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por Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo

 

Deus não resolve — ensina


“Felicidade não é uma estação de destino, mas um modo de viajar.” 
 Margaret Lee Runbeck


A verdadeira vitória está em superar os obstáculos, as provas e as frustrações da vida. Sejamos firmes na fé e perseverantes no bem, pois é assim que nos aproximamos de Deus e nos tornamos mais fortes espiritualmente.

O Pai é infinitamente bom e nos concede alívio, esperança e alegria no coração. Nada acontece por acaso — tudo possui um propósito divino voltado ao crescimento de cada um. Ele estabeleceu leis que regem a vida e conduzem o nosso destino.

Nos momentos de dor, é natural buscarmos a Deus com mais intensidade. É quando reconhecemos nossa fragilidade e nos lançamos nos braços d’Aquele que tudo pode. E, em sua infinita misericórdia, Ele nos acolhe e nos ampara.

Entretanto, recebemos segundo o que semeamos — no passado e no presente. É a lei de causa e efeito ou, como ensinou Jesus, a lei da semeadura e da colheita: “a cada um segundo suas obras”.

As dores de hoje são frutos de nossas semeaduras passadas;
as alegrias, as bênçãos que um dia distribuímos.

Atraímos as bênçãos, como também as dores, assim como atraímos espíritos semelhantes a nós — ou até piores.

Para conquistarmos a presença e o amparo dos bons espíritos, é indispensável mudar nossos sentimentos, elevando pensamentos e intenções.

A vida nos oferece, a cada instante, oportunidades de reconciliação e prática da fraternidade. E, como lembrou o apóstolo Tiago:

“A verdadeira religião consiste em socorrer as viúvas e os órfãos em suas necessidades.”

Compreender que os problemas não são castigos, mas instrumentos de aprendizado, é compreender o amor de Deus em sua forma mais pura — o amor que educa, que sustenta e que liberta.

 

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A frequência aos grupos familiares de Nar-Anon, com sua filosofia própria e espiritualidade, ensina-nos a conquistar a independência, libertando-nos das amarras da codependência — esse desejo de controlar o outro. Assim, ganhamos experiência e força para realizar as mudanças necessárias em nossa vida.

Aprendemos que ser independente é reconhecer que o poder de transformação está em nossas mãos. Essa descoberta, que no início pode gerar crises e inseguranças, com o tempo nos mostra que somos, de fato, senhores da nossa própria existência. Não a entregamos a mais ninguém, confiando sempre no Poder Superior.


Arnaldo
 Divo Rodrigues de Camargo é diretor da Editora EME.

 
 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita