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Crônicas e Artigos

Ano 6 - N° 256 - 15 de Abril de 2012

CHRISTINA NUNES
meridius@superig.com.br
Rio de Janeiro, RJ (Brasil)

 

Eterna juventude... 


De vez em quando ouço que não aparento a idade que tenho. Sem falsa modéstia, nada embora o lado humano inevitavelmente se sinta envaidecido, me pego olhando quem fala assim, meio intrigada, pensando se é mesmo. Mas, depois de escutar este comentário algumas vezes, pus-me a refletir, e creio que me veio, com relativa facilidade, a compreensão desta percepção dos outros a meu respeito, que diz respeito às dúvidas de muitos sobre a chamada juventude espiritual.

Não é nova a assertiva de que a fonte da juventude reside na mente. E, disso, hoje, guardo a convicção mais absoluta. Talvez porque o decorrer da vida e dos desafios me tenha compelido com espontaneidade a esta conclusão mais correta das coisas – claro, na medida em que tomemos a devida consciência desta realidade, reagindo de acordo!

Com o passar do tempo, por exemplo, senti-me compelida a, da melhor forma possível, realizar um exercício de distanciamento de várias modalidades de desgastes desnecessários do universo emocional. Coisas do cotidiano, como todos enfrentamos, em ocasiões de engarrafamentos de trânsito exasperantes, nos quais me situo com mais tranquilidade e sem ansiedade, simplesmente colocando para ouvir um acervo de mais de trezentas músicas repousantes: clássicas, new ages, ou outras do gênero... Ponho, portanto, os fones nos ouvidos durante as eventuais viagens prolongadas de ônibus, e saio voando! E ainda em outras situações: vai ou não haver reajuste de salário?! Vou ou não ceder à compulsão da qual muitos são vítimas, de gastar quase até empenhar a alma e a mãe, somente para se poder dizer à vaidade egoica, despótica, do consumo, que já possuo o último modelo de tablet?! Vou ou não me entregar a uma reação descalibrada porque minha filha – ou meu filho – quebrou uma garrafa d’água no chão?!

A todos estes dilemas diários que deparamos, queridos, e dos quais somos em muitas vezes vítimas de excessos emocionais por pura invigilância, de uns anos para cá venho simplesmente adotando, contra a sua tentativa de domínio insidioso, um peremptório não!

Saio voando com a música; coloco uma mordaça inexpugnável na boca, assim que me percebo a ponto de surtar por causa de algum aborrecimento de menor importância... Exclamo, decidida, para todos estes diabretes que aparentam ter vida: não!

Esta, penso, é uma parte do método acertado de se viver poupando o espírito de sintonias com vibrações destrutivas; o coração e o corpo emocional do desequilíbrio que destrambelha com a saúde orgânica; e a pele de várias consequências inevitáveis destes fatores determinantes de "rachaduras" íntimas, e condutoras de um envelhecimento acelerado – interior e exterior!

Todavia, outro fator importante na passagem do tempo e das vivências nos demonstra ser uma determinante natural do se aparentar nem tanto juventude – mas um estado permanente de jovialidade, que, em muitas das vezes, nem os mais jovens em faixa etária a têm. E este fator é a sintonia com a fonte criativa de tudo!

Quem possua o privilégio de atuação em áreas da vida associadas à criatividade talvez já perceba o fenômeno com relativa facilidade. Pois é comum dizer-se de atores, de artistas, portadores de uma juventude persistente, natural.

Em determinada ocasião, quando ainda era estudante de nível médio, tive o privilégio de compartilhar com meu grupo uma entrevista inesquecível com o saudoso Carlos Drummond de Andrade. E que entrevista! Que respostas sempre jovens – brilhantes! Criativas em essência e em realidade! Cheias de vitalidade e de luz para todas as épocas e gerações! E, entretanto, Carlos Drummond, naqueles anos, já era um respeitável senhor!

Como vibramos, eu e o nosso grupo de estudos, ainda tão jovens, diante daquele exemplo digno de jovem escritor, criando sempre, afinado em letras e em vivências com o que existe de mais inédito e puro a partir da própria Fonte da Vida!

E hoje, como escritora, e também desperta para a compreensão espiritual mais plena da existência, entendo com melhor percepção o que acontece com quem se sintoniza com a divina oitava da Criação! Não é, pois, de forma alguma, coincidência, que obras como as do Espírito André Luiz, dentre tantas outras de inquestionável importância, nos apontem que, nos planos espirituais, comparecemos sempre com aquela aparência que, por aqui, fora a de maior vitalidade, o melhor de nós mesmos! Porque, nestas dimensões mais reais da vida, estamos nada menos que identificados de forma mais intensa com a Fonte da qual brota e emerge tudo em sua essência mais aperfeiçoada e mais genuína!

A criação, qualquer que seja, é sempre inédita, fresca, jovem! E quem se vê em intimidade maior com este parâmetro universal, e naturalmente agindo, respirando, convivendo e reagindo em sintonia, externará, também, e naturalmente, novidade; frescor; jovialidade. Juventude! A mais autêntica e real!

O assunto me recorda: uns três anos após sua desencarnação, meu avô me surgiu em estado de desprendimento! Nunca me esquecerei da minha estupefação ao deparar aquele avô corado, risonho, feliz, robusto, aparentando pelo menos uns vinte anos menos no aspecto, ante as lembranças tristes que então guardava do velhinho depauperado e abatido ao leito, após o severo derrame cerebral que o vitimou após um tombo!

Trazia-me biscoitos que afirmava ótimos, do lugar onde agora vivia – como fazia sempre nas nossas visitas, quando ainda entre nós! Sorria E deu-me uma notícia antecipada da minha avó que, para meu espanto, só fui confirmar em vigília, durante o dia seguinte!

No dia em que a humanidade reencarnada aprender a conviver em nível de sintonia criativa mais apurado para com a Fonte, objetivando melhorar sempre as condições de vida no mundo, para o próximo e para si mesma, talvez que externemos uma qualidade muito superior de beleza interior e exterior! De jovialidade perene, de juventude feliz!



 


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