Um minuto
com Chico Xavier

por Regina Stella Spagnuolo

   

Chico Xavier, ao ser abordado sobre a morte, refere que, como somos humanos, naturalmente a despedida de um ente amado, mormente quando esse ente amado vai adquirir nova forma, de um modo geral tornando-se invisível ao nosso olhar comum, a nossa dor é imensa. Quando vemos partir, por exemplo, uma filha para uma terra distante, quando sofremos prova da separação de ente querido, mesmo na Terra, sofremos compreensivelmente, de vez que o amor vem de Deus e quando amamos, queremos perto de nós a criatura querida.

Ainda sabendo que a morte vem de Deus, quando nós não a provocamos, não podemos, por enquanto, na Terra receber a morte com alegria porque ninguém recebe um adeus com felicidade, mas podemos receber a separação com fé em Deus, entendendo que um dia nos reencontraremos todos numa vida maior e essa esperança deve aquecer-nos o coração.

Cabe-nos superar o sofrimento da morte fazendo por aquele, ou aquela, que parte aquilo que eles estimariam continuar fazendo, nunca entregar-nos ao choro improdutivo, ao luto que nada produz, mas, sim, prosseguir na tarefa daqueles nossos entes amados que partiram, unindo a eles o nosso pensamento e carinho através do espírito de serviço, reconhecendo que eles continuam vivendo e, naturalmente, nos agradecerão a conformidade e o concurso amigo que lhes possamos oferecer para que a vida deles na Terra seja devidamente complementada.


Do livro Entrevistas, de Chico Xavier e Emmanuel.


 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita