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Estudando a série André Luiz
Ano 3 - N° 107 – 17 de Maio de 2009

MARCELO BORELA DE OLIVEIRA
mbo_imortal@yahoo.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)  
 

Libertação

André Luiz

(Parte 18)

Damos continuidade ao estudo da obra Libertação, de André Luiz, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier e publicada em 1949 pela Federação Espírita Brasileira.

Questões preliminares

A. Como o instrutor Gúbio definiu a força fluídica exteriorizada pelo vidente?

R.: Primeiro, ele explicou que aquela força não era patrimônio de privilegiados, mas propriedade vulgar de todas as cria­turas; entretanto, somente a entendem e utilizam aqueles que a exercitam através de acuradas meditações. Tratava-se do "spiritus subtilissimus" de Newton, do "fluido magnético" de Mesmer e da "emanação ódica" de Reichenbach. "No fundo, é a energia plástica da mente que a acumula em si mesma, tomando-a ao fluido universal em que todas as correntes da vida se banham e se refazem, nos mais diversos meios da natureza", acentuou Gúbio. Cada ser vivo é um transformador dessa força, segundo o potencial receptivo e irradiante que lhe diz respeito. (Libertação, cap. XI, pp. 144 e 145.) 

B. Que é imprescindível na prática espírita?

R.: Na prática espírita é imprescindível, na visão do instrutor Gúbio, que o clima da prece, da renúncia edificante, do espírito de serviço e fé renovadora, por meio de padrões morais nobilitantes, constitua a nota fundamental das atividades, a fim de que nos encontremos, realmente, num serviço de elevação para o Supremo Pai. (Obra citada, cap. XI, pp. 145 a 147.)  

C. Por que a prece e a prática do bem são importantes?

R.: A razão disso é fácil de entender. Segundo palavras de Gúbio, a prece sentida aumenta o potencial radiante da mente, dilatando-lhe as energias e enobrecendo-as, enquanto a renúncia e a bondade educam a todos os que se lhes acercam da fonte. Não basta, assim, exteriorizar a força mental de que todos somos dotados e mobilizá-la. É indispensável, antes de tudo, imprimir-lhe direção divina. (Obra citada, cap. XI, pp. 147 e 148.) 

Texto para leitura

74. O fenômeno mediúnico - Visivelmente satisfeito com o acordo fi­nanceiro, colocou-se o vidente em profunda concentração e André notou o fluxo de energias que emanavam dele, através de todos os poros, par­ticularmente da boca, das narinas, dos ouvidos e dos peitos. Aquela força, semelhante a vapor fino e sutil, parecia povoar o ambiente acanhado, e as individualidades de ordem primária ou retardadas, que o coadjuvavam em suas incursões no plano espiritual, sorviam-na a longos haustos, sustentando-se dela, quanto se nutre o homem comum de proteí­nas, carboidratos e vitaminas. Gúbio informou que aquela força não era patrimônio de privilegiados, mas propriedade vulgar de todas as cria­turas; entretanto, somente a entendem e utilizam aqueles que a exerci­tam através de acuradas meditações. Trata-se do "spiritus subtilissi­mus" de Newton, do "fluido magnético" de Mesmer e da "emanação ódica" de Reichenbach. "No fundo, é a energia plástica da mente que a acumula em si mesma, tomando-a ao fluido universal em que todas as correntes da vida se banham e se refazem, nos mais diversos meios da natureza", acentuou Gúbio. Cada ser vivo é um transformador dessa força, segundo o potencial receptivo e irradiante que lhe diz respeito. Nasce o ho­mem, e renasce centenas de vezes, para aprender a usá-la, desenvolvê-la, enriquecê-la, sublimá-la, engrandecê-la e divinizá-la. A maioria das vezes, contudo, a criatura foge à luta que interpreta por sofri­mento e aflição, quando é inestimável recurso de auto-aprimoramento, adiando a própria santificação, caminho único de nossa aproximação de Deus. Ali não se via qualquer sinal de sublimação de ordem moral. O médium sintonizava-se com as emissões vibratórias das entidades que o cercavam e podia ouvir-lhes os pareceres e registrar-lhes as considerações. Mas isso só não basta. É imperativo o esforço de sublimação para todos quantos se consagram ao intercâmbio mediúnico, porque, se a virtude é transmissível, os males são epidêmicos. (Cap. XI, pp. 144 e 145)

75. Mediunidade não pode ser comércio - O médium, desligado do corpo físico, pôs-se a ouvir, em seguida, exatamente a argumentação do Espí­rito mais inteligente, cuja cooperação Saldanha requisitara. "Volte, meu amigo -- disse ele ao médium desdobrado --, e diga ao esposo de nossa irmã doente que o caso orgânico é simples. Bastar-lhe-á o socor­ro médico". "Não é uma obsidiada vulgar?" -- inquiriu o médium, algo hesitante. A entidade respondeu-lhe: "Não, não, isto não! Esclareça o problema. O enigma é de medicina comum. Sistema nervoso em frangalhos. Essa senhora é candidata aos choques da casa de saúde. Nada mais". O médium ainda indagou se não seria lícito tentar algo em favor da en­ferma, mas a entidade, rindo-se numa tranquilidade de pasmar, replicou dizendo que cada criatura tem o seu próprio destino e que nada poderia ser feito. André percebeu que assistiam ali a uma autêntica manifestação espírita, em que uma individualidade encarnada recebia os parece­res de outra, ausente do envoltório carnal. Gúbio confirmou a sua impressão e aproveitou o ensejo para dizer que não podemos endossar um Espiritismo "dogmático e intolerante". É imprescindível -- disse ele -- que "o clima da prece, da renúncia edificante, do espírito de ser­viço e fé renovadora, através de padrões morais nobilitantes, consti­tua a nota fundamental de nossas atividades no psiquismo transforma­dor, a fim de que nos encontremos, realmente, num serviço de elevação para o Supremo Pai". Aquele médium, de possibilidades tão ricas e ex­tensas, pelo simples fato de ter reduzido suas faculdades a um mero comércio, não acordava impressões construtivas naqueles que o busca­vam. Poderia ser um cooperador valioso em certas circunstâncias, mas não era o trabalhador ideal, capaz de atrair o interesse dos grandes benfeitores da Vida Superior, que não se animariam a comprometer gran­des instruções por intermédio de servidores, embora bem intencionados, que não vacilam em vender as essências divinas em troca de dinheiro. (Cap. XI, pp. 145 a 147)

76. Espiritismo com Jesus - O caminho da oração e do sacrifício é, as­sim, indispensável a quantos se propõem dignificar a vida, continuou Gúbio. "A prece sentida aumenta o potencial radiante da mente, dila­tando-lhe as energias e enobrecendo-as, enquanto a renúncia e a bon­dade educam a todos os que se lhes acercam da fonte, enraizada no Sumo Bem", ensinou o Instrutor. Não basta, portanto, exteriorizar a força mental de que todos somos dotados e mobilizá-la. É indispensável, an­tes de tudo, imprimir-lhe direção divina. "É por esta razão que pug­namos pelo Espiritismo com Jesus, única fórmula de não nos perdermos em ruinosa aventura", finalizou Gúbio. Em seguida, o vidente abriu os olhos e informou a Gabriel que o problema de Margarida seria resolvido com a colaboração da psiquiatria. Comentou a situação precária dos nervos da doente e chegou a indicar um especialista de seu conheci­mento para que novo método de cura fosse tentado. O casal agradeceu, comovido, e o médium ainda recomendou à enferma resistência e cautela, ante os estados mentais depressivos. Margarida recebeu essas observações com o desencanto e a dor de quem se sente alvejado pelo sar­casmo, e partiu. Saldanha abraçou os cooperadores que desempenharam tão bem aquela farsa e combinou novo encontro, para comemorarem o seu suposto triunfo. (Cap. XI, pp. 147 e 148)

77. No hospício - À noitinha, Saldanha manifestou o propósito de visi­tar o filho hospitalizado. Gúbio pediu-lhe permissão para o acompa­nhar. Leôncio, um dos dois implacáveis hipnotizadores, ficou substi­tuindo o diretor da falange junto à enferma. No hospício onde se en­contrava, a posição de Jorge, filho de Saldanha, era lamentável. Eles o encontraram de bruços, no cimento gelado de cela primitiva. Mostrava as mãos feridas, coladas ao rosto imóvel. Saldanha, que até ali pare­cera um indivíduo impermeável e endurecido, contemplou o filho com vi­sível angústia nos olhos velados de pranto e elucidou, com grande amargura na voz: "Está, certamente, repousando depois de crise forte". Não era, porém, o rapaz enlouquecido quem mais inspirava compaixão. Agarradas a ele, ligadas ao círculo vital que lhe era próprio, sua mãe e a esposa desencarnadas absorviam-lhe os recursos orgânicos. Jaziam elas igualmente estiradas no chão, quase em letargia, como se houves­sem atravessado violento acesso de dor. Irene, a esposa suicida, tra­zia a destra jungida à garganta, apresentando o quadro perfeito de quem vivia sob dolorosa aflição de envenenamento. A mãe enlaçava o filho, de olhos parados nele, exibindo, como Irene, sinais iniludíveis de atormentada introversão. Fluidos semelhantes a massa viscosa co­briam-lhes os cérebros, desde a extremidade da medula espinhal até os lobos frontais, acentuando-se nas zonas motoras e sensitivas. As duas entidades estavam inteiramente subjugadas pelos interesses primários da vida física. Saldanha disse, acerca delas: "Estão loucas, não me compreendem, nem me reconhecem, embora me fixem. Guardam o comporta­mento de crianças, quando fustigadas pela dor. Corações de porcelana, quebrados facilmente". E acrescentou: "Raras mulheres sabem conservar a fortaleza nas guerras de revide. Em geral, sucumbem rapidamente, ven­cidas pela ternura inoperante". (Cap. XII, pp. 149 e 150) (Continua no próximo número.)



 


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 Revista Semanal de Divulgação Espírita