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Crônicas e Artigos
Ano 4 - N° 168 - 25 de Julho de 2010

PAULO HAYASHI JR.
paulo.hayashi@hotmail.com
Porto Alegre, Rio Grande do Sul (Brasil)
 

 A justiça divina e o
amor crístico

 

A vida é cheia de pontos difíceis de avaliação sobre certos ou errados, justiças ou injustiças, vantagens e desvantagens e muitas vezes as situações nos levam a lições duras, mas preciosas em ensinamentos de vida e de apreciação da complexidade e, ao mesmo tempo, da beleza e sapiência do Universo. Creio que o caso mais exemplar, dentre a história da Humanidade, é a lição do madeiro, e sua sonoridade continua a retumbar não apenas pela sua intensidade e violência, mas pela capacidade de servir como guia para os homens ainda tão carentes de respeito próprio e consciência sobre seu valor e papel. Assim, relembremos um pouco da questão da justiça do Universo e o amor crístico.  

Para Paulo de Tarso a justiça pode ser percebida neste trecho de Romanos (2, 6): “o justo juízo de Deus que retribuirá a cada um segundo as suas obras”. Ou ainda, “o que o homem tiver semeado, é isso que vai colher” (Gálatas 6, 7). Nada mais justo do que ser responsável pelas próprias ações e consequências e de ser punido ou recompensado por isso. Caso contrário, seríamos como crianças que aspiram à liberdade sem querer assumir as consequências do uso inadequado ou imprudente dela. Não teríamos amadurecimentos assim.  

Todavia, lendo as passagens de Cristo na bíblia, percebe-se que os ensinamentos dele ultrapassam a relação causa-efeito, fogo-fumaça, semeadura-colheita, ação e reação. Ele não veio punir os culpados, exigir retratação dos pecadores, endurecer para os ímpios, vingar os injustiçados. Ele não veio cobrar em prol da férrea balança cármica, mas ajudar, apesar das causas, curando os doentes, perdoando os que erraram, consolando os caídos, esclarecendo os duvidosos. Ou seja, o amor crístico busca o estímulo para a superação das fraquezas e impurezas, servindo como verdadeiro catalisador dos homens, pois é necessário vivência e transformação, estudo e trabalho para seguir seu caminho. Não há loteria espiritual, nem a invalidação da lei da causa e efeito. Pelo contrário, é crescimento do Homem por meio dela. É a aprendizagem, mesmo que haja tombos e quedas, pois “a nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda” – Confúcio.

É preciso perceber que, se houve semeaduras ruins no passado, a colheita de dor não é eterna. Tal como aluno que falha na lição e recebe as consequências indesejadas, o mestre não se esquece de perdoar e oferecer novas oportunidades de aprendizagem e crescimento interno. A vida é uma grande escola.  

Por isso, o amor crístico é um caminho de afirmação da imortalidade do Homem, apesar da mortalidade na carne. Um caminho de afirmação do Reino espiritual, apesar dos apegos e caprichos das paixões e desejos materiais. Um caminho de afirmação da perfectibilidade humana, apesar dos erros e imperfeições existentes. Um caminho de afirmação da bondade e justiça do Pai, apesar dos tombos dos homens. 

Portanto, procuremos sempre o caminho do amor crístico, pois a lição do madeiro precisa ser revivida em cada um de nós e que nos transforma, pelo nosso esforço próprio e a nossa crença no auxílio superior, em seres cada vez mais puros e fortes. Busquemos, também, a cooperação afetuosa com os semelhantes, sem atiçar os defeitos ou relembrar os antigos vícios e erros alheios, pois é necessário colocar o bem supremo de aproximação e assemelhamento com Deus como prioridade nas atividades do homem. E, se ainda fica difícil tal postura, relembremos ainda da humilde lição de Cristo diante de Maria Madalena, pois a única pessoa que podia atirar a famosa pedra, ao invés de fazer isso, estendeu as mãos e a palavra amiga como um irmão que abraça e protege outro. Nada mais justo, nada mais amoroso do que reparar os nossos erros com acertos nos corações.


 


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 Revista Semanal de Divulgação Espírita