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Crônicas e Artigos
Ano 3 - N° 130 – 25 de Outubro de 2009

ROGÉRIO COELHO
rcoelho47@yahoo.com.br
Muriaé, Minas Gerais (Brasil)
 

As ideias espíritas

As ideias espíritas vêm ratificar as palavras de Jesus e retificar tudo
aquilo que o homem acrescentou indevidamente às ideias cristãs


"Penhor de ordem e tranquilidade, as ideias espíritas, pela sua influência, tornam melhores os homens uns para com os outros, menos ávidos das coisas materiais e mais resignados..." (Allan Kardec)

Explica o ínclito Mestre Lionês (1): "Fora presumir demais da natureza humana supor que ela possa transformar-se de súbito, por efeito das ideias espíritas. A ação que estas exercem não é certamente idêntica, nem do mesmo grau, em todos os que as professam. Mas o resultado dessa ação, qualquer que seja, ainda que extremamente fraco, representa sempre uma melhora. Será, quando menos, o de dar a prova da existência de um mundo extracorpóreo, o que implica a negação das doutrinas materialistas. Isto deriva da só observação dos fatos, porém, para os que compreendam o Espiritismo filosófico e nele vêm outra coisa que não somente fenômenos mais ou menos curiosos, diversos são os seus efeitos: 

O primeiro e mais geral consiste em desenvolver o sentimento religioso até naquele que, sem ser materialista, olha com absoluta indiferença para as questões espirituais. Daí lhe advém o desprezo pela morte. Não dizemos o desejo de morrer; longe disso, porquanto o espírita defenderá sua vida como qualquer outro, mas uma indiferença que o leva a aceitar, sem queixa, nem pesar, uma morte inevitável, como coisa mais de alegrar do que de temer, pela certeza que tem no estado que se lhe segue. 

O segundo efeito, quase tão geral quanto o primeiro, é a resignação nas vicissitudes da vida. O Espiritismo dá a ver as coisas de tão alto que, perdendo a vida terrena três quartas partes da sua importância, o homem não se aflige tanto com as tribulações que a acompanham. Daí, mais coragem nas aflições, mais moderação nos desejos; daí, também, o banimento da ideia de abreviar os dias da existência. Por isso que a ciência Espírita ensina que, pelo suicídio, sempre se perde o que se queria ganhar.    

A certeza de um futuro, que temos a faculdade de tornar feliz, a possibilidade de estabelecermos relações com os entes que nos são caros oferecem ao espírita suprema consolação. O horizonte se lhe dilata ao infinito, graças ao espetáculo a que assiste da vida de além-túmulo, cujas misteriosas profundezas lhe é dado sondar. 

O terceiro efeito é o de estimular no homem a indulgência para com os defeitos alheios. Todavia, cumpre dizê-lo, o princípio egoísta e tudo que dele decorre são o que há de mais tenaz no homem e, por conseguinte, de mais difícil de desarraigar. Toda gente faz voluntariamente sacrifícios, contanto que nada custem e de nada privem. Para a maioria dos homens, o dinheiro tem ainda irresistível atrativo e bem poucos compreendem a palavra ‘supérfluo’, quando de sua pessoa se trata. Por isso mesmo, a abnegação da personalidade constitui sinal de grandíssimo progresso. 

Perguntam algumas pessoas: Ensinam os Espíritos qualquer moral nova, qualquer coisa superior ao que disse o Cristo? Se a moral deles não é senão a do Evangelho, de que serve o Espiritismo? Este raciocínio se assemelha notavelmente ao do califa Omar, com relação à biblioteca de Alexandria: "Se ela não contém, dizia ele, mais do que está no Alcorão, é inútil. Logo, deve ser destruída. Se contém coisa diversa, é nociva. Logo, também deve ser queimada". 

Não, o Espiritismo não traz moral diferente da de Jesus. Mas, perguntamos, por nossa vez: Antes que viesse o Cristo, não tinham os homens a lei dada por Deus a Moisés? A Doutrina do Cristo não se acha contida no Decálogo? Dir-se-á, por isso, que a moral de Jesus era inútil?! Perguntaremos, ainda, aos que negam utilidade à moral espírita: Por que tão pouco praticada é a do Cristo? E por que, exatamente os que com justiça lhe proclamam a sublimidade, são os primeiros a violar-lhe o preceito capital: o da caridade universal? Os Espíritos vêm não só confirmá-la, mas também mostrar-nos a sua utilidade prática. Tornam inteligíveis e patentes verdades que haviam sido ensinadas sob a forma alegórica. E, justamente com a moral, trazem-nos a definição dos mais abstratos problemas de psicologia. 

“Jesus veio mostrar aos homens o caminho do verdadeiro bem”. 

As ideias espíritas vêm ratificar as palavras de Jesus e retificar tudo aquilo que, por egoísmo e interesses subalternos o homem acrescentou às ideias cristãs.  Espiritismo é o Cristianismo redivivo, puro e cristalino tal qual Jesus lecionou.


 

Referências:

(1)  KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 88. ed. Rio: FEB, 2006, Conclusão, tomos VII e VIII.                                               
       
  




 


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