O livro compõe-se de dez capítulos, com os seguintes títulos: Introdução; O estudo antropológico; Mediunidade e sua Neurofisiologia; Mediunidade em quatro abordagens; estudando a Mediunidade do ponto de vista neurológico; estudando com exemplos clínicos; Contribuição ao pensamento espírita; Metaneurologia; Fenômenos psicofísicos de natureza espiritual e Questões espíritas.
Logo na abertura, o autor diz que, quando se fala em “estudo clínico” da mediunidade, o que nos interessa é a pessoa que está diante de nós e suas manifestações mediúnicas. Alguns exemplos da área médica podem nos ajudar a compreender o que é um estudo clínico.
Consideremos a depressão e o delírio. Ambos podem ser descritos em seus elementos característicos – o humor rebaixado na depressão e o pensamento caótico no delírio. Podemos discorrer sobre suas causas motivadoras – um aborrecimento na depressão ou uma intoxicação no delírio. Contudo, um “estudo clínico” só poderá ser feito diante de um ser humano que manifeste um ou outro – depressão ou delírio – e, nessa pessoa, o delírio ou a depressão terão particularidades decorrentes do histórico de vida, gênero, uso de drogas, acidentes traumáticos, infecções, e, principalmente, características da personalidade de quem observamos clinicamente.
A obra em exame estuda assim a mediunidade, analisando-a do ponto de vista clínico, porque ela é um fenômeno que se manifesta num ser humano, possuidor de uma história de vida, de sua personalidade e toda uma série de condições médicas. “Podemos – diz o professor Facure – descrever vários aspectos que se revelam clinicamente na mediunidade: a sua apresentação antropológica, seu modo de início, sua distribuição quanto ao gênero e a idade, sua duração e constância, seus desencadeantes, suas complicações, seu possível diagnóstico e como diferenciá-la dos quadros comuns da psicopatologia humana como a histeria e as psicoses.”
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