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Ondas de calor no Brasil: um alerta
urgente à saúde
Zelar pela saúde, evitar riscos desnecessários e
proteger a vida — própria e alheia — também é um
exercício de responsabilidade espiritual. É por isso que
escrevemos este texto.
O verão brasileiro sempre foi marcado por altas
temperaturas. No entanto, nos últimos anos, o que antes
era apenas desconforto passou a representar um risco
real à saúde. Ondas de calor cada vez mais intensas,
recordes sucessivos de temperatura e sensação térmica
acima dos 50° já fazem parte da realidade de diversas
regiões do país.
A preservação da saúde, do corpo e do bem-estar coletivo
também é um dever moral. Diante do aumento de casos de
internações e desencarnações associadas ao calor
extremo, a conscientização se torna urgente.
O calor excessivo não é “normal”
É importante deixar claro: essas temperaturas não são
apenas “o verão de sempre”. O aumento da frequência e da
intensidade das ondas de calor está diretamente ligado
às mudanças climáticas globais, ao desmatamento, à
urbanização desordenada e à emissão excessiva de gases
de efeito estufa.
O corpo humano possui limites. Quando exposto a calor
intenso por longos períodos, ele pode falhar em regular
a própria temperatura, levando a quadros graves como:
· Desidratação
severa
· Exaustão
pelo calor
· Insolação
· Queda
de pressão
· Agravamento
de denças cardíacas e respiratórias.
Em situações extremas, esses quadros podem levar à morte
corpórea, especialmente entre idosos, crianças,
gestantes e pessoas com doenças crônicas. Embora o
Espiritismo ensine que a vida continua após a
desencarnação, sabemos que muitos sofrimentos poderiam
ser evitados com informação e prevenção.
Quem corre mais risco?
Alguns grupos precisam de atenção redobrada durante
períodos de calor intenso:
· Idosos,
cujo organismo regula pior a temperatura
· Crianças
pequenas
· Pessoas
com doenças cardíacas, renais ou respiratórias
· Pessoas
em situação de rua
· Trabalhadores
expostos ao sol ou a ambientes muito quentes
· Animais,
que também sofrem com o calor extremo.
Ignorar os sinais do corpo ou minimizar os efeitos do
calor pode resultar em consequências graves, tanto
físicas quanto espirituais.
Cuidados essenciais durante dias muito quentes
Algumas medidas simples podem preservar a saúde e evitar
agravamentos sérios:
- Hidrate-se constantemente: não
espere sentir sede. Beba água ao longo do dia, mesmo sem
vontade.
- Evite exposição ao sol nos horários mais críticos: entre
10h e 16h, a radiação solar e a sensação térmica
costumam ser mais intensas.
- Use roupas leves e claras: tecidos
leves ajudam o corpo a dissipar o calor.
- Alimente-se de forma leve: prefira
frutas, verduras e alimentos de fácil digestão.
- Mantenha os ambientes ventilados: use
ventiladores e ar-condicionado quando possível e evite
locais fechados e abafados.
- Fique atento aos sinais de alerta: tontura,
dor de cabeça, confusão mental, náusea, pele muito
quente ou seca exigem atenção imediata e, em muitos
casos, procura por atendimento médico urgente.
Um olhar espírita sobre o cuidado com a vida
O Espiritismo ensina que o corpo físico é um instrumento
precioso da alma, confiado a nós para aprendizado e
evolução. Embora saibamos que a vida não se encerra com
a desencarnação, isso não diminui nossa responsabilidade
de cuidar da existência corporal enquanto ela nos é
concedida.
Conscientizar sobre os perigos do calor extremo não é
alarmismo: é caridade
preventiva. Informar, orientar e alertar
pode evitar sofrimentos físicos e emocionais que
poderiam ser minimizados ou adiados.
Informação preserva vidas
Diante de um cenário climático cada vez mais severo,
negar a realidade ou tratar o calor extremo como algo
banal pode gerar consequências sérias. Precisamos falar
sobre isso, compartilhar informações confiáveis e agir
com responsabilidade coletiva.
Que este alerta alcance o maior número possível de
pessoas — especialmente aquelas que mais necessitam de
cuidado, amparo e orientação.
Referências:
Organização Mundial da Saúde (OMS / WHO)
— Impactos das ondas de calor na saúde.
Ministério da Saúde (Brasil) —
Orientações sobre calor extremo e desidratação.
Instituto Nacional de Meteorologia
(INMET) — Dados e alertas de temperaturas extremas.
Painel Intergovernamental sobre Mudanças
Climáticas (IPCC) — Relatórios sobre aquecimento global.
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) — Estudos
sobre clima e saúde pública.
Felipe Gallesco é editor do site
Juventude Espírita.
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