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Crônicas e Artigos
Ano 2 - N° 71 - 31 de Agosto de 2008

EDUARDO BATISTA DE OLIVEIRA
ebatistadeoliveira@ig.com.br

Juiz de Fora, Minas Gerais (Brasil)


Quer pagar quanto? 


Caros leitores, outro dia me passou pela cabeça aplicar aquela chamada publicitária “Quer pagar quanto?” ao nosso dia-a-dia, no que diz respeito às questões morais. Gostaria de dividir com vocês mais esta reflexão. 

O “pagar quanto” poderia referir-se às “penas” da justiça divina, pelas quais nós mesmos somos os responsáveis. É como afirma a nossa irmã Joanna de Ângelis: ninguém colhe em seara alheia ou o que não tenha semeado. 

Vivemos em sociedade, sujeitos ao sistema de justiça terrena, com suas regras de conduta e penalidades. Estas, para serem aplicadas, seguem um processo e são decididas por um juiz ou um colegiado de juízes que, como nós, são falíveis, a despeito da competência e da autoridade de que são investidos. É por isso que, freqüentemente, deparamos com erros jurídicos e condenações que mais tarde mostram-se indevidas. Por outro lado, também assistimos à absolvição ou à anistia de criminosos que cometem delitos graves, como é o caso dos chamados “crimes de colarinho branco”. 

Diferentemente de tal sistema, porém, temos a justiça divina, cujas penas são sempre justas e certas. Dessas, não podemos fugir. Elas estão em nós mesmos. “Não há uma única imperfeição da alma que não importe em inevitáveis conseqüências”, assevera Kardec em O Céu e o Inferno. De outro lado, “não há uma só qualidade boa que não seja fonte de gozo” (Idem, Kardec). Perante a justiça de Deus, o bem e o mal são rigorosamente considerados, não havendo uma só ação, um só pensamento que não tenha conseqüências. 

Daí, a nossa necessidade de vigilância a todo instante. Não só nas ações, mas também nos pensamentos. Oremos e vigiemos todos os dias e todas as horas. Para iniciar o dia ou uma nova empreitada, façamos uma prece. Mas não confiemos somente na prece. A partir desta, é preciso vigiar. Cumpre admitir que as influências negativas existem e, se facilitarmos, poderemos ser afetados por elas. É a lei da sintonia. 

Ninguém gosta de pagar uma pena. O sofrimento, entretanto, é inerente à imperfeição. “Toda falta traz consigo o próprio castigo nas conseqüências naturais e inevitáveis” (mais uma vez, Kardec). Portanto, devemos sempre nos perguntar antes de agir ou de pensar: estou sintonizado no bem? Essa ação – ou pensamento – me trará recompensas futuras? Ou, ao contrário, quanto é que pagarei por isso? 

Concluindo, a título de alento, lembramos que todo homem pode libertar-se das suas imperfeições, por efeito da sua própria vontade, e pode, igualmente, anular os males consecutivos e assegurar a felicidade futura. É a misericórdia de Deus em ação.  

Muita paz, meus irmãos!


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita