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Raul Teixeira responde
Ano 3 - N° 130 - 25 de Outubro de 2009

  
 

– Como deve ser a administração de uma casa espírita?

Raul Teixeira: Será importante pensar que a administração de uma casa espírita precisa de braços e inteligências para fazer o que a Doutrina Espírita propõe. Claro que estamos no mundo e precisamos acatar suas leis. Daí vem a necessidade, por exemplo, de formar  uma diretoria. Essa diretoria existirá somente para fazer face às exigências sociedade, para registrar a instituição e para movimentar a documentação que envolve o funcionamento de uma instituição, ou de uma obra social. Fora isso, todos deveremos ser trabalhadores do bem, sempre e cada vez mais operosos, dedicados, incansáveis, no sentido de fazer a vida pulsar sob a inspiração de Jesus Cristo, nas trilhas estabelecidas pela Codificação Kardequiana.

Não existe, por parte do mundo espiritual, nenhuma consideração especial por quem seja presidente, secretário, diretor, conselheiro, etc. Os Benfeitores do nosso Movimento Espírita saberão valorizar os indivíduos ou as comunidades pela soma de bem que realizem, pela orientação feliz que distribuam, pelas sementes de renovação que deixem plantadas nas almas. Por isso, caberia à diretoria de um centro espírita ser eleita por aclamação, quando se reuniriam os companheiros que estão na linha de trabalho do centro, que são dedicados e ativos na obra, estudiosos e respeitáveis, pessoas responsáveis, a fim de decidir sobre os destinos da instituição.

Quando faltasse um tempo para vencer um mandato, essa reunião de servidores serviria para que, todos juntos, estudassem sobre quem estaria em melhores condições de assumir a direção formal do centro para o próximo período. Tal gesto propiciaria que o processo eletivo transcorresse de modo mais fraternal, mais saudável, tanto intelectual quanto emocionalmente. Evitaríamos, nos centros espíritas as ditas (malditas?) campanhas, chapas ou slogans, tornando-se o processo uma lamentável cópia dos processos da política mundana, essa mesma que tanto condenamos, em virtude dos meios utilizados para se alcançar os objetivos. Candidatos que ficam indispostos com outros, porque sua plataforma é diferente, em verdade são lobos travestidos de ovelhas, ansiosos por fazer carreira política no Movimento Espírita. Com certeza, não seria essa a proposta de Jesus Cristo. Seria muito importante se nos reuníssemos para saber quem é que tem possibilidades, agora, para estar à frente da nossa casa espírita, ou da nossa obra social Quem quer que seja indicado pelo grupo, merecerá as atenções e cuidados, a cooperação e o respeito de todos os demais lidadores da instituição.

Há companheiros que só trabalham no centro espírita se pertencerem à diretoria ou se tiverem uma função destacada na obra. Quando deixam de pertencer às diretorias, afastam -se, aborrecidos,  porque não foram reeleitos, ou porque perderam a posição que ocupavam. Então vejamos: a que patrão desejam servir? A que senhor querem atender? Jesus deixou muito, claro através do Seu Evangelho, que aquele que desejar ser o maior no reino dos céus tem que ser, no mundo,  o servidor de todos. Temos que criar a mentalidade de que a diretoria de uma instituição espírita existe para atender aos requisitos do mundo. Mas, que  entre nós, quem desejar, de fato, ser o maior dentre todos, seja, então, o servidor de todos. Tornando-se o trabalho do bem o nosso maior galardão, que consigamos eliminar essa busca excitada por cargos nas instituições, conscientes de que o mais significativo é que procuremos dar conta dos encargos, que representam grande honraria para quem a eles se dedicam, não nos importando se são encargos espirituais sublimes ou se são serviços miúdos, simples, mas que conferem intensa alegria e grande harmonia ao coração.

 

Extraído de entrevista realizada na sede da  SEF - Sociedade Espírita Fraternidade e publicada no jornal Correio Espírita em março de 2007.
 



 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita