WEB

BUSCA NO SITE

Edição Atual Edições Anteriores Adicione aos Favoritos Defina como página inicial

Indique para um amigo


O Evangelho com
busca aleatória

Capa desta edição
Biblioteca Virtual
 
Biografias
 
Filmes
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English    
Mensagens na voz
de Chico Xavier
Programação da
TV Espírita on-line
Rádio Espírita
On-line
Jornal
O Imortal
Estudos
Espíritas
Vocabulário
Espírita
Efemérides
do Espiritismo
Esperanto
sem mestre
Divaldo Franco
Site oficial
Raul Teixeira
Site oficial
Conselho
Espírita
Internacional
Federação
Espírita
Brasileira
Federação
Espírita
do Paraná
Associação de
Magistrados
Espíritas
Associação
Médico-Espírita
do Brasil
Associação de
Psicólogos
Espíritas
Cruzada dos
Militares
Espíritas
Outros
Links de sites
Espíritas
Esclareça
suas dúvidas
Quem somos
Fale Conosco

 
Clássicos do Espiritismo
Ano 5 - N° 248 - 19 de Fevereiro de 2012
ANGÉLICA REIS
a_reis_imortal@yahoo.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)


O Espiritismo perante a Ciência

 Gabriel Delanne

(Parte 41)

Damos continuidade nesta edição ao estudo do livro O Espiritismo perante a Ciência, de Gabriel Delanne, conforme tradução da obra francesa Le Spiritisme devant la science, publicada originalmente em Paris em 1885.

Questões preliminares

A. As ações físicas produzidas pelos Espíritos exigem dispêndio fluídico do médium? 

Sim. Nesse sentido, as explicações de Crookes comprovaram o que os Espíritos disseram a Allan Kardec a respeito das manifestações físicas. Com efeito, diz O Livro dos Médiuns que toda ação física produzida pelos Espíritos exige dispêndio do fluido nervoso do médium. (O Espiritismo perante a ciência, Quinta Parte, Cap. III – Médiuns videntes e médiuns auditivos.)

B. É verdade que a Sociedade Dialética de Londres se ocupou da verificação dos fatos ditos espíritas? 

É verdade. Criada com esse objetivo em 11 de fevereiro de 1869, uma subcomissão constituída pela Sociedade Dialética de Londres realizou 40 sessões com vistas à apuração da veracidade dos aludidos fenômenos. O relatório que apresenta suas conclusões foi transcrito por Delanne na obra ora em estudo. (Obra citada, Quinta Parte, Cap. III – Médiuns videntes e médiuns auditivos.) 

C. Que conclusões a subcomissão constituída pela Sociedade Dialética de Londres apresentou? 

Ei-las:

1º. Sob certas disposições de corpo ou de espírito, em que se achem uma ou mais pessoas presentes, produz-se uma força suficiente para pôr em movimento objetos pesados, sem emprego de nenhum esforço muscular, sem contato material de qualquer natureza entre esses objetos e o corpo das pessoas presentes.

2º. Essa força pode produzir sons, que se ouvem, distintamente, em objetos materiais, sem qualquer contato, nem relação visível ou material com o corpo das pessoas presentes; ficou demonstrado que os sons provêm daqueles objetos, pelas vibrações perfeitamente sensíveis ao tato.

3º. Essa força é frequentemente dirigida com inteligência. (Obra citada, Quinta Parte, Cap. III – Médiuns videntes e médiuns auditivos.)

Texto para leitura 

919. As explicações de Crookes comprovam o que os Espíritos disseram a Allan Kardec a respeito das manifestações físicas. Com efeito, diz O Livro dos Médiuns que toda ação física produzida pelos Espíritos exige dispêndio do fluido nervoso do médium.

920. É notória, no mundo científico da Inglaterra, a realidade da força psíquica. Poucos descobrimentos suscitaram tantas discussões e experiências contraditórias. Quando, a priori, se ouve negarem fenômenos atestados pelas maiores sumidades da Inglaterra, da Alemanha e da América, vê-se, com espanto profundo, a que aberrações a rotina e o preconceito podem conduzir.

921. A fim de que nossos leitores sejam inteiramente edificados sobre o valor de nossa crença, damos o relatório do comitê da Sociedade Dialética de Londres sobre o Espiritismo:

“Desde sua criação, em 11 de fevereiro de 1869, esta subcomissão realizou 40 sessões com o fim de estabelecer experiências e provas rigorosas. Todas essas reuniões se realizaram nas casas particulares dos membros da comissão, a fim de excluir a possibilidade de mecanismos previamente dispostos ou de qualquer artifício. Os móveis com que se fizeram as experiências foram os comuns. As mesas eram as de jantar, pesadas, que demandavam considerável esforço para serem postas em movimento. A menor tinha 5 pés e 9 polegadas de comprimento por 4 pés de largura; a maior, 9 pés e 3 polegadas de comprimento por 4 pés e meio de largura; o peso estava em proporção. Os quartos, as mesas e todos os móveis em geral foram cuidadosamente examinados muitas vezes, antes das experiências, durante e depois, para certeza de que não existia trapaça, instrumento, ou qualquer aparelho com o auxílio dos quais pudessem ser produzidos os movimentos mencionados aqui adiante. As experiências foram feitas à luz do gás, exceto em pequeno número delas.”

922. Segundo se lê no relatório mencionado, a comissão evitou servir-se de médiuns de profissão, ou pagos; o médium utilizado era um dos membros da subcomissão, pessoa colocada em alta posição social, perfeitamente íntegra, sem nenhum proveito pecuniário em vista e que nenhuma vantagem poderia tirar de uma fraude. Cerca de quatro quintos dos membros da comissão principiou as investigações com o mais completo ceticismo, crentes de que os fenômenos eram o resultado da impostura, da ilusão ou de uma ação involuntária dos músculos. Somente depois de irresistível evidência, em condições que excluíam aquelas hipóteses e depois de experiências e provas rigorosas, muitas vezes repetidas, é que os membros mais céticos, muito a contragosto, ficaram convencidos de que os fenômenos produzidos durante esse longo inquérito eram fatos verdadeiros.

923. Eis as conclusões obtidas, conforme o relatório a que nos referimos:

1º. Sob certas disposições de corpo ou de espírito, em que se achem uma ou mais pessoas presentes, produz-se uma força suficiente para pôr em movimento objetos pesados, sem emprego de nenhum esforço muscular, sem contato material de qualquer natureza entre esses objetos e o corpo das pessoas presentes.

2º. Essa força pode produzir sons, que se ouvem, distintamente, em objetos materiais, sem qualquer contato, nem relação visível ou material com o corpo das pessoas presentes; ficou demonstrado que os sons provêm daqueles objetos, pelas vibrações perfeitamente sensíveis ao tato. (Isso serviu de advertência aos senhores Bersot, Julei Soury e à Academia das Ciências, que admitiam como única causa do fenômeno o músculo rangedor.)

3º. Essa força é frequentemente dirigida com inteligência.

924. Ressalte-se que em todas essas experiências a hipótese de um meio mecânico ou qualquer outro foi completamente afastada, porque os movimentos se fizeram em várias direções, ora dum lado, ora doutro, ora para cima, ora para baixo.

925. Esses movimentos teriam exigido a cooperação de grande número de mãos e pés e, em razão do volume considerável e do peso das mesas, não se poderiam produzir sem o emprego visível de um esforço muscular. Mãos e pés eram perfeitamente visíveis e nenhum deles se poderia ter mexido, sem que fossem logo percebidos. A ideia de ilusão foi posta de lado. Os movimentos se realizaram em direções diferentes e as pessoas presentes foram deles simultaneamente testemunhas. Era um caso de medição e nunca de opinião ou imaginação.

926. Esses movimentos se reproduziram tantas vezes, em condições tão numerosas e tão diversas, com tantas garantias contra o erro e o embuste e com tão seguros resultados, que os membros da subcomissão, céticos no princípio das investigações, ficaram convencidos de que existe uma força capaz de mover corpos pesados, sem contato material, força essa que depende, de maneira desconhecida, da presença de seres humanos.

927. Em resumo, o parecer final da comissão foi no sentido de que um fato físico importante se achava assim demonstrado, a saber: que se podem produzir movimentos de corpos sólidos, sem contato material, por uma força desconhecida até agora, que age a uma distância indefinida do organismo humano e é inteiramente independente da ação muscular.

928. Vê-se, pois, à vista dos fatos narrados, que a Ciência reconhece os fenômenos espíritas. Crookes, levando mais longe a investigação, demonstrou que a força psíquica é governada por uma inteligência, que não a dos assistentes; além disso, uma dessas inteligências reveste temporariamente um corpo, diz que é a alma de pessoa que já viveu na Terra, e lhe faz fotografar a imagem. É o caso de Katie King.

929. Se tais fatos não induzem à crença, cumpre renunciar a convencer os homens, porque nada mais positivo, mais tangível, foi apresentado nos ramos dos conhecimentos humanos, em favor de uma teoria.

930. A despeito dos senhores Lélut, Luys, Moleschott, Büchner, Cari Vogt e outros materialistas, não aceitaremos, no futuro, em nossas discussões, senão fatos estabelecidos cientificamente, não desejando mais disputar hoje, que possuímos certezas, contra hipóteses sem fundamento. Não são mais visionários, cérebros ocos, que proclamam a autenticidade das nossas manifestações; é a ciência oficial da Inglaterra. Opunham-nos outrora Chevreul, Babinet, Faraday. Agora nós apresentamos Crookes, Varley, Oxon, de Morgan, A. Wallace e toda a sociedade dialética. Demonstrem nossos contraditores que esses homens ilustres estão em erro e nós acreditaremos; mas enquanto esperamos que o façam, deixamos o público julgar para decidir de que lado estão a boa-fé, a ciência e a verdade. (Continua no próximo número.)


 

 


Voltar à página anterior


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita