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O Espiritismo responde
Ano 4 - N° 196 - 13 de Fevereiro de 2011
ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
aoofilho@oconsolador.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)


 

Um leitor desta revista, reportando-se à mudança que se tem verificado no polo magnético da Terra, pergunta-nos quais são as consequências disso. Junto com sua pergunta, veio este texto divulgado pela mídia internacional: “Aeroporto dos EUA está alterando as pistas por causa de mudanças no Polo Magnético da Terra. As pistas estão recebendo nova sinalização para se adaptarem às mudanças. O polo magnético da Terra está mudando de lugar. O que antes ficava no extremo norte do Canadá está se movendo para algum lugar em direção à Rússia a uma velocidade de 64 quilômetros por ano. Isso passa despercebido para a maioria dos humanos, na maioria dos lugares, mas em Tampa, na Flórida, a mudança está causando alterações nas pistas do Aeroporto Internacional”.

A respeito do assunto, Jenai Oliveira Cazetta, professora e doutora em Física e editora de uma das seções de nossa revista, prestou-nos os seguintes esclarecimentos:

“Como a Terra é um imenso ímã, um ímã suspenso (ou bússola) aponta para o norte. O polo magnético da Terra, no entanto, não coincide com o polo geográfico. De fato, eles são bastante separados. O polo magnético do hemisfério norte, por exemplo, está atualmente localizado a cerca de 1.800 km do polo geográfico correspondente, em algum ponto na região da baía de Hudson, no norte do Canadá. O outro polo magnético está localizado no Sul da Austrália. Isso significa que a bússola não aponta normalmente para o polo norte verdadeiro. A discrepância entre a orientação da bússola e a do polo norte verdadeiro é conhecida como a declinação magnética.

Não se sabe exatamente por que a própria Terra constitui um ímã. A configuração do campo magnético terrestre é parecida com a de um gigantesco imã em barra localizado próximo ao centro do planeta. Mas a Terra não é um pedaço magnetizado de ferro, como um ímã em barra. Seu interior é simplesmente quente demais para que os átomos individuais de ferro mantenham uma orientação apropriada. Por causa do grande tamanho da Terra, a rapidez com que se movem essas cargas precisa ser de apenas um milímetro por segundo para explicar o valor do campo.

Seja qual for a explicação, o campo magnético da Terra não é estável; ele muda através das eras geológicas. Evidências são obtidas a partir da análise das propriedades dos estratos rochosos. Houve mais de vinte dessas inversões ao longo dos últimos cinco milhões de anos. A mais recente aconteceu 700.000 anos atrás. As anteriores ocorreram há 780.000 e 950.000 anos. Através de medições mais recentes, existe uma pista que revela uma diminuição de cerca de 5% na intensidade do campo magnético, ocorrida nos últimos 100 anos. Se essa variação se mantiver, podemos ter outra inversão dentro dos próximos 2.000 anos.

A inversão dos polos magnéticos não se dá exclusivamente na Terra. O campo magnético do Sol inverte-se regularmente, com uma periodicidade de 22 anos. Esse ciclo magnético de 22 anos tem sido relacionado, por meio de evidência encontrada em anéis de árvores, aos períodos de seca na Terra. Curiosamente, o conhecido ciclo de manchas solares, de 11 anos, dura exatamente a metade do tempo durante o qual o Sol gradualmente inverte sua polaridade magnética.

A variação dos ventos solares, que sopram íons sobre a atmosfera da Terra, causa flutuações mais rápidas, mas muito menores no campo magnético terrestre. Os ventos de íons nessas regiões são produzidos pelas interações energéticas dos raios X e ultravioleta, vindos do Sol, com átomos da atmosfera. O movimento desses íons produz uma parte pequena, mas importante, do campo magnético terrestre. Como as camadas mais baixas de ar, a ionosfera é varrida violentamente por ventos. As variações desses ventos são responsáveis por aproximadamente todas as flutuações rápidas do campo magnético da Terra.”


 

 

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 Revista Semanal de Divulgação Espírita