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Chico Xavier, ao ser abordado sobre a morte, refere que,
como somos humanos, naturalmente a despedida de um ente
amado, mormente quando esse ente amado vai adquirir nova
forma, de um modo geral tornando-se invisível ao nosso
olhar comum, a nossa dor é imensa. Quando vemos partir,
por exemplo, uma filha para uma terra distante, quando
sofremos prova da separação de ente querido, mesmo na
Terra, sofremos compreensivelmente, de vez que o amor
vem de Deus e quando amamos, queremos perto de nós a
criatura querida.
Ainda sabendo que a morte vem de Deus, quando nós não a
provocamos, não podemos, por enquanto, na Terra receber a morte
com alegria porque ninguém recebe um adeus com felicidade, mas
podemos receber a separação com fé em Deus, entendendo que um
dia nos reencontraremos todos numa vida maior e essa esperança
deve aquecer-nos o coração.
Cabe-nos superar o sofrimento da morte fazendo por aquele, ou
aquela, que parte aquilo que eles estimariam continuar fazendo,
nunca entregar-nos ao choro improdutivo, ao luto que nada
produz, mas, sim, prosseguir na tarefa daqueles nossos entes
amados que partiram, unindo a eles o nosso pensamento e carinho
através do espírito de serviço, reconhecendo que eles continuam
vivendo e, naturalmente, nos agradecerão a conformidade e o
concurso amigo que lhes possamos oferecer para que a vida deles
na Terra seja devidamente complementada.
Do livro Entrevistas, de Chico
Xavier e Emmanuel.
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