WEB

BUSCA NO SITE

Página Inicial
Capa desta edição
Edições Anteriores
Quem somos
Estudos Espíritas
Biblioteca Virtual
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English Livres Spirites en Français Spiritisma Libroj en Esperanto 
Jornal O Imortal
Vocabulário Espírita
Biografias
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English Livres Spirites en Français Spiritisma Libroj en Esperanto 
Mensagens de Voz
Filmes Espiritualistas
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English    
Efemérides
Esperanto sem mestre
Links
Fale Conosco
Cartas
Ano 2 - N° 76 - 5 de Outubro de 2008
Recebemos nos últimos dias as seguintes mensagens de nossos leitores:

De: Aline Lavorato Gonzaga (Astolfo Dutra, MG)
Segunda-feira, 29 de setembro de 2008 às 14:40:45
Meu pai partiu para a vida espiritual há um ano e cinco meses. Minha filha de cinco anos diz que sempre o vê e conversa com ele. É possível? Como conduzir a questão?
Um abraço.
Aline

Resposta do Editor

Sim. O fato é possível e foi objeto do editorial publicado na edição 62, de 29 de junho último, desta revista, no qual a parte final diz o seguinte:

“Ninguém, pois, se assuste quando vir que seu filho anda a conversar com ‘amigos’ que ele diz ver e que, no entanto, não vemos.

Até os sete anos de idade, o Espírito da criança encontra-se em fase de adaptação para a nova existência e ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica, fato que lhe permite emancipar-se e, eventualmente, ver vultos desencarnados que lhe fazem companhia, o que nos permite deduzir que os amigos imaginários das nossas crianças só o são na aparência. Eles não são imaginários, mas tão-somente invisíveis.”

A vidência mediúnica durante os primeiros anos da existência de uma pessoa deve ser, portanto, tratada naturalmente. A experiência nos diz que essa faculdade vai se apagando com o passar dos anos e pode mesmo desaparecer totalmente, salvo se o exercício dessa faculdade estiver previsto na programação reencarnatória da pessoa.

 


De: Alan Mitchell
Quinta-feira, 25 de setembro de 2008, às 20:35
Amigos, gostaria de parabenizar as matérias do site.
Encontrei-o através de busca de confirmação de um nome de uma expositora (Célia Maria de Carvalho).
Aproveito para sugerir a visitação e a inclusão do site da TVCEI (
www.tvcei.com) na lista de links do site O Consolador.
Muita paz.
Alan Mitchell

Nota do Editor:

O leitor, que certamente reside no exterior, embora não tenha informado a cidade em que reside, não deve ter visto que a TVCEI está expressamente indicada no link situado no alto da página inicial deste site, com o título Veja a programação da TV Espírita on-line.

 

De: Leda Flaborea (São Paulo, SP)
Quarta-feira, 1º de outubro de 2008, às 10:39

Meus bons e especiais amigos e irmãos,
Muita Paz !
Vejam a notícia que queríamos receber: a partir do dia 5 de outubro, programa com Divaldo Pereira Franco na Rede TV, das 15:00 às 15:30 hs.
Vamos divulgar isso para todo o mundo! O Espiritismo entrando nos lares, consolando e orientando.
Leda

 


De: Leonardo Queiroz Leite (Franca, SP)
Terça-feira, 30 de setembro de 2008, às 18:12
Sou colaborador do Jornal "A Nova Era", de Franca -SP, como articulista. Gostaria de saber se é possível me tornar também contribuidor da Revista "O Consolador", através da publicação de artigos.
Atenciosamente,
Leonardo Queiroz Leite

 


De: Gilberto Pinheiro (Rio de Janeiro, RJ)
Terça-feira, 30 de setembro de 2008, às 23:24
O texto abaixo, de origem humanista, é de minha autoria e o escrevi há quase 15 anos. Por isso, se o prezado irmão puder lê-lo imparcialmente, agradecerei antecipadamente. O artigo foi publicado em um jornal de Petrópolis.
Gilberto Pinheiro
 

Nota do Editor

Eis o teor do artigo enviado anexo à mensagem acima: 

Hóspedes das desigualdades

A fome desgastante, a pobreza milenar, a incultura, sempre foram a fonte de inspiração, a retórica e a bravura de idealistas e intelectuais desde os mais memoráveis tempos que se possa imaginar. Essas vozes, na verdade, ecoavam nos quadrantes do mundo, denunciando estes quadros sombrios, a realidade cruel, infeliz, a postura egoísta dos que relutavam em dividir o pão, um cenário de ampla e injustificável miséria.

Essas distorções sociais ainda hoje no mundo contemporâneo persistem, desalinham a razão e não há como negá-las. Basta comparar o passado ao presente, abrir as janelas do tempo e vislumbrar, por exemplo, a Idade Média e sua pomposa nobreza - os nobres, os senhores feudais, os vassalos e os famintos.

Tais lembranças tão amargas mancham literalmente as velhas páginas dos livros que narram e registram toda a História da Humanidade - a insana violência, o calor da injustiça, a dor da impiedade, a truculência nos campos e nas cidades, legiões de pobres, desafortunados, famintos e mendigos, um planeta repleto de hóspedes da segregação social e da inaceitável desumanidade, hóspedes das indiferenças, hóspedes das desigualdades. À luz do bom senso é preciso sensibilizar o nosso semelhante e reverter este insólito contexto de insensibilidade.

É imperioso que se perceba com um mínimo de sentimento no coração que o porvir sustenta-se na construção do ser humano harmonioso e educado, na solidez humanística e no trabalho libertador e edificante. É necessário construir um novo caminho onde a solidariedade e o amor ao próximo consignem direitos para todos, liberdade, paz e esperança.

Que o coração de cada ser humano acate a expectativa de um novo amanhecer, enxugando as lágrimas nas faces sofridas daqueles que estão esquecidos por causa da insensatez humana e do individualismo, e que as flores que enfeitam a primavera tragam dias de paz, um novo despertar de amor e fraternidade. (Gilberto Pinheiro)

 


De: Lurimar Vianna (São Paulo, SP)
Quarta-feira, 1º de outubro de 2008, às 10:03

Numa produção inédita, a Companhia Teatral Áquila Prisca apresenta o espetáculo Getúlio Vargas em Dois Mundos (Espaço Cultural Juca Chaves), até 19 de Outubro de 2008. A montagem se baseia em livro, de mesmo nome, ditado pelo Espírito Eça de Queirós à médium Wanda Canutti, que já se encontra em sua 18ª edição (Editora EME).
O espetáculo, uma nova carta-testamento do ex-presidente ao povo brasileiro, lança luzes sobre aqueles tumultuados dias da vida política nacional que levaram à morte de Getúlio, na noite de 24 de agosto de 1954, no palácio do Catete, Rio de Janeiro, antiga capital da República. Com grande elenco e Claus Di Paula no papel principal, Getúlio Vargas em Dois Mundos é um espetáculo instigante que convida o público a refletir sobre a imortalidade e a inutilidade do suicídio. 'O maior desapontamento de Getúlio não foi com a política, mas consigo mesmo, ao reconhecer-se vivo, no além-túmulo, e perceber que a Vida continua', destaca Ruben Espinoza, responsável pela adaptação do texto.
Lurimar Vianna

 


De: Edson Luis da Silva (Osvaldo Cruz, SP)
Quinta-feira, 18 de setembro de 2008, às 22:36
Para que o leitor entenda a crise americana que ameaça a economia do mundo todo, inclusive a do Brasil.
Edson 

Nota do Editor:

Com a mensagem, o leitor enviou-nos o seguinte texto, que publicamos dada a importância da crise que ameaça a economia mundial: 

A crise da economia americana - explicada de forma didática

Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares, financiado em 30 anos.  Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou para o Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares.

Com os 800.000 dólares, Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou três casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares, que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu:  comprou carro novo (alemão) para ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou TV de plasma de 63 polegadas, notebooks, cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito.

Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez.

O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil!  Parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre.

Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa para vender como nunca.

Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das três casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, das cuecas, dos notebooks, da TV de plasma e do cartão de crédito.

Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as três casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito abaixo daquele que Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e, também, das três casas que havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul.

Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as três casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir...

Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseados nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó.

Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer, mas estavam disseminados por todo o mercado, não só nos bancos americanos como também em bancos europeus e asiáticos.

Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel...  Preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores.

 Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. 

A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou. Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado.
O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir.

O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo, porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.

 O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente.
No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por dois dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira.
O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.

E hoje, dia 15 de Setembro de 2008, o Lehman Brothers pediu falência, desempregando mais de 26 mil pessoas e provocando uma queda de mais de 500 (quinhentos ) pontos no Índice Dow Jones, que mede o valor ponderado das ações das 30 maiores empresas negociadas na Bolsa de Valores de New York - a maior queda em um único dia, desde a quebra de 1929. (Castilho - Finabank CCTVM.)

 


Voltar à página anterior


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita