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Crônicas e Artigos
Ano 3 - N° 116 – 19 de Julho de 2009

ROGÉRIO COELHO
rcoelho47@yahoo.com.br
Muriaé, Minas Gerais (Brasil)


Bolsões de dores e escarcéus

O mundo terrestre está assinalado por
incontáveis zonas expiatórias

“E serão lançados nas trevas exteriores onde haverá choro e ranger de dentes” – Jesus (Mateus, 8:12).


A Doutrina Espírita é a grande mediadora da Luz do Mais Alto que nos leva à compreensão das mais variadas situações, ensejando-nos estabelecer a conexão entre os “ditos” do Senhor com os dolorosos e cruentos acontecimentos hodiernos...

Exemplifiquemos: Vemos hoje a confirmação das palavras de Jesus quando disse (1) que era necessário vir o escândalo, mas aquele que lhe servisse de intermediário teria alto preço a pagar, ao observarmos a triste sina desses responsáveis por pretéritos descalabros, pagando-os com dividendos de acerbos tormentos em sufocantes bolsões de dores e escarcéus. Tais bolsões espocam em vários pontos da Terra, e hoje, mais dolorosa e ostensivamente, no Oriente Médio. 

O Espírito Camilo ensina (2): “(...) O mundo terrestre está assinalado por incontáveis dessas zonas expiatórias que são, por seu turno, regiões de reequilíbrio de prodigioso contingente de filhos de Deus que, durante muito tempo ainda estarão tentando atear fogo aos campos da Humanidade inteira, ou estarão envolvidos em processos de barbarismos contra seu semelhante, batendo no peito como donos da razão e senhores da verdade. Deus, contudo, aguarda que na grande fogueira por eles mesmos montada, queimem-se, ainda que morosamente, os fluidos pestilenciais que vão dando margem ao aparecimento de fluidos salutares. 

“Para os olhos do homem comum, há povos ou etnias no mundo que jamais se acertam; grupos sociais que são, historicamente, belicosos, odientos, odiados, negativos... Entanto, vale saber que já não são, obrigatoriamente, os mesmos Espíritos reencarnados no pretérito os que persistem nos gravames atuais; e que, nessas localidades, temos as reportadas regiões de reequilíbrio para onde indivíduos das mais diversas procedências terrenas são conduzidos para que renasçam ali, considerando o estado da alma, os níveis de tormento, de ódio arraigado ou de beligerância a esvurmar do próprio íntimo. Assim, aprenderão a buscar a saúde interna, o equilíbrio da mente, cansando-se da loucura de ações irracionais, dos derramamentos de sangue, da sanha da destruição degenerativa, desistindo, por fim, de tanto pranto derramado pelos pretensos inimigos, que não passam de irmãos seus, e, por si mesmos, começarão a sensibilizar-se com as propostas de paz... 

“Porque somos imortais, o Criador vai-nos concedendo tempo devido para que todos nos possamos conscientizar do compromisso de avançar pela senda do progresso, que nos trouxe à Terra, verificando, com assiduidade, como andam nossos impulsos perniciosos, bem como nossos movimentos para Deus, nosso teotropismo. 

“Importantíssimo será envidar os melhores esforços, a fim de que, além de não estarmos situados nessas zonas expiatórias, evitemos tomar parte nesses bolsões de dores com as palavras e ações lorpas ou devassas, tiranas ou irascíveis, com as quais quase sempre a pessoa contribui para o desequilíbrio geral, a partir do seu desarranjo particular. 

“Quantos são os indivíduos que se especializaram em mentir cinicamente, vida afora?! Ninguém mente com cinismo se não for para prejudicar ou enganar a terceiros. Quantos os que se qualificam vastamente nas técnicas de usurpar, de roubar, com o sorriso de quem se julga superior aos usurpados? E ninguém o faz se não nutre velhaca rapina no âmago do ser, desejoso de crescer no mundo material ainda que sobre os escombros dos que lhes abrem portas da confiança.  Quantos se esmeram em pautar o cotidiano pela agressividade, pela violência, quer seja no lar quer seja no local de trabalho ou no circuito da vida social, escondendo a própria fraqueza com o desrespeito ou desconsideração a terceiros?  E ninguém age dessa forma se não guarda em si horrenda covardia, não encontrando espaço mental para a rogativa de desculpa nem para o indispensável tratamento. 

“Regiões de reequilíbrio, via expiação, há muitas pelo mundo. Resta-nos saber se não nos estaremos candidatando a renascer em seus núcleos, diante da distância ou da omissão que mantenhamos em relação ao amor e ao bem. 

“(...) Desde os velhos textos do profeta Isaías (3), podemos encontrar referências ao respeito que se deve manter aos Estatutos Celestes, ali apresentados na simbologia pertinente aos escritos bíblicos. Nos mesmos escritos do profeta, há indicações de sofrimentos para todos quantos se tiverem voltado contra os referidos Estatutos. A forma é curiosa e enseja-nos interpretar, com o aclaramento que nos é conferido pela Doutrina Espírita, a fim de extrair entendimento compatível com os ensinos do Cristo postos ao alcance do nosso discernimento. 

“(...) Há que se aproveitar a presente oportunidade reencarnatória, na Terra que se transforma em aprazível moradia sideral, a fim de cooperarmos com o Cristo que tanto investe nas possibilidades de progresso do Seu rebanho, e para que nos tornemos agentes do amor e semeadores da paz, nossa coroa sublimada, nosso refúgio de luz”.

 

Referências:

(1)  Mateus, 18:7.

(2)  TEIXEIRA, J. Raul. A Carta Magna da Paz. Niterói: FRÁTER, 2000, cap. 2.

(3)  Is. 66:23 e 24.                



 


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