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Crônicas e Artigos

Ano 6 - N° 286 - 11 de Novembro de 2012

ÉDO MARIANI 
edo@edomariani.com.br 
Matão, SP (Brasil)
 


Visão diferente


Em “O Livro dos Espíritos”, questão nº 1, Allan Kardec indaga aos Espíritos: “Que é Deus?” Eles responderam: “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.

Em pesquisa publicada pela Revista Veja (edição 10489) revelou-se que 99% da população brasileira acredita em Deus.

Tal verdade causa certa estranheza. Como os adúlteros, os assassinos, os assaltantes, os desonestos, os egoístas, os maledicentes, os mentirosos, os prepotentes, os violentos, os agressivos, todos os que se comprometem com o mal, constituem bem mais de um por cento da população, chegamos à conclusão de que essa gente toda é o que é, não obstante acreditem em Deus.    

Em sua epístola universal, o apóstolo Tiago (2, 19) diz que o diabo (o Espírito mau) também crê em Deus, e até o teme. Nem por isso deixa de fazer diabruras.

Mesmo convicto de que o demônio não existe como ente personificado, é fácil entender o porquê desta contradição. A presença de Deus no Universo é algo muito vago para o homem comum, às voltas com seus problemas e interesses.

A própria Justiça Divina, tão decantada pelas religiões, não impressiona suficientemente, a ponto de conter seus impulsos desajustados.

É como o motorista que tem conhecimento da existência de um código de trânsito. Sabe que há multas pesadas para os infratores, mas não se sensibiliza. A fiscalização é precária, distante.

Ao longo da história tem acontecido coisa pior. Nas cruzadas, em nome de Deus, os cristãos da Europa dizimaram populações imensas, com a piedosa intenção de libertar o solo sagrado da Palestina.

Devemos isso às religiões, que quase sempre cultivam concepções antropomórficas de Deus.

Um Deus à imagem e semelhança do homem, como um soberano celeste a governar o universo, com algo das paixões e limitações que caracterizam o comportamento humano.

Um Deus tão impotente e limitado que, em determinado momento, como está na Bíblia, arrependeu-se de ter criado o homem e até pensou em acabar com a raça humana.

Deus está morto – proclamou o filósofo Nietzsche.

Referia-se ao deus pessoal, antropomórfico, o soberano celeste distante e inacessível.

Por isso as pessoas acreditam em Deus – é intrínseco no homem o sentimento do filho que intuitivamente admite a existência do pai que o gerou – mas não conseguem viver como seus filhos. Falta-lhes esclarecimento e motivação, totalmente ausentes nas fantasias que lhes são oferecidas. Em face dessa precariedade de ideias, muitos se desesperam e perdem a fé na Providência Divina, ao enfrentar tragédias pessoais que envolvem a morte de familiares, a doença, a perda dos bens materiais, as injustiças humanas etc.

Onde está Deus, que não nos atende? Que não satisfaz nossas necessidades? Que não resolve os nossos problemas? – perguntam esses crentes desiludidos.

É aqui que entra o Espiritismo, propondo uma visão diferente.

Deus não é o soberano celeste, distante, inacessível, que tem preferências, insensível às dores humanas.

Deus é a mente criadora, a inteligência cósmica que criou o Universo e sustenta a vida, preparando todos os seus filhos para uma gloriosa destinação.

Num ato de amor, criou-nos à sua imagem e semelhança, dotando-nos do poder criador, que está presente em nossas iniciativas e se realizam em nossas ações. Somos, por isso, senhores de nosso destino.

Todo o bem ou mal que nos atinja será sempre a consequência do bem ou mal que houvermos praticado.

O confrade Sílvio de Melo, já desencarnado, costumava dizer que, se o malandro soubesse como é importante ser bom em favor da própria felicidade, ele seria bom por malandragem.

Certíssimo! A suprema esperteza está em praticar o Bem, já que é da lei que colhamos todo o bem que semearmos, tanto quanto o mal voltará contra nós quando o exercitamos. E isso tudo ocorre no presente, não num futuro distante, remoto, na vida espiritual, nem etéreo tribunal. O julgamento é instantâneo e permanente.

Somos julgados por nossas ações a cada momento, em cada iniciativa, em cada pensamento cultivado, colhendo sempre, inelutavelmente, o bem ou o mal viver, de conformidade com o que fazemos.

É fácil constar isso. Experimentemos, durante todo um dia, sem vacilar, o cultivo apenas de bons pensamentos em nosso mundo íntimo, de bons sentimentos diante das situações, de boas ações diante do semelhante. Por vinte e quatro horas proponhamo-nos a superar os interesses imediatistas, a ajudar a quem precisa, a colaborar com o colega de trabalho, a respeitar as pessoas, a não falar mal de ninguém, a ajudar o próximo, a perdoar ofensas...

Durante mil, quatrocentos e quarenta minutos, comportemo-nos como filhos verdadeiros de Deus, o Pai de infinito amor e misericórdia que, como ensina Jesus, faz nascer o sol para bons e maus e descer a chuva sobre justos e injustos.

Passemos um dia assim e, à noite, na hora de dormir, experimentaremos abençoada tranquilidade e dormiremos o sono dos juntos. Será tão bom que desejaremos agir assim em todos os dias de nossa vida.

Pensemos nisso e sejamos responsáveis por nós mesmos para sermos felizes.


 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita