WEB

BUSCA NO SITE

Página Inicial
Capa desta edição
Edições Anteriores
Quem somos
Estudos Espíritas
Biblioteca Virtual
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English Livres Spirites en Français  
Jornal O Imortal
Vocabulário Espírita
Biografias
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English Livres Spirites en Français Spiritisma Libroj en Esperanto 
Mensagens de Voz
Filmes Espiritualistas
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English    
Efemérides
Esperanto sem mestre
Links
Fale Conosco

Estudando as obras de Kardec
Ano 2 - N° 60 - 15 de Junho de 2008

ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
aoofilho@oconsolador.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)

A Revue Spirite de 1860

(6a Parte)

Allan Kardec 

Damos continuidade ao estudo da Revue Spirite correspondente ao ano de 1860. O texto condensado do volume citado será aqui apresentado em 11 partes, com base na tradução de Júlio Abreu Filho publicada pela EDICEL.

Questões preliminares

A. Por que Kardec diz que as idéias espíritas podem reduzir as causas da loucura e do suicídio?

Após explicar que a loucura decorre de uma predisposição natural e tem como causa primeira uma relativa fraqueza moral, que torna o indivíduo incapaz de supor­tar o choque de certas impressões como a mágoa, o desespero, o desapontamento e todas as tribu­lações da vida, Kardec diz que a Doutrina Espírita dá ao homem a força necessária para ver essas coisas com indife­rença e, desse modo, atenua a causa mais freqüente que o leva à loucura e ao suicídio. (Revue Spirite, pp. 192 e 193.)

B. Devemos corrigir os erros ortográficos contidos nas comunicações espíritas?

Sim. Se a forma da mensagem contiver erro, devemos corrigi-la. Essa a opinião de Kardec, que diz que cabe aos homens esse cuidado. A mensagem somente deve ser conservada intacta quando o fato puder servir de ensinamento. (Obra citada, p. 196.)

C. Que ocorre ao Espírito nos casos de idiotia?

No caso da idiotia, o Espírito está como que aprisionado e sofre essa constrição, mas nem por isso deixa de pensar como Espírito. O idiota é um ser dotado de razão, como todo mundo, apenas enfermo de nascença pelo cérebro, como outros o são nas pernas. (Obra citada, pp. 210 e 211.)

D. A que devemos a prevalência dos instintos animais no homem?

Isso se deve à imperfeição do seu Espí­rito, ainda não depurado, o qual, sob a influência da matéria, dá preponderân­cia às necessidades físicas sobre as morais. (Obra citada, p. 213.) 

Texto para leitura

123. Nova carta do dr. Morhéry relatando as curas obtidas pela srta. Désirée Godu. "A srta. Godu não é sonâmbula. Jamais consulta à distância, nem mesmo em meu domicílio, senão sob minha direção e meu controle", informou o médico. "Quando estamos de acordo, o que acontece quase sempre, começamos o tratamento..." A médium faz então os curativos e age como uma enfermeira, com um zelo sem precedentes, na modesta casa de saúde improvisada. (P. 190)

124. Na maioria dos casos, a srta. Godu aplica um tópico extrativo, com­posto de uma ou duas matérias, encontradas por toda parte, na cabana como no castelo. Outras vezes, vale-se de um ungüento tão simples, mas que produz efei­tos seguros e variadíssimos. (P. 191)

125. A loucura decorre de uma predisposição natural e tem como causa primeira uma relativa fraqueza moral, que torna o indivíduo incapaz de supor­tar o choque de certas impressões, em cujo número figuram, ao menos em três quartos dos casos, a mágoa, o desespero, o desapontamento e todas as tribu­lações da vida. (P. 192)

126. Dar ao homem a força necessária para ver essas coisas com indiferença, é atenuar a causa mais freqüente que o leva à loucura e ao suicídio. Ora, a Doutrina Espírita lhe dá essa força. (P. 192)

127. Um dos efeitos do Espiritismo é dar à alma a força que lhe falta em muitas circunstâncias, e é nisto que ele pode reduzir as causas da loucura e do suicídio. (P. 193)

128. Kardec transcreve do livro "Três Anos na Judéia" um curioso fato ocorrido com o profeta Esdras que, guiado por um anjo, escreveu de forma ininterrupta o texto que compõe a Torá ou Pentateuco mosaico. (PP. 194 e 195)

129. Um erro de ortografia cometido pelo Espírito de Channing numa men­sagem obtida por escrita direta suscitou o protesto do Sr. Mathieu e o seguinte comentário de Kardec: Se a forma da mensagem contiver erro, devemos corrigi-la; cabe ao homem esse cuidado. E só devemos conservá-la intacta, quando o fato pode servir de ensinamento. Não era esse o caso. (P. 196)

130. A vaidade, diz Georges, mancha todos os pensamentos; penetra o co­ração e o cérebro. Planta má, abafa a bondade em seu germe, e todas as quali­dades são aniquiladas por seu veneno. Para lutar contra ela, é preciso usar a prece, porque só esta nos dá humildade e força. (P. 197)

131. Só os Espíritos superiores, diz Alfred de Musset, podem comunicar-se indistintamente por todos os médiuns e manter com todos a mesma linguagem. Quando nos comunicamos por um médium, a emanação de sua natureza se reflete mais ou menos sobre nós. (P. 200)

132. As comunicações elevadas não dependem da cultura do médium, porque só a essência de sua alma se reflete sobre os Espíritos. (P. 200)

133. A Revue informa que se publica em Gênova o periódico "L'Amore del Vero", dirigido pelo dr. Pietro Gatti, diretor do Instituto Homeopático de Gênova e adepto esclarecido do Espiritismo. (PP. 200 e 201)

134. Na Sociedade Espírita de Paris lê-se uma carta que diz que em cer­tas localidades o clero se ocupa seriamente com o estudo do Espiritismo e que membros esclarecidos da Igreja falam dele como de uma coisa chamada a exercer grande influência nas relações sociais. (P. 206)

135. Kardec diz que há muita tendência a ver no Espiritismo um meio de adivinhação, o que é contrário ao seu objetivo. (P. 207)

136. Reportando-se ao caso de um rapaz de 13 anos que oferecia um curioso assunto para estudo, por sua originalidade, São Luís aconselha que tais fenômenos não sejam provocados e sugere à Sociedade continuar ocupando-se, como fez até então, em aprofundar as questões importantes; do contrário, ocorreria o afastamento dos Espíritos sérios. (P. 208)

137. Kardec fala sobre a frenologia, a ciência que trata das funções atribuídas a cada parte do cérebro, fundada pelo dr. Gall, e critica o materialismo dos que pensam que os órgãos cerebrais são a própria fonte das fa­culdades humanas. (P. 209)

138. No louco, se o órgão que servia às manifestações do pensamento está desarranjado por uma causa qualquer, o pensamento não pode manifestar-se de maneira regular. Ora, o cérebro é o instrumento do pensamento, como o olho é o instrumento da visão. Se o instrumento está deteriorado, não se dá a manifestação, exatamente como quem perde os olhos não mais pode ver. (P. 210)

139. No caso da idiotia, o Espírito está como que aprisionado e sofre essa constrição, mas nem por isso deixa de pensar como Espírito. Isolando o Espírito da matéria, prova-se que os órgãos não são a causa das faculdades, mas simples instrumentos. (P. 211)

140. No conceito materialista, que é um idiota? Nada; apenas um ser humano. Mas ele é um ser dotado de razão, como todo mundo, apenas enfermo de nascença pelo cérebro, como outros o são nas pernas. (P. 211)

141. A fisiognomonia é baseada no princípio incontestável de que é o pensamento que põe os órgãos em jogo, que imprime certos movimentos aos mús­culos. (P. 211)

142. Os instintos animais do homem devem-se à imperfeição do seu Espí­rito, ainda não depurado e que, sob a influência da matéria, dá preponderância às necessidades físicas sobre as morais. (P. 213)

143. Um Espírito, ao reencarnar, não traz qualquer semelhança com o corpo habitado anteriormente, pois é raro que o Espírito não venha em nova existência com disposições sensivelmente modificadas. Assim, dos sinais fi­siognomônicos não é possível tirar qualquer indício das existências anteriores. (PP. 213 e 214) (Continua no próximo número.) 


Voltar à página anterior


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita