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Clássicos do Espiritismo
Ano 3 - N° 132 - 8 de Novembro de 2009

ANGÉLICA REIS
a_reis_imortal@yahoo.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)
 
 

A Evolução Anímica

  Gabriel Delanne

 (Parte 11)

Damos continuidade nesta edição ao estudo do clássico A Evolução Anímica, que será aqui estudado em 17 partes. A fonte do estudo é a 8ª edição do livro, baseada em tradução de Manoel Quintão publicada pela Federação Espírita Brasileira.

Questões preliminares

A. O que vem a ser recordar?

Para entender o que é recordar, basta lembrar as fases por que passa a sensação para que haja a percepção. Recordar é restituir-lhe as duas condições indispensáveis à percepção: intensidade e duração. Quando voluntariamente concentramos o pensamento numa coisa que desejamos recordar, enviamos na sua direção uma série de influxos que objetivam dar ao movimento perispiritual o mesmo período vibratório que ele tinha no momento em que fora registrado, isto é, percebido. Quando queremos reaver uma lembrança precisa, o Espírito emprega outros meios, servindo-se daquilo que Ribot chamou de “ponto de referência”. Os pontos de referência permitem simplificar o mecanismo da localização no passado, pois, quando frequentemente utilizados, a localização torna-se automática, tal como se dá com o hábito. (A Evolução Anímica, pp. 145 a 148.) 

B. Há muitos meios eficazes para se provocar o sonambulismo?

Sim. Numerosos são esses meios. Um dos processos mais usados pelos hipnotistas é o de Braid, que consiste na fixação do olhar num objeto qualquer, brilhante ou não, que se vai aproximando dos olhos, de modo a determinar uma convergência forçada e fatigante dos globos oculares. Pode-se hipnotizar também produzindo um ruído monótono e prolongado, ou violento e subitâneo. Igualmente um jato de luz, a compressão de uma parte do corpo, como o vértex – o ápice do crânio ou o alto da cabeça – nos histéricos, a constrição dos polegares e os passes magnéticos são outros meios de hipnotização. Emprega-se por fim a sugestão, que consiste em cerrar as pálpebras do paciente e ordenar-lhe imperativa e reiteradamente que durma, para que o efeito se produza. (Obra citada, pp. 167 e 168.)  

C. O que se dá com a alma no estado de exaltação ou excitação?

A exaltação da sensibilidade corresponde a uma espécie de desprendimento da alma. O perispírito fica menos tolhido pelo corpo, os liames habituais momentaneamente se afrouxam. Levada essa ação até ao desdobramento, os sentidos adquirem uma acuidade extrema, visto que a sensação não mais se exerce pelos órgãos dos sentidos. Eis por que um surdo poderá ouvir perfeitamente e um cego enxergar até mesmo no escuro. A célebre Estela, estudada pelo Dr. Despine, de Aix, era impotente e paralítica, mas, sonambulizada, podia correr e saltar com agilidade. (Obra citada, pp. 168 e 169.)

Texto para leitura 

111. O verdadeiro tipo da memória orgânica deve ser procurado no grupo de fatos que Hartley denominou “ações automáticas secundárias”, em oposição aos atos automáticos inatos. De modo geral, pode-se dizer que os membros e órgãos sensoriais do adulto não funcionam tão facilmente, senão à custa de movimentos adquiridos e coordenados, que constituem, para cada parte do corpo, sua memória especial, o capital acumulado de que vive e mediante o qual age. A essa mesma ordem pertencem os grupos de movimentos de feição artificial, que constituem o aprendizado de um ofício manual, jogos de destreza, exercícios ginásticos etc. (Pág. 138) 

112. No registro da sensação reside, pois, o fenômeno da memória. Durante a incorporação, toda a manifestação intelectual exige, imperiosamente, o concurso do corpo, a integridade absoluta da substância cerebral, de sorte que as mínimas desordens do cérebro paralisam completamente as manifestações da alma. (Pág. 141)  

113. Essa concomitância não nos deve surpreender porque, se o Espírito atua sobre a matéria por meio da força vital, qualquer destruição de matéria nervosa subtrai, passageira ou definitivamente, uma parte correspondente da força vital ligada a essa parte, e o perispírito, que conserva o movimento, não mais pode agir, à falta do seu agente de transmissão. Mais tarde, se a força vital for ainda eficiente para reconstituir os tecidos, a função se restabelecerá. Delanne relaciona, em seguida, oito exemplos demonstrativos da perda da memória devida à ocorrência de lesões cerebrais nos pacientes, e diz que esses exemplos o levaram à suposição de que os estados sucessivos de consciência devem ter por fulcro uma zona particular do cérebro, correspondente a uma região definida do perispírito. (Págs. 141 a 145)  

114. Para entender o que vem a ser recordar, basta lembrarmos as fases por que passa a sensação para que haja a percepção. Recordar é restituir-lhe as duas condições indispensáveis à percepção: intensidade e duração. Quando voluntariamente concentramos o pensamento numa coisa que desejamos recordar, enviamos na sua direção uma série de influxos que objetivam dar ao movimento perispiritual o mesmo período vibratório que ele tinha no momento em que fora registrado, isto é, percebido. Quando queremos reaver uma lembrança precisa, o Espírito emprega outros meios, servindo-se daquilo que Ribot chamou de “ponto de referência”. Os pontos de referência permitem simplificar o mecanismo da localização no passado, pois, quando frequentemente utilizados, a localização torna-se automática, tal como se dá com o hábito. (Págs. 145 a 148)  

115. Toda a ação sensorial que não tem o mínimo de durabilidade não desperta a consciência, mas se grava no perispírito, e será possível encontrar-lhe vestígios mediante uns tantos processos. Se o Espírito estiver grandemente preocupado com assuntos absorventes, com trabalhos mentais muito abstratos, ou sob a impressão de um desgosto profundo, deixa de existir a consciência das sensações exteriores, mas nem por isso o cérebro deixará de reter a impressão e apossar-se da modificação sobrevinda. (Pág. 151)  

116. A memória é uma condição quase indispensável à personalidade, pois é ela que liga o estado atual aos estados anteriores. É a memória que constitui a identidade. A memória pode ser, no entanto, alterada pelas enfermidades. A razão não é difícil de entender. No estado normal, cada indivíduo tem uma tonicidade nervosa peculiar, mediante a qual se lhe registram na consciência as sensações, com um mínimo de intensidade e duração. Atingido subitamente por um ataque epiléptico, esse homem tem modificadas as condições de funcionamento normal do sistema nervoso, de sorte a se modificarem, concomitantemente, a força vital e as vibrações perispirituais correspondentes. As sensações inscrevem-se no perispírito, a alma as percebe, mas de outra maneira que não a normal, de modo que, voltando a si, o paciente não tem noção do que sucedeu durante a crise. (Págs. 152 a 156)  

117. Enquanto dormimos, nossa alma mantém-se em incessante atividade, mas as sensações internas são extremamente fracas. Desde que recomece o estado de vigília, as imagens que não tiverem um mínimo de intensidade passam ao inconsciente e o sonho é esquecido.  (Pág. 156)  

118. Há casos em que, ao contrário do que se dá nos estados mórbidos, as percepções se amplificam: é o que ocorre nos estados intermédios a que se deu o nome de dupla personalidade. Delanne refere, a propósito, alguns casos, como o de Félida, que começou na puberdade a apresentar sintomas de histeria, e o da srta. R.L., descrito pelo Dr. Dufay na “Revue Scientifique” de 5-7-1876. Os fenômenos relatados, em que os pacientes ampliam suas percepções quando em crise, são em tudo semelhantes aos que se observam no sonambulismo espontâneo ou provocado. Como se sabe, é fato já comprovado que o sonâmbulo pode, em transe, lembrar-se de episódios passados e de conversas havidas nos transes anteriores, perdendo a noção de tudo logo que desperta. (Págs. 157 a 166)  

119. Numerosos são os meios eficazes para provocar o sonambulismo. Um dos processos mais usados pelos hipnotistas é o de Braid, que consiste na fixação do olhar num objeto qualquer, brilhante ou não, que se vai aproximando dos olhos, de modo a determinar uma convergência forçada e fatigante dos globos oculares. Pode-se hipnotizar também produzindo um ruído monótono e prolongado, ou violento e subitâneo. Igualmente um jato de luz, a compressão de uma parte do corpo, como o vértex – o ápice do crânio ou o alto da cabeça – nos histéricos, a constrição dos polegares e os passes magnéticos são outros meios de hipnotização. Emprega-se por fim a sugestão, que consiste em cerrar as pálpebras do paciente e ordenar-lhe imperativa e reiteradamente que durma, para que o efeito se produza. (Págs. 167 e 168)  

120. Entre os excitantes mentais, o melhor é a vontade, utilizada na sugestão verbal. Os irritantes químicos são o éter ou o clorofórmio, que, produzindo anestesia, muitas vezes ensejam o sonambulismo. Os irritantes físicos são o ruído fraco e prolongado, ou brusco e estridente, a luz viva projetada de súbito, as correntes elétricas demoradas e fracas, o ímã, as chapas metálicas de Burcq. Todos esses processos resultam na modificação da força nervosa, engendrando uma espécie de eretismo – estado de exaltação ou excitação – que tem por consequência a mudança das relações normais da sensação e, portanto, a do estado vibratório do perispírito. Ocorrendo essa mudança, temos o sonambulismo, que se manterá enquanto atuar a ação perturbadora. (Pág. 168)

121. A exaltação da sensibilidade corresponde a uma espécie de desprendimento da alma. O perispírito fica menos tolhido pelo corpo, os liames habituais momentaneamente se afrouxam. Levada essa ação até ao desdobramento, os sentidos adquirem uma acuidade extrema, visto que a sensação não mais se exerce pelos órgãos dos sentidos. Eis por que um surdo poderá ouvir perfeitamente e um cego enxergar até mesmo no escuro. A célebre Estela, estudada pelo Dr. Despine, de Aix, era impotente e paralítica, mas, sonambulizada, podia correr e saltar com agilidade. (Pág. 169)  (Continua no próximo número.)


 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita