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Crônicas e Artigos
Ano 3 - N° 111 - 14 de Junho de 2009

MILTON  R. MEDRAN MOREIRA 
medran@via-rs.net
Porto Alegre, Rio Grande do Sul (Brasil)
 

A transcomunicação
permite sonhar

 

Sonia Rinaldi é uma paulistana muito corajosa. Há mais de 20 anos resolveu mergulhar fundo no estudo, na pesquisa e na experimentação desse fenômeno chamado transcomunicação instrumental. Para quem não sabe, trata-se do recurso que permite a comunicação entre encarnados e desencarnados por meio de aparelhos eletrônicos.

 

Para Sonia e seus colaboradores do Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental, esse assunto, segundo consta de recente entrevista publicada na revista eletrônica Nova E, “nada tem a ver com religião, apesar de falar em vida após a morte”. Tanto assim que ela está otimista com uma oportunidade acadêmica agora surgida. Sonia vai defender, a partir deste ano, uma tese de mestrado na PUC (Pontifícia Universidade Católica), de São Paulo, cujo objetivo é, simplesmente, comprovar que, após a morte do corpo físico, a consciência sobrevive. O que por muitos é aprisionado no compartimento do mistério e  da fé, para ela é campo aberto à investigação e provável comprovação.

 

Na entrevista, disse que esse trabalho acadêmico será, na verdade, uma “megatese multidisciplinar”, com a participação de engenheiros, físicos e matemáticos, todos com título de doutorado. E que a eles, e não à autora da tese, caberá avaliar, dentro dos parâmetros requeridos pela ciência, que o fenômeno é real.

 

É mais uma tentativa de deixar cabalmente provado esse fenômeno da comunicabilidade entre encarnados e desencarnados, que muitos homens de ciência insistem em relegar simplesmente ao terreno da crença, quando, na verdade, já possuímos respeitável aporte de recursos capazes de demonstrar, com razoável nível de comprobabilidade, ser apenas um fato natural.

 

Bem, deixemos que as coisas corram. Oxalá Sonia consiga êxito. Por enquanto, fico aqui a conjecturar sobre o quanto se hão de alterar os conceitos vigentes sobre a vida e sobre a morte no dia em que, melhor desenvolvidos e postos a serviço de todos, forem massivamente utilizados esses recursos. 

 

Nessa reflexão, convido os leitores a fazerem uma digressão sobre o que, por exemplo, significava a viagem de um filho que fosse estudar ou viver na Europa, por exemplo, 50 ou 100 anos atrás, e o que isso significa hoje. Naquele tempo em que uma ligação telefônica era dispendiosa e poucos podiam valer-se dela, em que uma carta levava dias ou muitas semanas para chegar, em que, quando precisávamos nos comunicar com urgência, enviávamos um telegrama, pagando por palavra, naquele tempo, um filho que fosse para um outro continente, na prática, ficava quase incomunicável com a gente.

 

Agora, que estamos todos conectados por redes mundiais de computadores, a ausência física de um ente querido é muito mais suportável, porque suprível, em qualquer momento, por meios de comunicação que nos põem em contato imediato uns com os outros, pela palavra escrita ou falada e até com a interface da imagem projetada numa tela a poucos centímetros de nossos olhos. Por mais que sintamos a falta do ente querido em nosso ambiente doméstico, essa proximidade eletrônica, real e instantânea, nos dá a permanente sensação da proximidade. É quase um contato físico.

 

Com a morte ocorre algo semelhante. Por mais que creiamos ou que tenhamos fundamentos racionais capazes de confortar o princípio filosófico da sobrevivência do espírito além da vida material, a separação e a não possibilidade da comunicação com aqueles que se foram sempre é algo profundamente penoso. As concepções espíritas amenizam um pouco isso, na medida em que encontramos forma de manter com eles algum contato, seja pela conexão mental, seja pelos meios comumente denominados mediúnicos. Que o digam as centenas ou milhares de mães que receberam inequívocas mensagens enviadas por filhos desencarnados, na vastíssima obra, por exemplo, de um Francisco Cândido Xavier ou de outros médiuns que se dedicaram a essa consoladora tarefa.

 

Mais não preciso dizer sobre as conjecturas que faço acerca da verdadeira derrubada de muros, no terreno da comunicação encarnado/desencarnado, que poderá representar, no futuro, o domínio mais pleno dessa área de pesquisa e experimentação, chamada transcomunicação instrumental.

 

O dia – e isso, hoje, é uma hipótese nada desprezível a partir dos esforços e das experiências já catalogadas – em que pudermos, em nossa casa, ligar o computador e, ali, captarmos, em tempo real, a voz e a imagem de um ente querido que vive em outra dimensão, a morte já não será o que é hoje. E, com certeza, o mundo não será o mesmo.

 

Os avanços trazidos pela eletrônica em tão poucos anos revolucionaram todos os setores da vida. Agora, já podemos sonhar sejam capazes de revolucionar também os mais arraigados conceitos sobre a morte, permitindo seja ela compreendida como um episódio, não mais que um episódio, no grandioso fenômeno da verdadeira vida: a do Espírito imortal.


 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita