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Estudando as obras de Kardec
Ano 4 - N° 166 – 11 de Julho de 2010

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
aoofilho@oconsolador.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)
 

A Revue Spirite de 1866

Allan Kardec 

(Parte 9)
 

Continuamos a apresentar o estudo da Revue Spirite correspondente ao ano de 1866. O texto condensado do volume citado será aqui apresentado em 16 partes, com base na tradução de Júlio Abreu Filho publicada pela EDICEL.

Questões preliminares

A. Que é que Kardec disse acerca da necessidade de propagação da doutrina espírita?

Ele entendia que se deviam investir recursos na propagação da doutrina espírita, porque onde as ideias espíritas penetram os abusos caem e o progresso se realiza. “É necessário – disse ele – empenhar-se, pois, em as espalhar: aí está a coisa possível e prática, a verdadeira alavanca, alavanca irresistível quando se tiver adquirido a força suficiente pelo desenvolvimento completo dos princípios e pelo número dos aderentes sérios.” “Mil adeptos ganhos para a causa e espalhados em mil lugares diversos apressarão mais a marcha do progresso do que um edifício.” (Revue Spirite de 1866, pp. 201 e 202.)

B. Kardec era favorável à fundação de obras de beneficência coletiva?

Sim. Ele as encorajava, afirmando que elas têm vantagens incontestáveis. “Nós as conhecemos em Paris, nas Províncias e no Estrangeiro”, revelou Kardec. “Lá, membros dedicados vão a domicílio inquirir dos sofrimentos e levar o que às vezes vale mais do que os socorros materiais: as consolações e o encorajamento. Honra a eles, porque bem merecem do Espiritismo! Que cada grupo assim haja em sua esfera de atividade e todos juntos realizarão maior soma de bens do que uma caixa central quatro vezes mais rica.” (Obra citada, pp. 203 e 204.)  

C. A que conclusão chegou o governo francês a respeito das causas da loucura?

Segundo relatório dirigido ao Imperador pelo ministro da Agricultura, Comércio e Trabalhos Públicos, sobre o estado de alienação mental na França, publicado no Moniteur de 16/4/1866, ficaram desmentidas formalmente as acusações lançadas pelos adversários do Espiritismo, que eles acusavam de ser causa preponderante da loucura. A Revue transcreveu os números, que indicam que 60% dos casos eram atribuídos a causas físicas e que, entre os 40% atribuídos a causas morais, os pesares domésticos constituíam cerca de um quarto das ocorrências. Ao comentar a notícia, Kardec lembrou que, entre as causas morais minuciosamente relatadas pelo ministro, o Espiritismo não figurava nominalmente nem por alusão, o que constituía a mais peremptória resposta que se podia dar aos que acusavam o Espiritismo de ser a causa preponderante da loucura. (Obra citada, pp. 204 a 211.)  

Texto para leitura 

104. Vêm a seguir os que aceitam a ideia como filosofia, porque isso lhes satisfaz à visão, mas cuja fibra moral não é suficientemente tocada para compreender as obrigações que a doutrina impõe aos que a assimilam. O homem velho ainda ali está presente, e a reforma de si mesmo lhes parece tarefa muito pesada, embora entre eles possam encontrar-se propagadores e zelosos defensores. (Pág. 198.)

105. Depois há as pessoas levianas, para quem o Espiritismo está todo nas manifestações. Extasiam-se ante o fenômeno, mas ficam frias ante uma consequência moral. (Págs. 198 e 199.)

106. Há, enfim, o número muito grande de espíritas mais ou menos sérios, que não puderam colocar-se acima dos preconceitos e do que dirão, retidos pelo medo do ridículo; aqueles que considerações pessoais ou de família, e interesses por vezes respeitáveis, de certo modo forçam a manter-se afastados. Não se pode querer muito deles, porque é preciso uma força de caráter, que não é dada a todos, para enfrentar a opinião em certos casos. (Pág. 199.)

107. O Espiritismo, advertiu Kardec, não tem o privilégio de transformar subitamente a Humanidade e, se a gente pode admirar-se de uma coisa, é do número de reformas que ele já operou em tão pouco tempo. Por que isso se dá? É que enquanto há indivíduos onde ele encontra o terreno preparado, noutros ele só penetra gota a gota, conforme a resistência que encontra no caráter e nos hábitos arraigados. (Pág. 199.)

108. Uma observação interessante é a da proporção dos adeptos segundo as categorias mencionadas. Diz o codificador do Espiritismo que naquele momento (meados de 1866) havia apenas 10% de espíritas completos, de coração e devotamento, 25% de espíritas incompletos, que buscavam mais o lado científico que o lado moral e 30% de espíritas levianos, somente interessados nos fatos materiais. Os demais seriam espíritas não confessos ou que se ocultam. (Pág. 200.)

109. Relativamente à posição social, dividindo-se as categorias em duas classes – ricos e trabalhadores –, o quadro seria este: em 100 espíritas da primeira categoria, haveria 5 ricos e 95 trabalhadores; na 2a categoria, 70 ricos para 30 trabalhadores; na 3a categoria, 80 ricos para 20 trabalhadores; na 4a, 99 ricos para 1 trabalhador. Sem dizer como esses números foram obtidos, Kardec explica que a diferença na proporção entre os que são ricos e os que não o são decorre do fato de que os aflitos acham no Espiritismo uma imensa consolação, que os ajuda a suportar o fardo das misérias da vida. “Assim”, diz Kardec, “não é surpreendente que, gozando mais benefício, o apreciem mais e o tomem mais a sério do que os felizes do mundo.” (Pág. 200.)

110. O que disse sobre a criação de uma caixa geral e de socorro, Kardec estendeu à ideia de se fundarem estabelecimentos hospitalares e outros, cuja manutenção exigiria pessoal capaz e suficiente e recursos financeiros vultosos, muito acima das possibilidades dos espíritas de seu tempo. Sua ideia muito clara era que se deviam investir recursos na propagação da doutrina espírita, porque onde as ideias espíritas penetram os abusos caem e o progresso se realiza. “É necessário”, diz ele, “empenhar-se, pois, em as espalhar: aí está a coisa possível e prática, a verdadeira alavanca, alavanca irresistível quando se tiver adquirido a força suficiente pelo desenvolvimento completo dos princípios e pelo número dos aderentes sérios.” (Pág. 201.)

111. Kardec indaga, então: “Por que, então, gastar energias em esforços supérfluos, em vez de as concentrar num ponto acessível e que seguramente deve conduzir ao objetivo?”  “Mil adeptos ganhos para a causa e espalhados em mil lugares diversos apressarão mais a marcha do progresso do que um edifício.” (Págs. 201 e 202.)

112. Considerando que um projeto de formação de uma caixa de socorro entre os espíritas de uma mesma localidade seria coisa viável – ou menos quimérica –, Kardec adverte que o Espiritismo não forma nem deve formar classe distinta, pois se dirige a todos, e por seu princípio deve estender a caridade indistintamente, sem inquirir da crença, porque todos os homens são irmãos. (Págs. 202 e 203.)

113. O codificador, encorajando as obras de beneficência coletiva, afirma que essas têm vantagens incontestáveis e, longe de as censurar, as incentivava. “Nós as conhecemos em Paris, nas Províncias e no Estrangeiro”, revelou Kardec. “Lá, membros dedicados vão a domicílio inquirir dos sofrimentos e levar o que às vezes vale mais do que os socorros materiais: as consolações e o encorajamento. Honra a eles, porque bem merecem do Espiritismo! Que cada grupo assim haja em sua esfera de atividade e todos juntos realizarão maior soma de bens do que uma caixa central quatro vezes mais rica.” (Págs. 203 e 204.)

114. Relatório dirigido ao Imperador pelo ministro da Agricultura, Comércio e Trabalhos Públicos, sobre o estado de alienação mental na França, publicado no Moniteur de 16/4/1866, desmentiu formalmente as acusações lançadas pelos adversários do Espiritismo, que eles acusavam de ser causa preponderante da loucura. A Revue transcreve os números, que indicam que 60% dos casos eram atribuídos a causas físicas. Entre os 40% atribuídos a causas morais, os pesares domésticos constituíam cerca de um quarto das ocorrências. (Págs. 204 a 210.)

115. Comentando a notícia, Kardec lembra que, entre as causas morais minuciosamente relatadas pelo ministro, o Espiritismo não figurava nominalmente, nem por alusão, o que constituía a mais peremptória resposta que se podia dar aos que acusam o Espiritismo de ser a causa preponderante da loucura. (Págs. 210 e 211.)

116. A Revue noticia o falecimento do literato e poeta Joseph Méry, morto em Paris aos 67 anos e meio de idade, em junho último. O Sr. Méry não era adepto do Espiritismo, mas espírita por intuição, porque, além de acreditar nos princípios da doutrina, afirmava com toda a convicção ter vivido em Roma ao tempo de Augusto, na Alemanha e nas Índias.(Págs. 211 a 214.) (Continua no próximo número.)

 


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 Revista Semanal de Divulgação Espírita