|
O Brasil
na era do Espírito
No poema O Livro e a
América, datado de 3
de agosto de 1864,
quando o poeta tinha 17
anos de idade, Castro
Alves diz: "Talhado
para as grandezas, / Pra
crescer, criar, subir,
/ O Novo Mundo nos
músculos / Sente a seiva
do porvir. / -
Estatuário de colossos -
/ Cansado doutros
esboços / Disse um dia
Jeová: / 'Vai, Colombo,
abre a cortina / Da
minha eterna oficina...
/ Tira a América de lá.”
A América foi descoberta
em 12 de outubro de
1492, com a chegada dos
espanhóis ao continente
americano. E em 22 de
abril de 1500 foi
descoberto o Brasil, com
a chegada dos
portugueses ao
território brasileiro.
As razões da
determinação espiritual
do Brasil estão
especificadas no livro Brasil,
Coração do Mundo, Pátria
do Evangelho, do
Espírito Humberto de
Campos, psicografia de
Francisco Cândido
Xavier.
As informações de
Humberto de Campos foram
obtidas a partir de
dados colhidos no Plano
Espiritual, com os quais
o autor faz comentários
sobre a escravidão, os
movimentos nativistas, a
independência, a Guerra
do Paraguai, o
Espiritismo e o
movimento espírita no
Brasil. Explica a missão
espiritual do Brasil,
evidenciada pela
acolhida que a Doutrina
Espírita teve em nosso
país, e conclama a todos
para a prática do
Evangelho de Jesus.
Nessa tarefa de
espiritualização, o
material a empregar não
vem das fontes de
procedência terrena, mas
do Plano Invisível.
É no capítulo intitulado
"O Coração do Mundo" que
é registrada a
informação do diálogo de
Jesus com um de seus
mensageiros, Helil (a
forma hebraica é Hilel),
sobre o transporte da
árvore do seu Evangelho,
da Palestina para a
Pátria do Cruzeiro.
Dentro de alguns anos,
mais precisamente em
1394, esse mensageiro
nasceria em Portugal,
filho de D. João I e de
D. Filipa de Lancastre.
Ele foi conhecido como o
Infante de Sagres, que
revigorou as energias
portuguesas, expandindo
as suas possibilidades
em busca de novas
terras.
Segundo outro livro da
FEB, Brasil Mais
Além, de Duílio Lena
Bérni, Hilel foi
notável pensador
contemporâneo e
conterrâneo de Jesus.
Era um sábio mestre em
Israel, chegando a ser
presidente do Sinédrio,
função em que
desencarnou, cerca de
dez anos depois de
Jesus. Seus ensinamentos
eram considerados
demasiadamente elevados
para o seu tempo.
No prefácio do livro Brasil,
Coração do Mundo, Pátria
do Evangelho, Emmanuel
anota que, ao visitar o
vale extenso do
Amazonas, o geógrafo,
historiador, naturalista
e explorador alemão
Alexander von Humboldt
(1769-1859) afirmou que
aqui está o celeiro do
mundo. É fato que muitos
se impressionam com as
riquezas do subsolo
brasileiro, na fauna, na
flora, nas paisagens
naturais, mas somente os
corações mais sensíveis
é que saem da análise
superficial e
compreendem o Brasil no
seu sentido espiritual.
O crescimento da
Doutrina Espírita no
Brasil agigantou-se,
entre outros fatores,
pela atuação de Chico
Xavier. Também no
prefácio do livro
citado, esclarece
Emmanuel que o Brasil
tem a sua expressividade
na vida do Espírito,
preenchendo todos os
campos de atividade com
uma nova luz.
Neste ponto, registramos
também o capítulo
"Bezerra de Menezes" do
livro, para lembrar
deste outro grande
missionário do
Espiritismo em terras
brasileiras, que recebeu
de Ismael, o guia
espiritual do Brasil, a
determinação da
gigantesca tarefa que
ele iria realizar.
Assim, o grande
discípulo de Ismael
vinha à Terra para
cumprir uma importante e
elevada missão. Através
de suas ações e de seus
ensinamentos, Bezerra de
Menezes nos convida a
vivenciar o Espiritismo
e agir com devotamento e
abnegação na busca do
bem comum, incentivando
novos hábitos e novos
comportamentos,
contribuindo para o
progresso permanente do
indivíduo, da
coletividade, da
sociedade e de toda a
Humanidade.
Trazendo em seus
contornos a forma
geográfica de um
coração, o Brasil é a
Pátria do Evangelho,
amparada por Ismael, a
quem, conforme registra
o capítulo "Os
degredados", do mesmo
livro, Jesus pediu que
ele (Ismael) reunisse os
Espíritos que colaboram
com os Seus ideais e
iniciasse a construção
da Pátria dos seus
ensinamentos.
Assim, o Brasil estará
sempre amparado pela
bandeira de Ismael:
“Deus, Cristo e
Caridade”, na qual os
homens se irmanarão em
todas as atividades, sem
apego aos bens
perecíveis e exclusivos,
em que o trabalho será
de todos para todos, com
tempo destinado ao
labor, ao estudo, ao
culto, ao repouso, ao
lazer, e todos os
Espíritos se prepararão
para os momentos de
ascensão à condição de
Espírito livre,
evangelizado, servidor
do Cristo,
exemplificando o amor a
Deus sobre todas as
coisas e ao próximo como
a si mesmo.
Como Espíritos
renovados, viveremos uma
vida maior, e pelo
progresso espiritual
buscaremos a perfeição,
subindo para Deus.
|