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Deus não
resolve — ensina
“Felicidade não é uma
estação de destino, mas
um modo de viajar.” Margaret
Lee Runbeck
A verdadeira vitória
está em superar os
obstáculos, as provas e
as frustrações da vida.
Sejamos firmes na fé e
perseverantes no bem,
pois é assim que nos
aproximamos de Deus e
nos tornamos mais fortes
espiritualmente.
O Pai é infinitamente
bom e nos concede
alívio, esperança e
alegria no coração. Nada
acontece por acaso —
tudo possui um propósito
divino voltado ao
crescimento de cada um.
Ele estabeleceu leis que
regem a vida e conduzem
o nosso destino.
Nos momentos de dor, é
natural buscarmos a Deus
com mais intensidade. É
quando reconhecemos
nossa fragilidade e nos
lançamos nos braços
d’Aquele que tudo pode.
E, em sua infinita
misericórdia, Ele nos
acolhe e nos ampara.
Entretanto, recebemos
segundo o que semeamos —
no passado e no
presente. É a lei de
causa e efeito ou, como
ensinou Jesus, a lei da
semeadura e da
colheita: “a cada um
segundo suas obras”.
As dores de hoje são
frutos de nossas
semeaduras passadas;
as alegrias, as bênçãos
que um dia distribuímos.
Atraímos as bênçãos,
como também as dores,
assim como atraímos
espíritos semelhantes a
nós — ou até piores.
Para conquistarmos a
presença e o amparo dos
bons espíritos, é
indispensável mudar
nossos sentimentos,
elevando pensamentos e
intenções.
A vida nos oferece, a
cada instante,
oportunidades de
reconciliação e prática
da fraternidade. E, como
lembrou o apóstolo
Tiago:
“A verdadeira religião
consiste em socorrer as
viúvas e os órfãos em
suas necessidades.”
Compreender que os
problemas não são
castigos, mas
instrumentos de
aprendizado, é
compreender o amor de
Deus em sua forma mais
pura — o amor que educa,
que sustenta e que
liberta.
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A frequência aos grupos
familiares de Nar-Anon,
com sua filosofia
própria e
espiritualidade,
ensina-nos a conquistar
a independência,
libertando-nos das
amarras da codependência
— esse desejo de
controlar o outro.
Assim, ganhamos
experiência e força para
realizar as mudanças
necessárias em nossa
vida.
Aprendemos que ser
independente é
reconhecer que o poder
de transformação está em
nossas mãos. Essa
descoberta, que no
início pode gerar crises
e inseguranças, com o
tempo nos mostra que
somos, de fato, senhores
da nossa própria
existência. Não a
entregamos a mais
ninguém, confiando
sempre no Poder
Superior.
Arnaldo Divo Rodrigues
de Camargo é diretor da
Editora EME.
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