WEB

BUSCA NO SITE

Edição Atual
Capa desta edição
Edições Anteriores
Adicionar
aos Favoritos
Defina como sua Página Inicial
Biblioteca Virtual
 
Biografias
 
Filmes
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English    
Mensagens na voz
de Chico Xavier
Programação da
TV Espírita on-line
Rádio Espírita
On-line
Jornal
O Imortal
Estudos
Espíritas
Vocabulário
Espírita
Efemérides
do Espiritismo
Esperanto
sem mestre
Divaldo Franco
Site oficial
Raul Teixeira
Site oficial
Conselho
Espírita
Internacional
Federação
Espírita
Brasileira
Federação
Espírita
do Paraná
Associação de
Magistrados
Espíritas
Associação
Médico-Espírita
do Brasil
Associação de
Psicólogos
Espíritas
Cruzada dos
Militares
Espíritas
Outros
Links de sites
Espíritas
Esclareça
suas dúvidas
Quem somos
Fale Conosco

 
Clássicos do Espiritismo
Ano 4 - N° 184 - 14 de Novembro de 2010
ANGÉLICA REIS
a_reis_imortal@yahoo.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)
 


Socialismo e Espiritismo

Léon Denis

(Parte 1)

Damos início à apresentação do estudo do clássico Socialismo e Espiritismo, de Léon Denis, com base na tradução de Wallace Leal V. Rodrigues, publicada pela Casa Editora O Clarim.

Questões preliminares

A. Que opinião tinha Karl Marx sobre o espiritualismo?

Marx considerava o espiritualismo uma irrealidade e o responsabilizava pelo apoio aos regimes reacionários e conservadores, ignorando a essência revolucionária do Cristianismo e não percebendo que os erros cometidos estavam na sua distorção e não na sua essência original. (Socialismo e Espiritismo, pág. 26.)

B. É certo afirmar que a questão social é, antes de tudo, uma questão moral?

Segundo Léon Denis, sim. Além de declarar enfaticamente essa opinião, Denis escreveu: “Nós subscrevemos voluntariamente as reivindicações legítimas da classe operária reclamando para o trabalhador a sua parte de influência e de bem-estar, seu direito aos benefícios industriais, e seu lugar ao Sol, porém reprovamos os meios violentos e revolucionários que seriam um perigo para a sociedade ocidental, depois de ter arruinado a sociedade russa”. (Obra citada, pág. 32.)

C. Nascer no seio dos humildes e da classe laboriosa é um bem ou um mal?

Sem dúvida, é um bem. O fato é destacado neste livro, em que Léon Denis fala sobre as vantagens que as reencarnações entre os humildes e a livre aceitação da lei do trabalho proporcionam a todas as pessoas. É que o trabalho é um preservativo soberano contra as armadilhas da paixão, uma espécie de banho moral, um sinônimo de alegria, de paz, de felicidade, quando é realizado com inteligência e obstinação. Na luta constante contra as necessidades, no esforço cotidiano para se sair do aperto das necessidades, pouco a pouco a vontade se afirma, o julgamento se consolida, as mais belas qualidades desabrocham. Eis por que as maiores almas que passaram pela Terra – o Cristo, Joana d’Arc e tantos outros nobres Espíritos – renasceram em condições obscuras, para servir de exemplo à Humanidade. (Obra citada, pp. 36 e 37.)

Texto para leitura  

1. Em seu prefácio, o saudoso confrade, jornalista e político Dr. Freitas Nobre lembra que Léon Denis, filho de operário, já aos 12 anos de idade trabalhava descolando folhas de cobre na Casa da Moeda de Bordeaux. Essa origem operária ajudou a marcar o sentido social de sua vida. Com raízes operárias e ele próprio trabalhando de dia para garantir os estudos de noite, pôde mais tarde dedicar-se ao movimento cooperativista e ao ensino a pessoas carentes. Não lhe foi, portanto, difícil compreender, conforme expõe nesta obra, que Socialismo e Espiritismo estão unidos por laços estreitos, visto que um oferece ao outro o que lhe falta. (Pág. 12)  

2. Freitas Nobre adverte, no entanto, que o conceito materialista da história não se conjuga com a doutrina espírita e, nesse aspecto, as posições são inconciliáveis. Marx, observa Freitas Nobre, considerava o espiritualismo uma irrealidade e o responsabilizava pelo apoio aos regimes reacionários e conservadores, ignorando a essência revolucionária do Cristianismo e não percebendo que os erros estavam na sua distorção e não na sua essência original. (Pág. 26) 

3. No capítulo de abertura do livro, Léon Denis diz que, antes de tudo, importa bem definir os termos que emprega. “Para nós – diz ele –, o Socialismo é o estudo, a pesquisa e a aplicação de leis e meios susceptíveis de melhorar a situação material, intelectual e moral da Humanidade.” E avisa: “Nessas condições são numerosas as nuanças, as variedades de opiniões, de sistemas, desde o Socialismo Cristão até o Comunismo, e todo o homem cuidadoso com a sorte de seus semelhantes pode se dizer socialista, quaisquer que sejam, aliás, suas predileções”. (Pág. 31)  

4. Depois de dizer com toda a clareza que a questão social é, acima de tudo, uma questão moral, Léon Denis afirma: “Nós subscrevemos voluntariamente as reivindicações legítimas da classe operária reclamando para o trabalhador a sua parte de influência e de bem-estar, seu direito aos benefícios industriais, e seu lugar ao Sol, porém reprovamos os meios violentos e revolucionários que seriam um perigo para a sociedade ocidental, depois de ter arruinado a sociedade russa”. (Pág. 32)   

5. Observa Denis que o que caracterizava atualmente o estado de espírito do Socialismo, à exceção de algumas raras unidades, era o conhecimento insuficiente e muito rudimentar das leis universais. Sem observação delas, toda obra humana está condenada por antecipação à impotência, à esterilidade, quando não culmina em desordem e caos. (Pág. 32)   

6. Depois da 1a Grande Guerra, ocorrida de 1914 a 1918, o nível intelectual e moral sensivelmente abaixou, as paixões se desencadearam, os apetites e a avidez se tornaram mais ásperos e mais ardentes. É que sua melhor parte de homens se foi. (Pág. 33)   

7. A grande lei da evolução, que rege todos os seres, deve servir também de base a toda a organização social. O essencial seria, pois, fazer conhecer ao homem, antes de mais nada, de onde ele vem, para onde ele vai, ou seja, qual a finalidade real da vida e a sua destinação. Somente então surgirá em toda a claridade, e em todas as consequências sociais, essa solidariedade que liga os seres em todos os graus de sua ascensão. (Pág. 34)   

8. Depois das doutrinas do passado, que não nos trouxeram senão a obscuridade, a incerteza, o Espiritismo projeta uma viva claridade sobre o caminho a percorrer e nos mostra a ordem, a justiça, a harmonia que reinam no Universo. Que o socialista se torne razoável e adote essa grande doutrina, essa ciência vasta e profunda, que esclarece todos os problemas e nos fornece provas experimentais da sobrevivência, e o Socialismo poderá tornar-se uma das alavancas que levará a Humanidade para destinos melhores. (Pág. 35)   

9. De origem operária, depois da Guerra de 1870 entre a França e a Alemanha, Léon Denis compreendeu que era preciso trabalhar com ardor para a educação do povo. Com este fim e o auxílio de alguns cidadãos devotados, ele havia fundado, em sua região, a “Liga do Ensino”, da qual se tornou secretário geral. Bibliotecas populares foram criadas e se iniciaram por toda a parte séries de conferências, fatos que ele menciona para mostrar que seu contato com as classes trabalhadoras vinha de muito tempo. (Pág. 36)   

10. Agora que a idade lhe branqueara os cabelos, Denis diz apreciar mais altamente as vantagens que as reencarnações entre os humildes e a livre aceitação da lei do trabalho proporcionam a todas as pessoas. É que o trabalho é um preservativo soberano contra as armadilhas da paixão, uma espécie de banho moral, um sinônimo de alegria, de paz, de felicidade, quando é realizado com inteligência e obstinação. (Págs. 36 e 37)   

11. Ele compreendia melhor por que a lei da evolução leva imensa maioria de seres a renascer no seio de classe laboriosa para aí desenvolver sadias energias, fortalecer o caráter, tornar o homem verdadeiramente digno deste nome. Na luta constante contra as necessidades, no esforço cotidiano para se sair do aperto das necessidades, pouco a pouco a vontade se afirma, o julgamento se consolida, as mais belas qualidades desabrocham. Eis por que as maiores almas que passaram pela Terra – o Cristo, Joana d’Arc e tantos outros nobres Espíritos – renasceram em condições obscuras, para servir de exemplo à Humanidade. (Pág. 37)   

12. Léon Denis diz que desde a infância, em meio às dificuldades que teve de vencer, foi sempre sustentado pelo “lado de lá”, ou seja, por seus guias espirituais, que no entanto só se revelaram mais tarde. Ele possuía então a faculdade mediúnica da psicografia e obtinha comunicações de forma bastante literária. Essa faculdade desapareceu depois, subitamente, quando se tornou conferencista. “Meus protetores do espaço – revela Denis – me explicaram que haviam adaptado seus recursos fluídicos às minhas facilidades oratórias, aos meios de improvisação como sendo mais eficazes para a difusão do Espiritismo.” (Págs. 37 e 38)  (Continua no próximo número.)



 


Voltar à página anterior


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita