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Crônicas e Artigos

Ano 4 - N° 170 - 8 de Agosto de 2010

LEDA MARIA FLABOREA
ledaflaborea@uol.com.br
São Paulo, SP (Brasil)
 

Liberdade segundo Jesus
 

“Estais, pois, firmes na liberdade com que o Cristo nos libertou e não vos submetais de novo ao jugo da escravidão.” -
Paulo *


Importante meditarmos vez por outra – o ideal seria estarmos sempre atentos – na liberdade que Jesus nos trouxe, libertando-nos das algemas da ignorância.

Por conta do falso entendimento que temos do verdadeiro significado dessa liberdade, companheiros incautos de jornada terrena colocam o Cristo como rebelde diante das leis vigentes em sua época. Muito pelo contrário, Ele, efetivamente, deu continuidade na lei, quando trouxe o abrandamento no lugar do endurecimento dos homens ao tempo de Moisés.

Na epístola aos Gálatas, o apóstolo Paulo fala em liberdade e que a liberdade que Jesus trouxe é a do entendimento das diretrizes estabelecidas por Deus, para a evolução do homem.

O Mestre foi claro: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” das algemas que ainda prendem o homem à materialidade, às ilusões fantasiosas, que geram angústias, medos, solidão, doenças ditas do homem moderno, mas que são de todas as épocas. Assim, quanto mais o homem mergulha na insensatez, no desequilíbrio, na insanidade, mais se angustia e sente medo, mais se isola – embora cercado de tantos – e se destrói.

O conhecimento da verdade – convite de Jesus – envolve a aquisição da liberdade que temos de fazer ou não fazer, de dizer ou não dizer, continuar lutando ou permanecendo na inércia, maldizer ou abençoar, compreender ou ser intolerante, responsabilizando-nos por cada escolha feita em pensamento, palavra ou ato. Essa a liberdade com Jesus que livra o homem das garras da ignorância, segundo o pensamento de Paulo.

Apesar de ainda não termos uma noção muito clara dessa conquista – e talvez por isso mesmo -, quase sempre caímos na armadilha de pensar que liberdade significa fazer o que se quer, na hora que se deseja, desrespeitando direitos alheios, referindo-nos, tão-somente, a situações comezinhas, do dia-a-dia, dentro do nosso lar, nos locais de trabalho, nas filas, no trânsito, por exemplo. Liberdade fantasiosa, transitória, que está sempre nos amarrando às nossas escolhas descabidas e insanas.

Esse conceito deturpado – expressão do sentimento egoico – tem o foco centralizado em caprichos incontroláveis, bem diferente da ideia de liberdade de quem, cumprindo seus deveres, encontra paz e alegria, sensações bem distantes das angústias, medos e solidão, que assombram o chamado homem moderno, características desses dias que correm.

Buscar a liberdade em Jesus é vivenciar seus ensinamentos. Não é apenas tê-lo ao nosso lado – dizemos muito que caminhamos com Ele – mas, sim, dentro de nós. É compreender o que significam as palavras de que “estaria conosco até o final dos séculos” até que aprendêssemos. Paciência e amor de um Mestre que deseja que seus aprendizes evoluam, que caminhem sozinhos, dando continuidade à tarefa que O trouxe ao planeta.

Somos milhões de seres que vivem sem perceberem, efetivamente, o que acontece ao redor de si. A natureza que o diga...! Experimento um pouco aqui, outro tanto acolá, buscando prazeres fortuitos, realizações passageiras, ilusórias, presos às algemas da indiferença, da intolerância nos mais diferentes setores da vida, da preguiça, sem nada realizarmos de verdadeiramente útil para nós e para a comunidade na qual estamos inseridos. Precisamos, sempre, que alguém ou algo nos desperte para a necessidade dessa busca real, perene.

Mas, apesar de toda essa dificuldade, se já temos algum conhecimento, podemos auxiliar esses irmãos, seja alertando-os, seja reerguendo-os, porque, antes de mais nada, estaremos vivenciando a liberdade com Jesus, colocando em prática o nosso direito de fazer ou não fazer, de dizer sim ou não, com responsabilidade e conscientes de que a cada um será dado segundo as obras que houver realizado. Como não basta passar receita de virtude e serviço – atitude comum em nós –, é importante que preparemos, com os recursos que possamos dispor, o entendimento do companheiro. Que tal começarmos pelo próprio exemplo?

 

Fonte de consulta:

* Gálatas, 5:1.

Emmanuel (Espírito). Palavras de Vida Eterna, [psicografia de] F.C. Xavier, 20ª ed., Comunhão Espírita Cristã Editora – UBERABA/MG – 1995 – Lição 24.



 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita