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Estudando as obras de Manoel Philomeno de Miranda
Ano 5 - N° 217 - 10 de Julho de 2011

THIAGO BERNARDES
thiago_imortal@yahoo.com.br
 
Curitiba, Paraná (Brasil)
 

Nos Bastidores da Obsessão

Manoel Philomeno de Miranda 

(Parte 9)

Damos prosseguimento ao estudo do livro Nos Bastidores da Obsessão, de Manoel Philomeno de Miranda, obra psicografada por Divaldo P. Franco e publicada no ano de 1970 pela Editora da FEB.

Questões preliminares

A. Que acusação pesava sobre a mulher levada a julgamento naquela noite pelo dr. Teofrastus?  

Segundo o acusador, a mulher vinha da Terra após uma vida de abominação, em que se entregara a toda espécie de prazeres. Tendo oportunidade de fazer-se mãe, seis vezes consecutivas, delinquiu em todas elas, evadindo-se, pelo infanticídio, a qualquer responsabilidade para com os próprios atos. Na última vez, fez-se vítima da própria leviandade e desencarnou após terrível e demorada hemorragia que lhe roubou toda a possibilidade de sobrevivência. (Nos Bastidores da Obsessão, cap. 6, pp. 123 a 126.)

B. Que punição recebeu a mulher acusada de aborto?  

Após o veredicto, que a considerou culpada, a mulher foi submetida por processos hipnóticos à mutação do corpo perispiritual, assumindo a forma de uma loba, em um deprimente caso de licantropia. (Obra citada, cap. 6, pp. 124 a 129.)

C. Afastado o obsessor, Mariana recuperou-se logo?  

Não. Como vivia aclimatada psiquicamente às vibrações do seu perseguidor, Mariana sentiu-lhe a ausência desde o momento em que Saturnino acolhera ao aconchego da prece o seu ex-obsessor. Forte prostração a levou ao leito. Cruéis pesadelos lhe produziam constantes delíquios. José Petitinga, a pedido de Dona Rosa e Amália, passou a visitá-la e aplicar-lhe passes, o que levou a jovem a um período de refazimento. O conhecido doutrinador baiano explicou que as energias deletérias, em que Mariana se via envolvida, criaram um condicionamento psíquico que, embora desgastando o seu organismo, lhe servia, também e simultaneamente, de sustentação. Libertada agora da constrição perturbadora, ela se ressentia e padecia as consequências da falta dos fluidos pesados... É como se alguém, ambientado a uma região de ar viciado, fosse repentinamente trasladado para um planalto de ar rarefeito e puro, o que produziria natural sensação de mal-estar, asfixia e tortura. Naquele momento, seria preciso cultivar a paciência, a oração e a vigilância. A cura viria com o tempo e dependeria muito da própria Mariana. (Obra citada, cap. 7, pp. 131 a 136.) 

Texto para leitura 

42. Serviço de som - O préstito voluteou por três vezes o picadeiro e se aquietou ao centro, transferindo-se Teofrastus para um palanque adredemente armado, com gestos vulgares e ridículos. Houve um súbito silêncio feito de expectativa e receio. Voltando-se para a multidão, ele começou a falar, através de um microfone que levava a sua voz às galerias por meio de vários projetores de som, de alta potência. Em palavras duras e impiedosas, censurava os que se atemorizam ante o cumprimento do "dever da vingança", explodindo ameaças e exibindo toda a prepotência que supunha possuir. Por fim, anunciou que naquele dia seria julgada uma criminosa que se encontrava presa, nos seus domínios, há quase um ano. (Cap. 6, págs. 123 e 124) 

43. Consequências do aborto - Algemada e atada a uma corrente, uma jovem mulher de quase 35 anos foi trazida, acolitada por dois guardas e conduzida ao palco da triste encenação. Iria começar o julgamento. O acusador narrou seu caso. A mulher vinha da Terra após uma vida de abominação, em que se entregara a toda espécie de prazeres. Tendo oportunidade de fazer-se mãe, seis vezes consecutivas, delinquiu em todas elas, evadindo-se, pelo infanticídio, a qualquer responsabilidade para com os próprios atos. Na última vez, fez-se vítima da própria leviandade e desencarnou após terrível e demorada hemorragia que lhe roubou toda a possibilidade de sobrevivência. Ele informou então que duas de suas vítimas ali se encontravam, em diferentes estados: um conseguiu retomar a forma anterior, mas apresenta ainda os sinais das lâminas que lhe romperam o corpo em formação; o outro dorme, hibernado, na forma desfigurada, graças ao despedaçamento sofrido no ato do aborto. Quando despertou, no túmulo, acreditando-se viva no corpo, um soldado da organização deu-lhe voz de prisão pelos crimes cometidos e, algemando-a, trouxe-a ao cárcere, em que tinha estado até o momento. (Cap. 6, págs. 124 a 126) 

44. Fenômeno de licantropia - As duas testemunhas estavam ao lado do acusador: uma de lamentável aspecto lacerado, e a outra, apenas uma pasta informe, perispiritual, estiolada, que, mantida numa cesta nauseante, foi colocada sobre uma mesa, em destaque, no centro do palco. A testemunha fez chocante narração e o veredicto, como se esperava, foi: - Culpada. O dr. Teofrastus ergueu-se e, depois de receber mesuras dos comparsas, sentenciou: - Façamos com ela o que no íntimo sempre foi: uma loba! Acercando-se da sofrida entidade, ele passou a ofendê-la, vilmente. A vítima não apresentou qualquer reação. Sua visão parecia distante. Obrigando-a a ajoelhar-se, enquanto lhe estrugia no dorso longo chicote, ordenou, de voz estertorada: - Víbora infeliz! Devoradora dos próprios filhos! Toma tua forma... a que já tens na mente atormentada. A voz, impregnada de pesadas vibrações deletérias e vigorosas, dobrava os centros de resistência perispiritual da atormentada e, diante dos olhos de todos, ao comando do verdugo cruel, que se utilizava de processos hipnóticos deprimentes, atuava no subconsciente perispiritual abarrotado de remorso da infanticida, imprimindo-lhe a tragédia da mutação da forma, num horrendo fenômeno de licantropia, dos mais lacerantes... (Cap. 6, págs. 124 a 126) 

45. Uma fuga desesperada de encarnados - Choros convulsivos e gritos irromperam simultaneamente das arquibancadas. A altercação foi geral. As sirenes de alarme foram ligadas. A visão horrenda daquela cena produziu em algumas centenas de encarnados ali presentes choques muito profundos e violentos, que os recambiaram inopinadamente ao corpo – abençoada cidadela de defesa que a vida nos concede para aprender e recomeçar. (Cap. 6, pp. 126 e 127)

46. Instrumentos da Lei Divina - Após retornarem, Saturnino elucidou os estranhos acontecimentos daquela noite. Os infelizes companheiros que labutam no Anfiteatro constituem segura organização a serviço do mal, aparentemente – asseverou Saturnino. Na verdade, eles se transformam em instrumentos de que se utiliza a Lei Divina para corrigir os que ainda preferem os tortuosos caminhos. Somente as pessoas imanadas às paixões é que sintonizam com eles e caem em suas malhas vigorosas. O Benfeitor disse então que muito tempo ainda será necessário até que as Leis de Amor – Leis de Vida – se estabeleçam em definitivo entre nós. Asseverou que só o bem tem características de perfeição, e valeu-se da experiência do psicovibrômetro para mostrar que, sendo produto do mal, ele é falho, tanto que permitiu que eles entrassem no Anfiteatro, o que não ocorreria em sentido inverso: o Espírito mais elevado pode adensar o seu perispírito, sintonizando com o meio ambiente e aspirando os mesmos resíduos espalhados no ar; mas o Espírito moralmente atrasado não pode, para violar recintos superiores, sutilizar o padrão de sua psicosfera, de modo a criar condição mais elevada. É preciso, para isso, evoluir. (Cap. 6, págs. 128 e 129) 

47. A recuperação de Mariana - Afastado do conúbio permanente com Mariana, Guilherme esteve todo o tempo em tratamento especializado. Mariana, por sua vez, como vivia aclimatada psiquicamente às vibrações do seu perseguidor, sentiu-lhe a ausência desde o momento em que Saturnino acolhera ao aconchego da prece o seu ex-obsessor. Forte prostração a levou ao leito. As emoções daquele dia em que Dona Aurelina a conduziu ao lar gastaram-lhe as resistências psíquicas e físicas. Cruéis pesadelos lhe produziam constantes delíquios. José Petitinga, a pedido de Dona Rosa e Amália, passou a visitá-la e aplicar-lhe passes, o que levou a jovem a um período de refazimento. O conhecido doutrinador baiano explicou que as energias deletérias, em que Mariana se via envolvida, criaram um condicionamento psíquico que, embora desgastando o seu organismo, lhe servia, também e simultaneamente, de sustentação. Libertada agora da constrição perturbadora, ela se ressentia e padecia as consequências da falta dos fluidos pesados... É como se alguém, ambientado a uma região de ar viciado, fosse repentinamente trasladado para um planalto de ar rarefeito e puro, o que produziria natural sensação de mal-estar, asfixia e tortura. Naquele momento, seria preciso cultivar a paciência, a oração e a vigilância. A cura viria com o tempo e dependeria muito da própria Mariana. (Cap. 7, págs. 131 a 135) 

48. Freud e os distúrbios do sexo - Um médico, ao examinar Mariana, sugeriu que o problema da jovem talvez fosse de ordem sexual. José Petitinga comentou o assunto com Manoel P. de Miranda, dizendo que os discípulos de Freud acreditam encontrar no sexo as explicações para quase todos os problemas que afligem o homem na Terra. A comunhão afetiva, inegavelmente, vazada na excelência do amor, consegue sublime intercâmbio de forças e energias de variada espécie que restauram, às vezes, as organizações físicas e psíquicas em desalinho – dissertou José Petitinga –, especialmente quando de tal intercâmbio resulta a bênção de filhos, visto que os inimigos espirituais quase sempre tomam a roupagem filial e renascem nos braços dos seus antigos adversários, libertando-os temporariamente das perturbações que antes experimentavam. É isso que dá aos materialistas a falsa impressão de que o problema foi resolvido pela comunhão sexual calmante, por ignorarem, os que assim pensam, a lei da reencarnação. (Cap. 7, págs. 135 e 136) 

Frases e apontamentos importantes 

LXXXVIII. Nascemos, vivemos no corpo e perdemos a indumentária, retornando ao palco das mesmas lutas, vezes inúmeras, sem conseguirmos melhorar as condições espirituais, repetindo a "roda das paixões" escravizantes em que nos comprazemos. Muitos, em incontável número, entramos na carne e dela saímos sem nos apercebermos do fenômeno, aferrados às vibrações mais primárias da vida. Todos sonhamos com os Céus, sim. Raros, todavia, estamos construindo as asas da evolução com os materiais da iluminação íntima, nas linhas severas do trabalho fraterno, da renúncia, da caridade e do perdão. Semeamos pouca luz e colhemos aflições danosas; por essa razão, nossa arca de esperança permanece vazia de alento. (Saturnino, cap. 5, pág. 116) 

LXXXIX. Sejamos prudentes, pois, utilizando os recursos da hora presente a benefício próprio. Verdadeiramente felizes são aqueles que perdoam, que cedem, que doam, doando-se, também. Jesus é ainda e sempre a nossa lição viva, o nosso exemplo perene. Busquemo-Lo! (Saturnino, cap. 5, pág. 116) 

XC. (...) o conhecimento do Espiritismo realiza a melhor terapêutica para o Espírito, higienizando-lhe a mente, animando-o para o trabalho reto e atitudes corretas e sobretudo dulcificando-o pelo exercício do amor e da caridade, como medidas providenciais de reajustamento e equilíbrio. Não há força operante no mal que consiga penetrar numa mente assepsiada pelas energias vitalizadoras do otimismo, que se adquire pela irrestrita confiança em Deus e pela prática das ações da solidariedade e da fraternidade. (Saturnino, cap. 6, pág. 127) 

XCI. Aliando o esforço que cada um deve envidar a benefício próprio, a prece é fonte inexaurível que irriga o ser, renovando-o e aprimorando-o, ensejando também, logo após depurar-se, a plainar além dos reveses e tropelias, arrastado pelas sutis modulações das Esferas Superiores da Vida, onde haure vitalidade e força para superar todos os empeços. (Saturnino, cap. 6, pág. 127)

XCII. Convém considerar que só o bem tem características de perfeição, por ser obra de Deus, que é Perfeito. O mal, engendrado pelo Espírito atribulado, opera por métodos de violência e, dessa forma, é falho, o que atesta a sua procedência. (Saturnino, cap. 6, págs. 128 e 129) 

XCIII. O enfermo mental, classificado em qualquer nomenclatura, é Espírito perseguido em si mesmo, fugitivo das Leis Divinas, refugiando-se numa organização psíquica que lhe não resiste aos caprichos e se desborda em alucinações, até à alienação total. Muitas recordações infelizes de existências passadas podem, repentinamente, assomar à consciência atual, libertadas dos depósitos da subconsciência, criando estados patológicos muito complexos. Essas evocações podem tomar dois aspectos distintos: remorso inconsciente a se manifestar em forma de autopunição, como buscando reparar o mal praticado, e recordação tormentosa, persistente, gerando a distonia da razão, o desequilíbrio do discernimento. (José Petitinga, cap. 7, pág. 134) 

XCIV. O corpo é sempre para o Espírito devedor (...) sublime refúgio,  portador da bênção do olvido momentâneo aos males que praticamos e  cuja evocação,  se nos viesse à consciência de inopino,  nos aniquilaria a esperança da redenção. (José Petitinga, cap. 7, pág. 139) 

XCV. (...) os erros e os gravames praticados pelo Espírito em processo evolutivo são transmitidos ao corpo que os integra na forma, assinalando nas células os impositivos da própria reparação, a se apresentarem como limitação, frustração, recalque, complexos da personalidade como outros problemas e enfermidades que são as mãos da Lei Divina reajustando o infrator à ordem. (José Petitinga, cap. 7, pág. 139) 

XCVI. O poder da oração e a vida de elevação santificante, no entanto, são capazes, embora a aparente fraqueza de que se revestem, de anular toda a treva, blindando de segurança qualquer circunstância. (Manoel P. de Miranda, cap. 8, pág. 142) 

XCVII. Sempre ávidos de novidades, sem o interesse de conhecer a realidade da vida espiritual após a sepultura, as pessoas ainda hoje preferem da realidade espírita conhecer somente o que consideram fantástico e sobrenatural, teimando voluntariamente em permanecer no erro. (Manoel P. de Miranda, cap. 8, pág. 144) 

XCVIII. Vaidosos, os homens não atentam ao dever da solidariedade nem da caridade, considerando-se credores de socorros e ajudas que estão muito distantes de merecer. Asfixiados pelo "eu" dominador, supõem que a vida deve servi-los e que o barro orgânico é edifício para o seu supremo prazer... (Manoel P. de Miranda, cap. 8, págs. 144 e 145) (Continua no próximo número.)



 


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