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Estudando as obras de Kardec
Ano 3 - N° 119 – 9 de Agosto de 2009

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
aoofilho@oconsolador.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)
 

A Revue Spirite de 1864

Allan Kardec 

(8a Parte)

Damos prosseguimento nesta edição ao estudo da Revue Spirite correspondente ao ano de 1864. O texto condensado do volume citado será aqui apresentado em 26 partes, com base na tradução de Júlio Abreu Filho publicada pela EDICEL.

Questões preliminares

A. A que velocidade tem marchado o progresso do globo terrestre?

Segundo mensagem recebida em Paris, o progresso do mundo marchava, àquela época, a grande velocidade, no tocante aos aspectos físicos, materiais e inteligentes. O progresso moral, porém, era bem mais lento.  (Revue Spirite de 1864, pp. 114 a 116.) 

B. A transformação moral das criaturas humanas é algo que preocupa os Espíritos?

Sim. O papel dos instrutores espirituais vai além da simples instrução científica. Seu dever é duplo e eles desejam, sobretudo, que cultivemos os valores morais. “Ao lado dos estudos da ciência, eles vos farão, e já fazem desde agora, trabalhar o vosso próprio eu.” (Obra citada, pp. 116 e 117.)  

C. Existe afinidade entre o ideal maçônico e o Espiritismo?

Três comunicações publicadas pela Revue acerca das relações entre o Espiritismo e a franco-maçonaria afirmam que sim. Numa delas, Guttemberg lembra que todo maçom iniciado é levado a crer na imortalidade da alma e no Divino Arquiteto e a ser benfeitor, devotado, sociável, digno e humilde. Ali se pratica a igualdade na mais larga escala, havendo, pois, nessas sociedades uma afinidade evidente com o Espiritismo. Asseverando que muitos maçons são espíritas e trabalham muito na propaganda desta crença, Guttemberg prevê que no futuro o estudo espírita entrará como complemento nos estudos abertos nas lojas. (Obra citada, pp. 121 e 122.) 

Texto para leitura

90. A Revue registra a constituição de duas novas sociedades espíritas: o Círculo Espírita, Amor e Caridade, de Anvers, e a Sociedade Marselhesa dos Estudos Espíritas, de Marselha. Ambas fizeram constar de seu regulamento que se colocavam sob o patrocínio da Sociedade Espírita de Paris. “Essas adesões – diz Kardec –, dadas espontaneamente, testemunham os princípios que prevalecem entre os espíritas, e a Sociedade de Paris não pode deixar de sensibilizar-se com estes sinais de simpatia, que provam a séria intenção de marchar sob a mesma bandeira.” (PP. 112 a 114)

91. Uma comunicação espontânea recebida em Paris acerca da progressão do globo terrestre refere que o progresso do mundo marcha a grande velocidade, no tocante aos aspectos físicos, materiais e inteligentes. O progresso moral, contudo, foi mais lento. (PP. 114 a 116)

92. O Espiritismo, afirma o instrutor espiritual, vem acelerar o progresso, desvendando à humanidade os seus destinos, e sua força pode ser aquilatada pelo número de adeptos e a facilidade com que é compreendido. “Ele vai conduzir a uma transformação moral ativa e, pela multiplicidade das comunicações mediúnicas, o coração e o espírito de todos os encarnados serão trabalhados pelos Espíritos amigos e instrutores”, acentua a mensagem. (P. 116)

93. Concluindo, o instrutor assevera que os Espíritos, porém, não se limitam à instrução científica: “seu dever é duplo e eles devem, sobretudo, cultivar a vossa moral”. “Ao lado dos estudos da ciência, eles vos farão, e já fazem desde agora, trabalhar o vosso próprio eu.” (P. 117)

94. O Espírito de Guttemberg, o pai da imprensa, escreve sobre sua invenção, que ele chama de revolução mãe. “Vós o vedes; até o pobre Guttemberg, a arquitetura é a escrita universal”, assinala o comunicante, ressaltando o valor da imprensa que, como o Sol, há de fecundar o mundo com seus raios benéficos. (PP. 117 a 119)

95. Afirmando que a imprensa emancipou a humanidade, Guttemberg prevê que a eletricidade a fará livre e destronará a própria imprensa que ele inventou, para pôr nas mãos dos homens um poder de outro modo temível. (P. 119)

96. No mesmo sentido, e falando sobre a arquitetura e a imprensa, comunicou-se na Sociedade Espírita de Paris o Espírito de Robert de Luzarches, que foi na Terra construtor de castelos, torreões e catedrais. (PP. 120 e 121)

97. A Revue transcreve, logo na sequência, três comunicações que comentam as relações entre o Espiritismo e a franco-maçonaria. Na primeira delas, Guttemberg lembra que todo maçom iniciado é levado a crer na imortalidade da alma e no Divino Arquiteto e a ser benfeitor, devotado, sociável, digno e humilde. Ali se pratica a igualdade na mais larga escala, havendo, pois, nessas sociedades uma afinidade evidente com o Espiritismo. Asseverando que muitos maçons são espíritas e trabalham muito na propaganda desta crença, Guttemberg prevê que no futuro o estudo espírita entrará como complemento nos estudos abertos nas lojas. (PP. 121 e 122)

98. Na segunda mensagem, Jacques de Molé afirma que as instituições maçônicas foram para a sociedade um encaminhamento à felicidade. Numa época em que toda ideia liberal era considerada crime, os homens precisavam de uma força que, submissa às leis, fosse emancipada por suas crenças, suas instituições e a unidade de seu ensino. “Nessa época - diz Molé - a religião ainda era, não mãe consoladora, mas força despótica que, pela voz de seus ministros, ordenava, feria, fazia tudo curvar-se à sua vontade; era um assunto de pavor para quem quisesse, como livre pensador, agir e dar aos homens sofredores alguma coragem e ao infeliz algum consolo moral.” (P. 123)

99. Concluindo, Jacques de Molé profetiza: “O Espiritismo fez progressos, mas, no dia em que tiver dado a mão à franco-maçonaria, todas as dificuldades estarão vencidas, todo obstáculo retirado, a verdade estará esclarecida e o maior progresso moral será realizado e terá transposto os primeiros degraus do trono, onde em breve deverá reinar”. (P. 124)

100. Na terceira mensagem, o Espírito de Vaucanson, que se designa ainda franco-maçom, observa que Guttemberg foi contemporâneo do monge que inventou a pólvora - invenção essa que transformou a velha arte das batalhas -, enquanto a imprensa trouxe uma nova alavanca à expressão das ideias, emancipando as massas e permitindo o desenvolvimento intelectual dos indivíduos. (P. 124)

101. A franco-maçonaria, contra a qual tanto gritaram, contra a qual a Igreja romana não teve anátemas em quantidade suficiente, e que nem por isso deixou de sobreviver, abriu de par em par as portas de seus templos ao culto emancipador da ideia. “Em seu seio - afirma Vaucanson - todas as questões mais sérias foram levantadas e, antes que o Espiritismo tivesse aparecido, os veneráveis e os grão-mestres sabiam e professavam que a alma é imortal e que os mundos visível e invisível se intercomunicam.” (P. 125) (Continua no próximo número.)


 


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 Revista Semanal de Divulgação Espírita