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Ano 5 - N° 229 - 2 de Outubro de 2011

 


O que é e o que não é prioritário


O jornal Zero Hora, de 1º de junho deste ano, publicou um artigo instigante de autoria da professora Marilise Escobar Bürger, doutora em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e responsável, entre outras, pela disciplina de Drogas de Abuso dos programas de pós-graduação em Farmacologia e Bioquímica Toxicológica, na Universidade Federal de Santa Maria-RS, em que é também orientadora de mestrado e doutorado.

No artigo, revelou ela sua estranheza com relação ao alarde e à ênfase dada à questão da homofobia, que pareceu, de repente, aos olhos dos que governam o País, o nosso grande e exclusivo problema.

O artigo destaca, com inteira razão, que existem problemas mais graves e urgentes que as autoridades brasileiras parecem ignorar.

Eis parte das considerações feitas pela professora:

“As bebidas alcoólicas são iniciadas aos 13 anos; nas baladas e festas, a cena degradante de jovens embriagados, caídos, carregados por outros; o futuro de um país afogado e entorpecido. Os jovens usam drogas como se fosse permitido, em nome de uma lei que descriminaliza o usuário. Mas o que é isso? Jovens alcoolizados estão morrendo nas estradas, e matando também. O material ‘didático’ anti-homofobia custou mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos! Quanto se investe em material didático sobre os danos do álcool? Quantos abordam as drogas? Não estou falando só do crack, cocaína ou óxi (todas derivadas do pé de coca, mas poucos sabem disso). Falo também da maconha, que desmotiva o jovem e pode induzir sintomas psicóticos. Estou falando da Ritalina, que escapa das mãos dos profissionais de saúde, invadindo cursos pré-vestibulares com o pretexto da tão requisitada concentração. Ora, até hoje nenhum estudo comprovou benefícios de aprendizagem com esse anfetamínico! Sim, a Ritalina é um anfetamínico como o ecstasy, e pode causar dependência, mas pouca gente sabe disso. Mas o que acontece afinal? Nossos eleitos estão preocupados com a homofobia?”

É evidente que nem ela nem nós desejamos diminuir a importância do preconceito existente com relação às uniões homoafetivas. Não é possível, porém, ignorar a gravidade das drogas e os seus efeitos perniciosos sobre os jovens, bem como sua notória influência na questão da violência associada ao tráfico.

“Se saímos à noite – escreveu a professora –, vemos jovens usando drogas nas calçadas, no pátio das escolas, parece que é permitido. Assistimos a isto de camarote, indignados pela falta de critério dos parlamentares; as drogas e o álcool batem à nossa porta como uma assombração, e a bola da vez é a homofobia. Por que os efeitos do álcool e drogas não estão nos livros didáticos? Por que os alunos estudam botânica, fisiologia humana, química, física... mas não estudam as ações das drogas no organismo? Se a situação está à beira do caos, é porque eles simplesmente não sabem o que fazem. Se o material didático abordasse os efeitos das drogas de forma simples e clara, quantos jovens evitariam tal situação? Se o material educativo anti-homofobia foi elaborado com o fim de ‘educar para prevenir’, por que isto não foi pensado para evitar o abismo das drogas?” 

As perguntas apresentadas no artigo em questão merecem não apenas uma resposta verbal da parte dos governantes, mas sobretudo ações decididas que possam contribuir para que tantas e tantas vidas não se percam em consequência de algo que pode, por meio da educação e da prevenção, ser perfeitamente equacionado.

O confrade J. Raul Teixeira, reportando-se ao assunto e à estapafúrdia ideia de descriminalização do uso das drogas, assim se manifestou recentemente: “Todos os argumentos apresentados pelos defensores da descriminalização de qualquer droga são falsos, sofismáticos e oportunistas. A grande cartada sociomoral seria o engajamento das pessoas de boa vontade no sentido de incentivar os processos sérios e bem acompanhados da educação, que precisaria ter começo nos lares, onde, infelizmente, costuma ter início o uso das mais diversificadas drogas, considerando-se os vícios inocentes de pais, mães e outros familiares de fumar e de ingerir bebidas alcoólicas abundantemente junto das crianças e, às vezes, oferecendo-lhes ou permitindo-lhes os ‘tragos’ que, de ingênuos a princípio, acabam por desgovernar a criatura em função da instalação do vício”. (A entrevista concedida por Raul Teixeira, da qual se destacou o trecho acima, pode ser vista na edição 227 desta revista. Eis o link:  http://www.oconsolador.com.br/ano5/227/raulteixeiraresponde.html.)



 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita