Indicações do caminho
É sacrifício permanecer na bigorna, suportando os golpes
desferidos contra nós, entretanto o malho que nos ofende
está sentenciado ao desgaste, ao cansaço ou ao
ostracismo, conquanto haja sido o instrumento das
pancadas que nos aperfeiçoam…
Emergimos das existências passadas com lutas enormes por
vencer.
Por essa razão, de vez em quando, os temporais da dor e
da desilusão varrem as paisagens de nossas vidas,
arrebatando-nos flores preciosas que nos prometiam
segurança e alegria…
Somos na Terra confiados ao cadinho esbraseado do
sofrimento, com raros períodos de tranquilidade, mas,
sem isso, talvez entrássemos na inércia da estagnação.
Correm os dias, desdobram-se as experiências, no entanto
o amor é inalterável…
Com o amor que vence a morte, caminhamos para o futuro…
Sob a tempestade, somos induzidos a demonstrar
desassombro e otimismo, e, à frente do pântano do mal,
somos desafiados ao plantio do bem.
É preciso acrisolar sentimentos elevados, através do
serviço constante ao próximo, para a recepção de novas
tarefas, compatíveis com a nossa posição de aprendizes
do Evangelho.
No serviço de construção do Bem, somos muitas vezes
surpreendidos pela dificuldade de companheiros
incompletos, pelos tropeços das possibilidades
deficientes, por lutas incessantes e provações
inesperadas, mas é necessário continuar…
A jornada cristã é assim qual grande assembleia de
viajores que iniciam juntos o elevado empreendimento,
cuja meta é a integração com Jesus…
No primeiro instante muita gente… Na primeira hora,
festividade e júbilo, afirmações e promessas… Depois, a
caravana escasseia em número… Só a qualidade persevera…
Haja o que houver, procuremos o Cristo que amorosamente
nos procura…
Recebamos as pessoas difíceis de nossa estrada,
especialmente na área doméstica, na condição de
instrumentos do nosso próprio aprimoramento.
Confiemos sempre em nosso Divino Amigo. Jesus mandará
que as brisas de sua infinita misericórdia nos amenizem
as penas nos dias de provação e nos enviará o orvalho de
seu incomensurável amor, nas noites de aflição, para que
se nos multipliquem as forças.
A nossa época assemelha-se a um rio tumultuado para
todas as embarcações, exigindo muita perícia no leme.
Há ligações do passado que reclamam muita paciência e
carinho, até o sacrifício pessoal, nos dias do presente,
para que se convertam em laços de amor e luz.
O Céu não se empobrece de amor. Não te aflijas pelas
dificuldades naturais do caminho. Tudo melhorará com a
bênção de Deus. Não relaciones obstáculos e amarguras.
Espalha com todos a tua compreensão e a tua alegria.
Perdoar, perdoar tudo o que não seja nossa vontade, para
buscarmos a Vontade de Deus e cumpri-la.
Amparar a todos os que sofrem e a todos eles agasalhar
em nossa alma, a fim de que o Divino Mestre, em sua
bênção, nos encontre aproveitando as lições que nos
concedeu.
O coração humano é qual terra plantada; precisa de água
providencial para a necessária adubação, a fim de
proteger a semente.
A distância não existe quando o amor está no íntimo da
alma.
Supliquemos a Deus nos conceda a todos, encarnados e
desencarnados, a precisa energia para conjugação de
esforços, na execução do bem.
As almas, seja onde for, são assim quais os astros, que
mesmo distanciados uns dos outros, permutam as próprias
essências nas irradiações com que se influenciam,
reciprocamente.
Cada dia que amanhece assemelha-se a uma página em
branco, na qual gravamos os nossos pensamentos, ações e
atitudes.
Na essência, cada dia é a preparação de nosso próprio
amanhã.
Os nossos exemplos são capítulos que formam o livro de
nossa vida, em torno do qual os nossos semelhantes criam
as opiniões a nosso respeito.
Adular é perder.
Não nos percamos entre as conjunturas do campo humano,
em que cada ser, muitas vezes, nos parece uma viva
interrogação, em si próprio.
Atendamos ao nosso dever e sigamos adiante.
O passado lançou-nos em débitos tão pesados, que só
mesmo à força de paciência e de amor, conseguiremos
edificar no presente o futuro melhor.
Nas horas difíceis, procuremos sorrir e saibamos
caminhar.
Na frente, a Divina Bondade nos espera e não nos faltará
combustível do Socorro Divino à lâmpada de nossas
necessidades, a fim de que haja bastante luz em nosso
roteiro.
Quanto mais intenso se nos fizer o trabalho com Jesus,
mais ampla assistência de Jesus receberemos.
Receberemos da vida os desafios de que necessitamos.
Sábias leis presidiram-nos a formação do grupo
doméstico, motivo pelo qual nos encontramos nele com
graves problemas a resolver; prossigamos unidos com
todos, dia a dia, a fim de que o nosso ensejo de
elevação não se perca.
Juventude e maturidade são caminhos difíceis de
transitar.
Quem se eleva a Jesus, através da fé pura, não perde a
bênção da paz.
Com esperança, as fontes caminham para a vastidão das
grandes águas e, através dela, avançamos na Terra do
berço para as experiências maiores.
Não se deixe abater diante de obstáculos que, por vezes,
simbolicamente não passam de nuvens no Céu.
Toda nuvem é sombra que se desfaz para que a luz reine e
domine.
O pensamento de quem ama é um coração que fala. E o
coração fala sempre, porque jamais dorme.
Saudade é um conjunto de sete letras que se reuniram sob
as leis da vida para aferir o coração e aprimorá-lo…
Ainda assim, aprendamos com a fé que a saudade é quase
sempre a flor da separação que desabrocha ao sol da
esperança para retornar, por amor, a nós outros, na hora
do reencontro.
Não relaciones entraves e amarguras. Espalhemos com
todos os companheiros da marcha humana os valores da
compreensão e da alegria.
Perdoar e perdoar sempre tudo o que não seja nossa
vontade pessoal, a fim de buscarmos a vontade de Deus e
cumpri-la.
O Lar é um recinto de provas, verdadeira escola
transmitindo lições.
Em família, somos professores e, ao mesmo tempo,
aprendizes uns dos outros.
A distância não existe quando o amor está palpitando no
coração.
Do livro Indicações do caminho,
obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
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