnier lançou a primeira edição brasileira, em 6 volumes. Southey valeu-se das pesquisas de documentos do nosso passado colonial feitos na Torre do Tombo e ainda aproveitou estudos de seu tio Herbert Hill, que pesquisou durante trinta anos em Portugal e ofereceu ao sobrinho acesso a documentos fundamentais da nossa História. É a primeira História do Brasil a cobrir período tão extenso e aprofundar os estudos dos séculos anteriores”. 

Mas, como afirmar pura e simplesmente que Robert Southey nunca esteve no Brasil? Se as mensagens podem ser recebidas em idiomas diferentes; se Espíritos podem ser visualizados por pessoas que não sejam propriamente ‘médiuns’; se pessoas, portadoras de mediunidade ou não, mergulham em seu inconsciente em momentos especiais da vida, este, sem nenhuma sombra de dúvida, é um desses casos especiais em que Robert Southey imergiu profundamente em seu inconsciente, de lá extraindo as informações constantes de seu grandioso trabalho, reconhecido como a primeira História Geral do Brasil

O fato é que a obra existe. E o médium Francisco Cândido Xavier (1910-2002) nos ofereceu, através da psicografia, o esclarecimento desse episódio, quando recebeu mensagem de Robert Southey, no ano de 1951[1], dando conta de que estivera no Brasil em 1500, quando assim se referiu: “Partilhando-lhe a obra de fundação com os expatriados da antiga Corte Portuguesa, embora me recolhesse ao mundo britânico, pelas bênçãos da reencarnação, no século XVIII, não me foi possível sufocar, de todo, as inclinações que me arrastavam para a terra admirável de Santa Cruz, então perdida para a minha visão espiritual no maciço das grandes florestas”. 

E citando o Brasil do futuro, cujo embrião na terra inóspita não parecia promissor, prossegue: “Efetivamente, quem poderia contar com harmonia num campo de plantação incipiente? A sementeira não desvenda a beleza da colheita. O arado impõe o suor da preocupação e a inquietude da incerteza. O celeiro traça o sorriso da paz e do reconforto. E a hora atual do Brasil ainda é de preparação intensiva, de ação experimental e de esforço edificante”.  

E prossegue, sobre a distância entre a Humanidade e os ensinamentos evangélicos: “A palavra do Cristo vagueia no mundo sem encontrar ouvidos que a recolham. As igrejas, que a distribuem, até certo ponto se assemelham a conservatórios de música preciosa sem artistas que a interpretem. O romano arrogante e dominador, o grego inteligente e espirituoso, o fenício comerciante e astuto, e o judeu obstinado e rebelde ainda se fazem sentir, sob indumentária nova, em todas as latitudes da Terra, com o mesmo viço espiritual de há vinte séculos. Em contraste com a sublimidade do Evangelho, temos a impressão de que a consciência humana ainda não se desamarrou das fraldas infantis”.  

Reconhecendo exceções em poucos disciplinados, lembra: “Excetuadas algumas organizações individuais, tocadas de santificante heroísmo, em todas as nações o conteúdo de animalidade na massa anônima revela que a civilização ainda se encontra próxima da caverna dos primatas, e que o barco da vida, por enquanto, veleja muito longe do porto em que lhe cabe atracar”.

Encerrando a comunicação mediúnica, Robert Southey conclui: “Indiscutivelmente, achamo-nos ainda muito longe da vitória final; até lá, milhões sofrerão o cerco das sombras e das lágrimas...”. 

Finalizando, entendemos por fim que Robert Southey, pelas razões trazidas a lume, escreveu sobre o Brasil o conhecimento que detinha sobre as novas terras pertencentes a Portugal, pois viera em outros tempos juntamente com os primeiros colonizadores que por aqui aportaram, no longínquo ano de 1500.


 

[1] Falando à Terra, por Espíritos diversos, obra psicografada por Francisco Cândido Xavier e publicada pela FEB - Federação Espírita Brasileira.



 


Voltar à página anterior


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita