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Crônicas e Artigos
Ano 2 - N° 76 - 5 de Outubro de 2008

WELLINGTON BALBO
wellington_plasvipel@terra.com.br
Bauru, São Paulo (Brasil)
 

Zuzu Angel, Allan Kardec,
Júlio César...

 

 
O filme Zuzu Angel, estrelado por Patrícia Pillar e Daniel de Oliveira, retrata os negros anos de repressão em que viveu nosso país na ditadura militar. A história envolvente mostra a saga da famosa figurinista Zuzu Angel, que busca desesperadamente notícias sobre o corpo de seu filho mais velho, torturado e morto pela ditadura que imperava em nosso país.

 

O filme emociona do começo ao fim. Zuzu Angel é um exemplo de garra e valentia na luta em prol da liberdade de expressão humana. Foi assassinada por sua coragem, aliás, é comum tentarem calar os ideais libertadores. Foi assim com Ghndhi, Luther King, Chico Mendes e tantos outros, mas as idéias são inquebrantáveis e ultrapassam os milênios quando repousam sobre a verdade. Nada pode deter a marcha do progresso do pensamento humano, porque ele assenta-se em leis naturais que emanam do Criador.

 

Hoje já não vivemos mais a difícil época da ditadura, a expressão humana ganhou asas e as manifestações são livres. Tão livres que o goleiro Júlio César, insatisfeito com as críticas feitas pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva à seleção canarinho, sugeriu ao chefe do executivo nacional que se mudasse para a Argentina. Imagine se o atleta sugerisse a mudança ao General Emílio Garrastazu Médici em plena ditadura militar!

 

A introdução e sugestão do excelente filme foram para mostrar que a liberdade de expressão implica, necessariamente, responsabilidade pela ação. Júlio César foi, no mínimo, deselegante ao se dirigir ao presidente da nação nesses termos.

 

Não podemos confundir livre expressão com falta de educação. As críticas ocorrem em todas as esferas e é sinal de maturidade analisá-las com coerência e saber digeri-las. As críticas são as pedras nos sapatos dos mimados e melindrosos, que não suportam os apupos e as situações contrárias. Inevitável nessa questão fazer uma salada e misturar Zuzu Angel, Júlio César e Allan Kardec.

 

O codificador do Espiritismo trazia consigo duas características fantásticas: não reprimia ninguém, nem os mais ferozes críticos do Espiritismo. Homem educado e alma sensível, sabia respeitar o direito de expressão alheia, óbvio: Kardec era educador e não ditador. A outra peculiaridade de sua ímpar figura era afirmar que os críticos seriam os grandes aliados e potentes vozes de divulgação da Doutrina Espírita. Uma visão extremamente diferente do senso comum. Em geral a tendência é repudiar a crítica e o crítico, erguendo um muro separatista: os que concordam e os que discordam. É uma cultura que cresceu ao longo da caminhada humana e fermentou guerras e divisões, gerou conflitos, promoveu  revoltas e subjugou povos, colocando sempre em situação oposta e animosa aqueles que não comungam dos mesmos ideais.

 

Lamentável! Mas figuras como Kardec e Zuzu Angel servem de protótipos para o ser humano na questão da livre expressão, que reafirmamos: não deve vir em consórcio com a falta de educação, como fez o goleiro da seleção brasileira de futebol. Curioso é que se cogita a liberdade de se expressar, contudo, não se cogita do respeito que deve permear as relações humanas. No contexto da vida em sociedade é imperioso tenhamos educação ao falar, ao conversar e também ao discordar do outro, caso contrário incorreremos em grave equívoco e transformaremos a liberdade de expressão em confusa comunicação, onde parecerá que tudo e todos estão contra nós, mesmo os mais sinceros e fiéis amigos. Pura questão de educação!

 

Pensemos nisso.

 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita