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Crônicas e Artigos
Ano 2 - N° 75 - 28 de Setembro de 2008

FRANCISCO REBOUÇAS
costareboucas@ig.com.br
Niterói, Rio de Janeiro (Brasil)

Ética, uma palavra
fora de moda!
 

 
O Dicionário da Língua Portuguesa define a palavra Ética, como: s.f., parte da filosofia que estuda os deveres do homem para com Deus e a sociedade; deontologia; ciência da moral. ¹ Significado este que, nos dias da atualidade, tornou-se artigo de luxo, muito raro de ser observado.  

É perfeitamente natural que o homem alimente o desejo de crescer, de progredir, de alcançar vitórias em sua vida. Quem não nutre esses sonhos no fundo do seu SER? O problema é a forma como esses desejos ou aspirações são alcançados, pois não podemos jamais esquecer de que em tudo precisamos ser, acima de qualquer coisa, dignos, honestos e honrados; afinal, não somos cristãos seguidores da mensagem do Mestre de Nazaré através dos ensinamentos contidos na sublime mensagem deixada por ele nos evangelhos?

O Espiritismo nos ensina que só nos pertence verdadeiramente aquilo que conquistamos com esforço e trabalho honesto, sem prejuízo de outrem, da forma mais justa possível e, em conformidade com as Leis Divinas, pois, vivendo o homem em sociedade, terá ele direitos e obrigações a cumprir, como se pode ver nas instruções dos Imortais da Vida Maior em resposta à indagação do insigne Codificador nas questões que seguem constantes de O Livro dos Espíritos. 

877. Da necessidade que o homem tem de viver em sociedade, nascem-lhe obrigações especiais? 

Certo e a primeira de todas é a de respeitar os direitos de seus semelhantes. Aquele que respeitar esses direitos procederá sempre com justiça. Em o vosso mundo, porque a maioria dos homens não pratica a lei de justiça, cada um usa de represálias. Essa a causa da perturbação e da confusão em que vivem as sociedades humanas. A vida social outorga direitos e impõe deveres recíprocos.” 

878. Podendo o homem enganar-se quanto à extensão do seu direito, que é o que lhe fará conhecer o limite desse direito? 

“O limite do direito que, com relação a si mesmo, reconhecer ao seu semelhante, em idênticas circunstâncias e reciprocamente.” ² 

Se analisarmos com atenção as respostas acima, chegaremos facilmente à conclusão de que o homem não pode em hipótese alguma deixar de respeitar os direitos de seu semelhante, pois, se assim não proceder, estará cometendo uma grande falta perante a paternidade Divina que nos criou em igualdade de situação, sem privilégio algum em relação ao nosso irmão que conosco caminha em direção à felicidade e à perfeição tão desejadas. 

Precisamos aprender a ser éticos em nossas atitudes para com tudo, isto é, respeitar a Deus e aos homens, saber impor limites às nossas ações para alcançar os nossos objetivos, saber manter sob controle nossas ambições e empregar todos os esforços para não nos utilizarmos de quaisquer artifícios ilegais na luta para conseguir a realização desses objetivos. Entre tantas outras atitudes condenáveis podemos alertar para algumas como: não roubar, mentir ou pisar nos outros para atingir nossos secretos e ambiciosos desejos. 

Desde cedo temos a obrigação moral de dar aos nossos filhos exemplos de atitudes dignas pautados na ética e na decência, pois hoje em dia a maioria dos pais se preocupa em demasia em tornar seus filhos ambiciosos para a conquista dos bens materiais, mas, ao mesmo tempo, não se incomodam quando os filhos não são éticos no alcance de suas propostas, se for preciso colar na prova para passar de ano, isso pouco importa, desde que passe, é tudo o que eles objetivam como sendo a meta maior a ser conquistada.  

Reduzido é o número de pais que se preocupam em saber o comportamento do seu filho na escola, se ele não atrapalha o bom andamento das aulas, se é cumpridor dos afazeres a ele atribuídos etc., e, ainda, muitos se aborrecem se forem chamados para uma reunião na escola, e se lhe for feita qualquer tipo de queixa sobre o comportamento do seu “santo” filho.  

O problema maior é que, normalmente, os responsáveis por ensinar os princípios da moral e da ética aos seus rebentos desconhecem esses princípios, pois só alcançam seus objetivos ambiciosos a preço de pesados prejuízos que impõem aos outros, sem se incomodarem com quaisquer fundamentos de ética ou dignidade que sabem cobrar quando se vêem prejudicados no mínimo detalhe. 

Até mesmo em nosso movimento espírita encontramos grande quantidade de companheiros que desconhecem o valor da dignidade em suas atitudes para com os seus irmãos de ideal espírita, e, sem o menor constrangimento, praticam atos que há muito já deveriam ter erradicado de suas ações, como espíritas que dizem ser com muitos anos de movimento espírita. 

Devemos nos alicerçar nos ensinos da Doutrina Espírita que nos aclara o entendimento, para que saibamos melhor discernir na hora de tomar qualquer atitude, principalmente se for causar qualquer dano ou prejuízo ao nosso semelhante, para que nossa aquisição possa ser considerada como legítima, da forma que os Espíritos Superiores nos ensinaram nas questões que seguem: 

884. Qual o caráter da legítima propriedade? 

“Propriedade legítima só é a que foi adquirida sem prejuízo de outrem.” (808) Proibindo-nos que façamos aos outros o que não desejáramos que nos fizessem, a lei de amor e de justiça nos proíbe, ipso facto, a aquisição de bens por quaisquer meios que lhe sejam contrários. 

885. Será ilimitado o direito de propriedade? 

“É fora de dúvida que tudo o que legitimamente se adquire constitui uma propriedade. Mas, como havemos dito, a legislação dos homens, porque imperfeita, consagra muitos direitos convencionais que a lei de justiça reprova. Essa a razão por que eles reformam suas leis, à medida que o progresso se efetua e que melhor compreendem a justiça. O que num século parece perfeito, afigura-se bárbaro no século seguinte.” (795) ³ 

Que o Mestre de Nazaré possa nos inspirar a agir em tudo com ética, vivenciando em nossas ações diárias os exemplos que ELE nos veio ensinar, há mais de 2000 anos atrás.
 

Fontes:

(1) Dicionário da Língua Portuguesa, Francisco da Silveira Bueno, MEC, 9. Ed.

(2) O Livro dos Espíritos, FEB, 76ª. Edição.

(3) Idem, Idem.

Grifos nossos.


 


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