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Crônicas e Artigos

Ano 4 - N° 184 - 14 de Novembro de 2010

LUIS ROBERTO SCHOLL 
robertoscholl@terra.com.br
Santo Ângelo, Rio Grande do Sul (Brasil)

 

O vício dourado e o vício
em farrapos


O ser humano – e, consequentemente, a sociedade em que vive – ainda se arrasta pelas fieiras dos vícios, das injustiças e das corrupções. Lamenta as desgraças que caem sobre a sua cabeça, sem perceber que elas são apenas o reflexo da própria conduta imprevidente, menosprezando, nas inúmeras reencarnações, as leis morais do Cristo.

Não há felicidade quando ainda predomina o egoísmo e o orgulho. Sem benevolência e cooperação não é possível a construção de uma sociedade justa e pacífica. Por orgulho, o homem ainda se acha superior a outro homem, querendo suplantá-lo a qualquer custo; por egoísmo procura fazer da riqueza o objetivo de vida, menosprezando a condição do próximo.

As portas da sociedade se abrem para o rico cheio de vícios e se fecham para o indivíduo carente de proteção e amparo. A pessoa ainda é medida pelo peso de seu ouro e não pelas virtudes que possui.

Na sociedade, quando o indivíduo é possuidor do vício dourado, representado pelos corruptos poderosos e pelos afortunados de má índole, o aplauso e a aceitação são costumes comuns, e seus nomes são manchetes nos jornais.

Se apresenta o vício em farrapos, aquele que não tem poder nem fortuna, é combatido e execrado como pária abominável. Por exemplo, para o afortunado, beber é um ato social e elegante; para o miserável se transforma em 'encher a cara', ou em ser alcoolista. O vício é o mesmo, as consequências também; é o tratamento dispensado que difere para um ou para outro.

É possível encontrar diferenças nos vícios quando praticados por pessoas de condições sociais diferentes?

O vício é sempre vício, independente de ser o dourado ou em andrajos e deve ser combatido pela sociedade de forma serena e equilibrada, procurando sempre aniquilar o mal e não o malfeitor.

O esclarecimento das consequências físicas, morais e espirituais das atitudes equivocadas é uma forma justa de reconduzir o indivíduo vicioso ao caminho do bem sem equívocos. Quando o ser humano despertar para a realidade de que a sua infelicidade é resultado direto de suas viciações e imperfeições, utilizará de todas as suas forças para eliminá-lo de seu mundo íntimo, contribuindo também para a erradicação do mal no seio da sociedade.

Em 1862, Adolpho, bispo de Argel, Espírito, emite importante alerta: “Pobre raça humana cujo egoísmo corrompeu todas as sendas, toma novamente a coragem, apesar de tudo. Em sua misericórdia infinita, Deus te envia poderoso remédio para os teus males, um inesperado socorro à tua miséria. Abre os olhos à luz: aqui estão as almas dos que já não vivem na Terra e que te vêm chamar ao cumprimento dos deveres reais. Eles te dirão, com a autoridade da experiência, quanto as vaidades e as grandezas de tua passageira existência são mesquinhas a par da eternidade. Dir-te-ão que, lá, o maior é aquele que haja sido o mais humilde entre os pequenos deste mundo, que aquele que mais amou os seus irmãos será também o mais amado no céu; que os poderosos da Terra, se abusaram de sua autoridade, ver-se-ão reduzidos a obedecer aos seus servos; que, finalmente, a humildade e a caridade, irmãs que andam sempre de mãos dadas, são os meios mais eficazes de se obter graças diante do eterno”. - KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 127. Rio de Janeiro: FEB, 2007. cap. VII. item 12.


 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita