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por Wellington Balbo

 

2026: 30 anos da despedida dos Mamonas Assassinas


No ano de 1995 surgiu no Brasil uma banda que fez imenso sucesso. Com uma levada original, letras jocosas e piadas, o grupo Mamonas Assassinas lotava casas de shows e seu disco inicial vendeu mais de 1 milhão de cópias. Entrevistas, programas de televisão e de tudo o mais que envolve os grandes astros o time de Guarulhos participou. Sucesso voraz, porém curto, pois no ano de 1996, em março, ocorreu o acidente de avião que encerrou a banda e chocou o Brasil.

Como em 2026 faz 30 anos da despedida da banda muito tem sido comentado a respeito. O foco aqui será um caso curioso em que os músicos relatavam constantemente: queda de avião. Em várias entrevistas, gravações e outros momentos os músicos falavam que o avião que transportava a banda cairia. Aliás, num dado momento o tecladista Júlio Rasec comenta ter sonhado com a queda da aeronave em que viajavam.

É um elemento curioso essa ideia da fixação da banda no acidente. Muito foi comentado à época e agora o tema volta à baila. Há inúmeras supostas explicações, claro. Bandas que fazem sucesso viajam muito de avião e isso, naturalmente, aumenta a probabilidade de um acidente. O desastre pode ter ocorrido, conforme análises, por imprudência e imperícia e os relatos dos artistas sendo apenas brincadeiras e tudo uma triste coincidência. Também pode ser verdade. Contudo, há um outro ponto que deve ser analisado e que encontra base no Espiritismo, que nada mais faz do que descortinar leis naturais: o fato de terem os músicos pressentido a possibilidade de um acidente e relatado isso.

O estudioso do Espiritismo já sabe que a alma não está presa no corpo de forma irrevogável e que há liberdade sempre quando o corpo lhe dá um refresco, seja nos momentos de sono, seja nos momentos de meditação ou fraqueza corporal. A alma anseia por liberdade e realmente liberta-se do corpo sempre que há condições para isso. Pressentimento, dupla vista, sonhos, as EQMs e tantos outros fenômenos estão subordinados à emancipação da alma. O Espírito, ao deixar o corpo provisoriamente, tem condições de vislumbrar algumas situações que podem ocorrer não apenas consigo, mas a seus amigos e demais pessoas de seu círculo.

A teoria da presciência trazida por Allan Kardec mostra e demonstra que muitas ocorrências futuras podem ser previstas, em algumas circunstâncias, pelas pessoas. O Espírito, sem os embaraços do organismo, ganha liberdade e capacidade de olhar mais longe, como alguém que está num avião enxerga mais distante do que quem está em terra.

Puxe na memória e verifique quantas vezes, por exemplo, você teve um sonho que se concretizou algum tempo depois; é exatamente o que pode ter ocorrido com a banda.

Ademais, os pressentimentos podem ser colocados como uma espécie de aviso íntimo sobre as provas que o Espírito escolheu passar na presente reencarnação. Quando chega esse momento há esse despertador interno que dá uns toques no Espírito a fim de que ele se prepare para os momentos que virão. Muitas vezes não damos atenção para esses avisos, mas eles ocorrem e quanto mais estivermos atentos mais saberemos decifrá-los. É até interessante quando levamos esses avisos internos para que outras pessoas decifrem: “ Hei, fulano, estou aqui com essa questão batendo forte, o que você acha que é?”. Ora, as pessoas, até por experiência e conhecimento, podem ajudar-nos, contudo, lembremos que somos nós mesmos os grandes protagonistas de nossa vida e que esses avisos serão melhores interpretados, quase sempre, por nós mesmos do que pelos outros ou algum vidente.

Recordo-me do espanto e tristeza que senti quando soube do acidente do Mamonas. Quando estiveram em Bauru fui ao show deles com amigos e apreciava demais a banda. Contudo, o conhecimento espírita mostra que nem o mais trágico acidente elimina a vida do Espírito.

Somos imortais, isso é o que importa.

Como temos dito aos amigos: Para o Espiritismo sempre haverá o amanhã.


 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita