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Brasil
Ano 4 - N° 163 – 20 de Junho de 2010

ANGÉLICA REIS
a_reis_imortal@yahoo.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)
 

 

O que Barbara Ivanova nos revelou 20 anos atrás

Na última quinta-feira, dia 17 de junho, fez 20 anos que a famosa parapsicóloga e sensitiva russa, autora do livro “O Cálice Dourado”, esteve em Londrina e falou aos espíritas da cidade
 

Proferida em português fluente, a conferência realizada por Barbara Ivanova (foto) no dia 17 de junho de 1990 constituiu um momento marcante para todos os que se reuniram no Cine Teatro Ouro Verde para ouvi-la. 

Barbara Ivanova nasceu em Moscou, capital da Rússia, em 25 de março de 1917, mesmo ano em que eclodiu a Revolução bolchevique que, 

algum tempo depois, fundaria a União Soviética. Professora de línguas, falava fluentemente seis idiomas.

   

Foi em 1971 que iniciou suas atividades em torno das curas psíquicas, mas seu interesse pelo assunto que constituía a parte principal de sua existência vinha de mais longe – desde 1958. “Tínhamos um Laboratório oficial de Bioinformação, que funcionou de 1965 a 1975, quando foi fechado pelo governo”, revelou a sensitiva. “Bioenergo-estimulação, eis o nome que dávamos ao Laboratório e às pesquisas.” No livro “O Cálice Dourado”, publicado em 1986 nos Estados Unidos, ela relata como tudo começou.  

Adepta da filosofia disseminada na ex-União Soviética pela Agni Yoga, ou Yoga do Fogo, em que se destacam as obras de Helena Roerich, é impressionante a semelhança entre o pensamento de

Barbara e o que ensina o Espiritismo. Ouvi-la é como se ouvíssemos uma palestrante espírita. A Agni Yoga constitui-se basicamente de obras psicografadas. “As psicografias – disse Ivanova – são ditadas por Espíritos superiores.” Aliás, disse ela que as obras mediúnicas não devem ser apenas lidas, mas também meditadas. 

A psicografia é uma forma de psicocinesia de informação 

A conferência foi aberta com uma frase de efeito: chegou a hora de a Humanidade elevar-se. “A busca da espiritualidade, eis o caminho a seguir.” 

Como as curas realizadas em massa já eram conhecidas há bom tempo, especialmente na América Latina, foi por aí a primeira linha do trabalho realizado por Ivanova e seus companheiros no Laboratório de Bioinformação. Seu propósito era pesquisar a interação entre os seres vivos, as curas por meio da imposição das mãos, as curas a distância, o nível das auras etc.

A segunda linha do trabalho foi a clarividência, chamada então de informação intuitiva, ou percepção extrassensorial, um fato não explicável que mais tarde receberia a sanção oficial da Parapsicologia. “Os animais fogem de vulcões antes da erupção, as ratazanas fogem dos navios que vão afundar. Como eles sabem?” 

Em seguida, o Laboratório pesquisou a psicocinesia informativa. “O pêndulo é utilizado na URSS nas atividades de geologia. Segurando-o numa das mãos, ele se move respondendo ao que lhe é proposto”, disse Barbara, explicando em seguida que, em verdade, a energia parapsicológica não tem limite, mas a prática revela coisas curiosas. “Usando copos ou pêndulos – não importa –, se as perguntas são bobas, idiotas ou de baixo nível, isso apresenta perigo, pois quem responde são entidades baixas, à espera de uma nova encarnação, ou Espíritos brincalhões, desses que provocam os fenômenos de poltergeist.” A psicografia é para ela uma forma de psicocinesia de informação, que tem de ser, porém, segundo afirmou, “do nível de Chico Xavier”. 

O objetivo da reencarnação é tornar as pessoas perfeitas 

Outro assunto tratado na conferência foi a reencarnação, tema que é o mais importante para Barbara, que já realizou experiências no campo de regressão de memória e admitiu publicamente ter vivido no Brasil, no interior da Bahia, na pele de um humilde seringueiro, numa de suas últimas encarnações em nosso globo. 

Com referência à reencarnação, ela mencionou casos de crianças que se recordam de vidas passadas, os quais sugerem a existência de uma memória extracerebral, objeto de estudo de vários pesquisadores de renome mundial, como o indiano Banerjee e o americano Ian Stevenson.  

A reencarnação está ligada, segundo Barbara, à lei de causa e efeito, ou lei do carma, como ela prefere dizer. “Os dilúvios, terremotos e vulcões são a resposta da Terra aos nossos males.” Segundo ela, ninguém tem o direito de interferir no carma das pessoas. “As dificuldades da vida devem ser abençoadas, porque com elas crescemos”, acrescentou a palestrante. “O objetivo das encarnações é tornar as pessoas perfeitas.” 

No final da conferência, Ivanova respondeu a 19 perguntas formuladas pelo público presente. Dois pontos merecem destaque em suas respostas. Primeiro, a origem do seu trabalho na área das curas. Disse então que as coisas aconteceram como por acaso. “Mas o acaso não existe”, acrescentou. “A ideia do cálice dourado veio-me à mente durante um sonho. Passei a curar daí por diante.” O outro ponto a destacar é a ênfase que Ivanova dá às consequências morais que decorrem de todos os fenômenos. “É preciso tirar desses fenômenos as consequências que possam elevar as criaturas”, acrescentou a conferencista.  

Os dilúvios e terremotos são a resposta aos nossos males

Posteriormente à conferência, Barbara Ivanova concedeu uma entrevista coletiva numa sala do Hotel Bourbon. Uma das perguntas versou sobre o tema reencarnação. Alguém lhe perguntou quais eram os métodos em que ela se baseava para dizer que a reencarnação está cientificamente comprovada. Em sua resposta, disse ela que toda a comunidade científica sabe; referia-se certamente aos seus colegas russos. Explicou, então, que os métodos científicos adotados para comprovar a reencarnação são, entre outros, a comunicação com os Espíritos por meio da mediunidade, a regressão de memória e a chamada memória extracerebral.

O jornal O Imortal de julho de 1990 publicou uma extensa reportagem sobre a presença de Barbara Ivanova em Londrina, da qual extraímos algumas frases muito interessantes ditas pela sensitiva russa, adiante reproduzidas:

“A dor é sinal de alarme para a doença. A cura não pode ser local, mas integral; deve ser capaz de reajustar o indivíduo.”

“A pessoa é responsável por tudo o que faça ou pense.”

“Não se fazem trabalhos de desobsessão na União Soviética, mas eles são muito importantes.”

“Os Espíritos superiores são puros de coração; eles são os nossos mestres.”

“Na desobsessão, não se deve mandar o Espírito embora, mas educá-lo.”

“A ciência da Terra só aceita o que pode ser repetido; mas a alma e os seus efeitos não se sujeitam a isso.”

“A civilização terrena é muito superficial e atrasada.”

“Os dilúvios, terremotos e vulcões são a resposta da Terra aos nossos males.”

“O carma, assim como o destino, é como um túnel, mas dentro do túnel podemos andar, correr, ficar parados etc.”

“Não há nenhuma dúvida: existe vida além da Terra.”

“O próximo milênio nos traz muita esperança, mas, se a Humanidade não se espiritualizar, será o fim.”



 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita