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Estudando as obras de Kardec
Ano 3 - N° 107 – 17 de Maio de 2009

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
aoofilho@oconsolador.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)
 

A Revue Spirite de 1863

Allan Kardec 

(Parte 12)

Continuamos a apresentar o estudo da Revue Spirite correspondente ao ano de 1863. O texto condensado do volume citado será aqui apresentado em 16 partes, com base na tradução de Júlio Abreu Filho publicada pela EDICEL.

Questões preliminares

A. Como se encontrava o espírito religioso quando do advento do Espiritismo?

Segundo F. Herrenschneider, que escrevera sobre a necessidade de união entre a Filosofia e o Espiritismo, quando surgiu o Espiritismo o espírito religioso estava perdido, sobretudo entre as classes letradas e inteligentes, porque o sarcasmo voltairiano tinha tirado o prestígio do Cristianismo e o progresso das ciências lhes havia feito reconhecer as contradições existentes entre os dogmas e as leis naturais. Foi então que, de repente, os mortos vieram lembrar que nossa vida presente tem um dia seguinte, que nossos atos têm suas consequências, senão nesta, infalivelmente na vida futura. (Revue Spirite de 1863, pp. 261 e 262.)   

B. Que causa leva a sociedade a mergulhar no materialismo egoísta?

Quando a sociedade humana não tem outro objetivo senão a prosperidade material e o prazer dos sentidos, ela mergulha no materialismo egoísta, renuncia a todos os esforços que não conduzem a uma vantagem palpável, só estima os que têm posses e apenas respeita o poder que se impõe. Tal é a causa geradora do materialismo e contra isso, disse F. Herrenschneider, a Filosofia é impotente. (Obra citada, pág. 262.) 

C. Qual é a diferença entre expiação e prova?

A expiação - diz o Codificador - implica necessariamente a ideia de um castigo mais ou menos penoso, resultado de uma falta cometida. A prova não tem relação com falta anterior, mas implica sempre um estado de inferioridade real ou presumível do Espírito, porque quem chegou ao ponto culminante a que aspira não necessita mais de provas. Kardec diz ainda que em certos casos a prova se confunde com a expiação, ou seja, a expiação pode servir de prova e a prova servir de expiação. E cita o exemplo do aluno que se apresenta para receber  a graduação, submetendo-se a uma prova. Se falhar, terá de recomeçar o trabalho, por vezes penoso, cuja carga é uma espécie de punição da negligência no primeiro. A segunda prova é, portanto, além de prova, uma expiação. Kardec esclarece, por fim, que é um erro pensar que o caráter essencial da expiação seja o de ser imposta, pois o próprio Espírito pode solicitá-la. (Obra citada, pp. 268 a 274.) 

Texto para leitura

112. A Revue  relata o curioso fato que se deu com o Sr. Cardon, médico, falecido em setembro de 1862, que Kardec iria inserir mais tarde no livro “O Céu e o Inferno” (Segunda Parte, cap. III). (PP. 251 a 255)

113. Três mensagens dadas pelo Espírito de Jean Reynaud, recentemente falecido em Paris, são reproduzidas na Revue, antes de comporem o livro “O Céu e o Inferno” (Segunda Parte, cap. II), publicado em 1865. (PP. 255 a 258)

114. O Espírito de Samuel Hahnemann escreve sobre a medicina homeopática, motivado pela presença à sessão de um médico homeopata estrangeiro que lhe pediu opinasse sobre o estado atual da ciência. Na mensagem, Hahnemann lamenta a negligência dos colegas terrenos que, desconhecendo as leis primordiais do Organon, exageram as doses e não dão à trituração dos medicamentos os cuidados que ele indicara. “Nenhum remédio é indiferente, nenhum medicamento é inofensivo - diz Hahnemann -; quando o diagnóstico mal observado o faz dar fora de propósito, ele devolve os germes da moléstia que era chamado a combater.” (PP. 258 e 259)

115. O Sr. T. Jaubert, vice-presidente do tribunal civil de Carcassone, diz numa carta dirigida à Sociedade Espírita de Paris -- em que agradece sua admissão entre os membros honorários da Sociedade -- que acredita na imortalidade da alma e na comunicação dos mortos com os vivos, tanto quanto crê no sol. “Amo o Espiritismo como a mais legítima afirmação da lei de Deus: a lei do progresso”, acrescentou Jaubert. (PP. 259 e 260)

116. Um artigo escrito por F. Herrenschneider, sobre a união da Filosofia e do Espiritismo, abre o número de setembro. Trata-se da introdução a um trabalho que o autor se propôs a fazer sobre a necessidade da aliança entre uma e outro, do qual extraímos estes pontos: I) Há dez ou doze anos que o Espiritismo se revelou na França; comunicações incessantes dos Espíritos provocaram em todas as camadas da sociedade um movimento religioso benéfico, que importa encorajar e desenvolver. II) O espírito religioso estava perdido, sobretudo entre as classes letradas e inteligentes, porque o sarcasmo voltairiano tinha tirado o prestígio do Cristianismo e o progresso das ciências lhes havia feito reconhecer as contradições existentes entre os dogmas e as leis naturais. III) O desenvolvimento das riquezas e as invenções maravilhosas, associadas à incredulidade e à indiferença, protestavam contra a renúncia ao mundo, dando ensejo à paixão pelo bem-estar, pelo prazer, pelo luxo e pela ambição. IV) Foi então que, de repente, os mortos vieram lembrar que nossa vida presente tem um dia seguinte, que nossos atos têm suas consequências, senão nesta, infalivelmente na vida futura. (PP. 261 e 262)

117. Na sequência, o Sr. Herrenschneider afirma que a renovação dessas relações com os mortos é e continuará sendo um acontecimento prodigioso, que terá como consequência a regeneração tão necessária da sociedade moderna. É que, quando a sociedade humana não tem outro objetivo senão a prosperidade material e o prazer dos sentidos, mergulha no materialismo egoísta, renuncia a todos os esforços que não conduzem a uma vantagem palpável, só estima os que têm posses e apenas respeita o poder que se impõe. Contra semelhante disposição moral, a Filosofia é impotente. (P. 262)

118. O autor desenvolve então toda uma tese, para  concluir que a união do Espiritismo com a Filosofia lhe parece de alta necessidade para a felicidade humana e para o progresso moral, intelectual e religioso da sociedade moderna, porque não mais estamos no tempo onde se podia afastar a ciência humana e preferir, a ela, a fé cega. (PP. 263 a 268)

119. Kardec esclarece dúvida apresentada por confrades de Moulins a respeito da diferença entre expiação e prova. A expiação - diz o Codificador - implica necessariamente a ideia de um castigo mais ou menos penoso, resultado de uma falta cometida. A prova não tem relação com falta anterior, mas implica sempre um estado de inferioridade real ou presumível do Espírito, porque quem chegou ao ponto culminante a que aspira não necessita mais de provas. (PP. 268 a 271)

120. Kardec diz ainda que em certos casos a prova se confunde com a expiação, ou seja, a expiação pode servir de prova e a prova servir de expiação. E cita o exemplo do aluno que se apresenta para receber  a graduação, submetendo-se a uma prova. Se falhar, terá de recomeçar o trabalho, por vezes penoso, cuja carga é uma espécie de punição da negligência no primeiro. A segunda prova é, portanto, além de prova, uma expiação. Kardec esclarece, por fim, que é um erro pensar que o caráter essencial da expiação seja o de ser imposta, pois o próprio Espírito pode solicitá-la. (PP. 271 a 274)

121. A Revue  apresenta a segunda carta aberta dirigida por Kardec ao padre Marouzeau, na qual o Codificador  diz que as previsões feitas pelo reverendo não se cumpriram, apesar dos ataques, dos sermões, das excomunhões e das brochuras que o clero lançou e continuava a lançar contra a doutrina espírita, eivados todos eles das mais grosseiras injúrias, calúnias e ultrajes pessoais. Reafirmando que a doutrina espírita não é criação sua, mas obra dos Espíritos, Kardec encerra a carta dizendo: “Senhor padre, eu vos dou o prazo de dez anos para ver o que então pensais da doutrina”. (PP. 274 a 278) (Continua no próximo número.)

 


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